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Luis Vagner

Gaúcho de Bagé, Luiz Vagner Dutra Lopes nasceu em uma família musical. Filho de mãe índia, seu pai, Vicente Lopes, era músico da orquestra Copacabana Serenaders, que usava o nome artístico Sarará, e seu avô, além de fotógrafo e pastor, era flautista. Bem cedo começou a conviver com artistas em cidades da região.

Aos dez anos, já tocava bateria e violão. O que no entanto foi marcante para sua escalada musical foi a descoberta do rock, ