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Selton - A Invasão Italiana




A carreira da banda Selton, formada por quatro gaúchos, já começou internacional. Criada a partir de um encontro de amigos na Espanha, a Selton se projetou na Itália e agora quer conquistar o público daqui.

Com quatro shows marcados no Brasil, a banda faz sua primeira turnê no país com o disco “Selton”, segundo da carreira, primeiro com canções próprias (e em italiano), lançado em outubro de 2010.

A história da banda começa em 2006, quando os amigos Ramiro Levy e Eduardo Stein combinaram um encontro com os ex-colegas de colégio Ricardo Fishman e Daniel Plentz em Barcelona. Todos estavam passando um período na Europa e decidiram se reunir. Formado em Publicidade, Daniel estudava música em Barcelona. Ao rever os amigos, surgiu a ideia de tocar músicas dos Beatles no Parque Güell, um dos principais pontos turísticos da cidade, para juntar dinheiro.


“Em vez de trabalhar como garçom, decidimos tocar na rua. Em Barcelona tem muito disso, muitos músicos de rua. A ideia era essa, ensaiar ao ar livre e ver no que dá”, contou Ramiro, voz e guitarra da Selton.
A proposta agradou os frequentadores do parque e, em um mês, os amigos gravaram um CD com músicas dos Beatles para vender durante as apresentações. Por dois anos, eles ficaram em Barcelona levando a vida com a música na rua. “Todo dia a gente conhecia gente nova. Mas era isso, nunca tinha pensado em virar uma banda de verdade”, disse o músico.

Da rua para o estúdio
Quem deu o empurrão para que o trabalho temporário dos quatro jovens se tornasse uma carreira musical foi um produtor da MTV italiana. Em visita à Espanha, a equipe gravou dois programas com os cantores de Beatles e os convidou para ir a Milão. “Por um ano, ficamos na ponte aérea. Começamos a escutar a música de lá e acabamos gravando o primeiro disco, de músicas italianas dos anos 60 traduzidas para português”, lembra Ramiro, que mantém o sotaque gaúcho carregado.



A inspiração veio do compositor Enzo Jannacci, que fez sucesso nos anos 60 criando música com uma dupla de comediantes. Com o lançamento do disco “Banana à Milanesa” (Barlumen Records), em 2008, caiu a ficha. “Ali, virou uma banda”, diz Ramiro.



A união inusitada de uma banda brasileira cantando músicas antigas em versão rock e em português conquistou o público italiano. No começo, conta o vocalista, o interesse surgiu entre a geração que conhecia o trabalho de Jannacci. Depois, a irreverência atraiu os jovens da Itália.

“Isso foi curioso, deu muito o que falar. Uma banda brasileira gravando músicas que gente de lá não conhecia. Mas o público sempre foi muito receptivo”, relata. O disco recebeu 4 estrelas da revista "Rolling Stone" italiana e foi eleito um dos 5 melhores de 2008 pela revista italiana "Internazionale".

37 shows em dois meses



Depois de ganhar jornais e revistas italianos, o quarteto resolveu apostar e dar um novo passo na carreira. Lançado em outubro de 2010, “Selton” é o primeiro trabalho com composições próprias dos músicos, escritas originalmente em português e inglês e traduzidas para o italiano. O grande desafio do trabalho, na opinião do músico, foi conseguir expressar em italiano o sentimento das músicas compostas em outras línguas. “Fizemos o caminho inverso. Foi o primeiro disco com a nossa cara e a experiência foi incrível. Em dois meses, fizemos 37 shows na Itália”, comemora Ramiro.



Após a maratona italiana, a agenda da Selton seguiu movimentada. No Brasil, passaram por Caxias do Sul, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Foi a primeira vez que a banda se apresenta fora da capital gaúcha, onde fez poucos shows para plateias mais restritas. “É sempre muito legal [tocar no Brasil] e a gente está feliz da vida em poder levar o show para mais cidades”. Também estão no calendário da Selton duas apresentações na Bélgica e outras em Portugal.

Em negociação, shows na Inglaterra e na Alemanha.


 Enquanto celebra a divulgação do primeiro disco 100% próprio, o quarteto já começa a pensar nos próximos passos: “Se tiver a oportunidade de trabalhar mais no Brasil, a gente adoraria. Estamos caminhando para um projeto multilíngue. Como estão começando a surgir essas novas portas, não deve ser só em italiano”.



Uma prévia disso estará à venda nos shows da banda no Brasil: um EP com 7 músicas, com faixas em italiano, inglês e português. “O EP é um reflexo do show”, diz Ramiro. Um reflexo de toda a trajetória da banda, na verdade.

Em 2010, o grupo lançou seu segundo CD, que leva o nome da banda. O disco foi produzido por Tommaso Colliva (Muse, Franz Ferdinand) e Massimo Martellotta (Stewart Coperland, Calibre 35) e, em menos de dois meses, chegou a render mais de 35 shows pela Itália e reportagens em revistas e programas de TV da Europa.

A Selton é:

Ricardo Fischmann: voz, guitarra
Ramiro Levy: voz, guitarra
Daniel Plentz: bateria, vocais
Eduardo Stein Dechtiar: baixo, vocais


(2008) Banana à Milanesa
01 - Malpensa
02 - É a Vida
03 - Vengo Anch'io No Tu No
04 - Pedro Pedreiro
05 - La Gallina
06 - Banana à Milanesa
07 - Madonina
08 - Eu Vi um Rei
09 - João Telegrafista
10 - Canção Inteligente
11 - La Quiniela
12 - Silvano
13 - La Cosa Rosa

Produzido por Gaetano Cappa
Management: Marco Drago
Gravando por Guido Bertolotti no Istituto Barlumen Studio, Milão
Mixagem: Paolo Iafelice  no Adesiva Discografica Recording Studio, Milão
Masterzação: Cludio Giussani no Nautilus, Milão
Arte: Pietro Malacarne e Edoardo Nardella

Barlumen Records 2008






(2010) Selton















01 - Passero
02 - Anima Leggera
03 - Be Water
04 - Testa Quadrata
05 - Io Voglio Cambiare
06 - Nuoto, Nuoto E Niente Piu'
07 - Per Favore Dica Il Suo Nome
08 - Tutto In Una Notte
09 - Non Lo So
10 - Astronauta Netturbino
11 - Il Segreto Di Pedro
12 - Tudo Azul
13 - Io Vorrei










Pimenta Buena

Num momento em que a integração latino-americana toma força através da música, surge, em Pelotas, a Pimenta Buena. Caracterizada pela forte poética hispânica e a notável silhueta do seu instrumental, a banda aparece na cena world vestida de jazz e provida de pop, numa interessante troca de bagagens culturais.

Composta pelos brasileiros Daniel Finkler, João Corrêa e André Chiesa, mais o reforço do uruguaio Vicente Botti (baixo, guitarra, bateria e vocal, respectivamente) e misturando a sensibilidade da música brasileira e a rusticidade do país vizinho, criam um gênero indefinido que divaga entre o poprock, a música latina e o funk dos anos 70, aproximando-se assim, de um público ecléltico e destacado, composto por diferentes faixas etárias.

Num presente fugaz, como sua ascendência em meio à cena regional, produzem, ao mesmo tempo, três projetos, um compacto inédito em estúdio, já em fase de pré-lançamento, o segundo cd com produção prevista de Duca Leindecker, e um dvd ao vivo.

O lançamento do primeiro cd da banda aconteceu na primeira semana de maio de 2009. Entre outros projetos concretizados, a Pimenta Buena foi objeto de um documentário cinematográfico produzido por Moviola Filmes, que envolve, além da recente história da banda, a relação e a influência dessa mistura de culturas...

Picante pero sabroso, assim como no trecho de Llorona, da trilha sonora de Frida Kahlo, o trabalho da Pimenta Buena envolve a sensualidade e a sofisticação das músicas latina e brasileira; criando em cima de uma sonoridade harmônica e agressiva, fortes melodias que não deixam de perder a ternura jamais.

Donos de um virtuosismo vanguardista e com diferentes influências musicais em cada bagagem, entenda Drexler; Aznar; Jamiroquai; Seal; começaram apresentando-se na cena local de Pelotas, onde residem, e a cada show, se preocuparam em agradar públicos diferentes, que aos poucos, ajudaram a idealizar sua própria identidade.

Com apenas um ano de formação entraram em estúdio para a gravação do seu primeiro compacto de músicas inéditas, que se divide entre baladas contemporâneas e grooves eruditos, que textualizam, incessantemente, o ecletismo da banda.

Durante sua pequena e recente história se apresentaram algumas vezes pela cidade causando forte impacto e sensibilidade musical; espalharam pelo rádio algumas faixas de testes em estúdio; divulgaram alguns vídeos independentes de surpreendente e expressiva aceitação na internet; e conseguiram, precocemente, seduzir ainda mais essas pessoas, e envolver, por sua vez, artistas de forte influência no meio artístico local.


Conheça a mistura de sons que esta dando o que falar, faça o download com exclusividade aqui no Durango:

Pimenta Buena (2009)













01 - La Hija de La Fortuna
02 - La Duena de La Calle
03 - Entre dos Soledades
04 - Carneavale
05 - Fogata
06 - Tal Cual
07 - Un Poco de Tu Miedo
08 - Lo Mejor y Lo Peor
09 - Ya se Fu

Madames do Rock

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Criada em 2005, as Madames surgiram com a vontade das fundadoras: Claudinha, Jã e Cris, de mostrarem que sexo frágil não é bem assim.

As Madames cantam sobre o papel da mulher na sociedade e os preconceitos que ainda persistem, tudo isso com a atitude que o rock exige. Ou seja: estão aqui pra mostrar que rock’n roll também é coisa de mulher! Em 2006 firmaram-se na Banda as guitarristas Diane e Aline e a coisa aconteceu.

No mesmo ano também veio a 1º música própria: “Madames do Rock”, composição de Fabi Hünecke, professora e canto e grande apoiadora no grupo. Essa música foi a vencedora do 4º Festival de Bandas da Univates, realizado em Lajeado. E o Clip desta música foi selecionado por um quadro de bandas novas do programa Fantástico, da rede globo. Trechos do vídeo foram exibidos no programa e o clip ficou disponível no site do Fantástico para votação.

Em 2007 veio a música “De Preferência”, que participou da CD “Demo Tropical 4”, coletânea realizada pela rádio Tropical FM. E o Clip deste som está no site do multishow, no quadro "Zero Km", entre os mais votados.

Em 2008 saem Aline e Diane, e quem assume as guitarras das Madames é a Julinha.

O show das Madames traz as músicas próprias e versões de artistas como Rita Lee, Raul Seixas, Made in Brazil, The Doors, Bandaliera, Cachorro Grande, Pitty, etc.

Um show com muita energia.















01 - Madames do Rock
















01 - De Preferência









Barbaridade Rock

Anlis

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A banda Anlis surgiu no começo de 2006 em Santiago, interior do Rio Grande do Sul, formada devido a parceria de longa data dos integrantes Marcus Vinicius (guitarra/vocal) e Alan Pires (guitarra). A idéia era tocar gothic metal, mas contando com várias outras influências musicais, como Depeche Mode, Paradise Lost, Pink Floyd e Metallica, fugindo assim do estereótipo já muito desgastado desse gênero musical.

Durante bom tempo a banda sofreu com a troca constante de integrantes nos postos de baixista e baterista até a formação estabilizar-se com a entrada de Luiz Paulo Millani (baixo) e André Veloso (bateria).

Com os integrantes definitivos, no fim de 2007 e início de 2008, a banda entra no Sonata Studio para gravar seu 1° EP: Tired Despair. O primeiro fruto de dois anos de trabalho da Anlis vem com 5 faixas, demonstrando os sentimentos ligados com as visões do cotidiano, sobre o desespero e a depressão e os sinas de um fim próximo. Anlis surge com um som de variáveis, não somente demonstrando uma forma clichê de gothic/doom metal, buscando (e conseguindo), originalidade e sonoridade própria. A produção ficou a cargo da própia banda com a arte de capa criada pelo conterrâneo PC Cipollati.

Apesar da influência de bandas clássicas do estilo, a banda se sobrepõe as barreiras do gothic doom misturando influências de música progressiva e diversas outras vertentes do som obscuro. Ao ouvir Anlis fica mais evidente que a criatividade da banda vai muito além do gothic. É um trabalho cuja música deve falar por si própria.

O primeiro ep da banda Anlis ficou pronto em abril de 2008. Os "interessados" encontraram uma boa mistura de doom metal e gothic rock, com pitadas dos anos 80 e música eletrônica.

(2008) Tired Despair

DOWNLOAD











01 - I Shold Hate You
02 - Everything
03 - The Worst Of You
04 - Despair Of Tired Future
05 - Grave Enough

O cd pode ser adquirido por R$10,00 com todas as despesas de postagens inclusas, para qualquer lugar do Brasil nos contatos abaixo:




Garota Verde

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Para conhecer a Garota Verde melhor é entender o que se passa, ponha seu fone num volume razoável. Tire seu All Star e as meias, encoste os pés numa segunda cadeira, depois ponha a "Menina Moderna" que é a primeira música do CD e tire suas conclusões sobre quem é Garota Verde, se você é um garoto, vai enxergar a sua primeira decepção amorosa. Se você é uma garota, se identificará como a pessoa que manda no seu próprio instinto e não se mete em fria sem pelo menos tirar proveito da situação.

Receita da Garota Verde

Em "Você Não É Tão Legal" a Garota Verde faz das palavras do amigo Frank as suas, dando continuidade e explicando o anti-herói da Menina Moderna, usando quase como uma continuação.

Juntando uma pitada de otimismo e um balde de realização, "Bom Verão" conta as histórias com finais felizes. Excelente para formaturas, um "We Are The World" sem Michael Jackson. As músicas passam uma atrás da outra, como se fosse apenas um personagem élfico e sem gênero, só que esse protagonista tem uma personalidade tão completa, que é muito fácil de se identificar com ele em alguma das musicas.

Gostaria de explicar o ponto de vista da Garota Verde sobre todas as músicas, mas a magia das letras está justamente na capacidade de cada um interpretar como melhor se identifica.

Ao comer o CD da Garota Verde, você verá que as sensações são muito diferentes, por isso explicarei os ingredientes um a um:

- 23ml de Marjorie Jonsson, embora se pense que é a personagem das canções, na verdade é a narradora, a compositora de todas as letras e melodias, e um colírio para os olhos, todos os sentidos aguçados em um ingrediente.

- 70g de Ricardo Lilja, o ingrediente canhoto que torna todos mais harmoniosos, precisa ser sacudido para melhor servir.

- 1/4 de xícara de Everton Paz, como o próprio nome diz, a paz da banda, o irmão caçula de todos, o professor pardal canhoto da Garota Verde.

- 35kg de Anderson Z, é a tradição, o Black Label da GV. O cara que entra quieto, sai quieto, e que expressa tudo o que precisa assim.

Esses ingredientes todos juntos, guardado num barril de calvários por 4 anos, estão prontos para serem degustados. Esses anos de experiência expuseram a Garota Verde aos testes mais felizes e trabalhosos de suas vidas, tocando em festas, festivais, rádio, TV, uma final dramática do Paredão da Atlântida, onde a banda conquistou amigos importantes e representou a região da Grande Porto Alegre e Caxias.

Agora sai forno prontinho o CD pra degustarem em qualquer momento, feliz ou triste é completamente digesto e saboroso.

Texto: Garota Verde

Escute aqui e depois compre por apenas R$ 15,00 (frete incluso) no site da banda:

(2007) Se Desarruma E Sai













01 - Menina Moderna
02 - Você Não É Tão Legal
03 - Isso Não Muda
04 - Bom Verão
05 - Quero Te Dizer
06 - A Conquista
07 - Ela Já Nasceu Pronta
08 - Ir Mais Além
09 - O Dia Mais Lindo
10 - Censura Livre
11 - Garota Verde
12 - Veste Preto


Alexandra Scotti (repostagem)

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++ Hoje a tarde, ao instalar-me em frente ao televisor, para a costumeira audição do programa ATITUDE NO TELHADO , da TVE Brasil, me deparo com a excelente dupla Kleiton & Kledir (pensei: o início de tarde está salvo), e para minha surpresa, o melhor ainda estava por vir.

O programa começou com uma cantora de Caxias do Sul -Rio Grande do Sul ... Alexandra Scotti... Me chamou atenção imediatamente sua banda, que entre outros que a acompanhavam, estavam Adal Fonseca e Luciano Granja (ex-integrantes do Engenheiros do Hawaii)... Bingo ponto para ela...

Com uma performance e desenvoltura de palco surpreendentes (sem contar as musicas: saborosas), demostra maior qualidade que qualquer "Daniella alguma coisa" da vida, que tanto é empurrada pela midia goela abaixo dos pobres mortais.

Me tornei fã no mesmo momento... Fui para a internet descobrir mais sobre ela, primeiro errei o nome, dei de cara com uma cantora americana: Alexandra Scott, e nada sobre a garota que acabara de ver, (ahhhh, o final foi sensasional: jam session com a dupla K&K), até o momento em que o Google me apontou para o site oficial da garota....

Lá encontrei a seguinte resenha que dá uma pincelada sobre sua carreira:

Surpresas E Armas de Uma Pin-up da Canção

(por Antonio Carlos Miguel)

MARÇO DE 2002

Uma jovem pede licença para entregar seu disco independente. Diz que é cantora e compositora, que está com um show num bar em Ipanema, que participará de um projeto para novas cantoras dirigido por Nelson Motta etc...

- O.K., vou ouvir, depois tento um registro do show -, respondo, educada-automaticamente, mesmo sem levar muita fé. Afinal, são dezenas os discos de novos artistas que proliferam como coelhos na redação, e quase nada de realmente novo ou de bom costuma aparecer.

Na manhã seguinte, durante a habitual garimpagem, o disco chama a minha atenção já em sua primeira faixa, Cilada, um pop de autêntico sabor brasileiro que dosava suingue em sua levada, letra esperta e uma cantora segura, com técnica e bastante personalidade.

Impressão que prosseguiu, ou aumentou, na seguinte, Meio-Dia, uma sensual cantada na qual ela se dirige sem pudores ao seu alvo: Mas, ah! Que bom seria / Dormir um dia com você / Até meio-dia / Ah! Que bom seria / Se esse meio-dia / Durasse todo o dia.

Na semana seguinte, depois de passar por uma festa cubana no Copacabana Palace na qual Compay Segundo nos encantou com os seus habituais boleros, sons e rumbas, convenço minha mulher, Kati, e meu guru para assuntos pop-roqueiros, Ezequiel Neves, a dar uma conferida no bar na rua Teixeira de Mello no qual Alexandra estava se apresentando.

Chegamos no fim, mas a tempo de pegar as duas últimas músicas e confirmar que aquela cantora e compositora que nos impressionara em disco também tinha forte presença no palco. Nada por acaso. Gaúcha que chegara ao Rio dois meses antes para tentar a vida como cantora e compositora, antes de assumir a paixão pela música ela fora bailarina e atriz, tendo trabalhado com Gerald Thomas.

26 MESES DEPOIS

Bem, num mercado voraz como o da música popular isso é quase um século. E foi com alguma apreensão que recebi o convite da EMI para fazer o texto de apresentação de uma cantora e compositora que (um século antes!) eu mesmo tratara de apresentar aos meus leitores.

Mas não é que Alexandra Scotti voltou a me surpreender? A produção (dividida entre Paul Ralphes e Christiaan Oyens) soube preservar o frescor que aquele disco independente (Amor Brechó era o nome) esbanjava.

Ralphes e Oyens, que também participam como músicos, escalaram um bom e variado time no estúdio, incluindo gente como Luciano Granja (violão e guitarra, também parceiro de Alexandra em três faixas), Rodrigo Santos e Dunga (baixo), Adal Fonseca (bateria) e Fábio Fonseca (clavinete).

O resultado é profissional e descontraído, sofisticado e popular. No repertório foram aproveitadas três faixas do disco independente: aqueles dois perfeitos cartões de visita (ambos com letra e música de Alexandra), e ainda uma releitura, agora com roupagem mais eletrônica, para Paixão (balada de Kledir Ramil que foi sucesso nos anos 80).

Novas canções de Alexandra confirmam a compositora de acento pop e brasileiro (agora também carioca de adoção), incluindo Do Jeito que Eu Gosto, Luz acesa, Colada em Você (com Granja), Sereia Tropical, Docinha e Pin-ups. Esta, escolhida como primeiro single para as rádios, é uma espirituosa crônica urbana, retrato de sonhos adolescentes: De todas as garotas / Que existem no planeta / Nada se compara à beleza das pin-ups / Fofas / Divertidas / Pernas bem torneadas / Uma boca incrível / Elas vão te enlouquecer.


Como as pin-ups tão bem desenhadas nessa canção, Alexandra Scotti tem as armas para enlouquecer quem vive no planeta pop.


Abaixo os discos da bela da Prenda:



Alexandra Scotti - Amor Brechó (2000)













01 - Cilada 4:15
02 - Meio Dia 4:04
03 - Dançar Um Samba 3:18
04 - Platonica 4:26
05 - Paixão 4:12
06 - A Cobrar 3:55
07 - Rotina Em Re Maior 5:06
08 - Fax De Conta 3:38
09 - Amor Brechó 3:19
10 - Rio Grande Do Blues





Alexandra Scotti - Alexandra Scotti (2004)













01 - Do Jeito Que Eu Gosto
02 - Cilada
03 - Luz Acesa
04 - Meio Dia
05 - Colada Em Você
06 - Pin-Ups
07 - Em Silêncio
08 - Paixão
09 - TV E Geladeira
10 - No Rastro do Sol
11 - Sereia Tropical
12 - No Mesmo Lugar
13 - Docinha
14 - Pin-Ups (remix)





Alexandra Scotti - Irresistível (2007)













01 - Singular
02 - Colar de Rubi
03 - Meu Esquema
04 - Tudo Passará
05 - Irresistível
06 - Contradição
07 - Pra Não Dizer
08 - Adoro Despedida
09 - Pra Me Alegrar Um Pouco
10 - Ouvir Criança

 
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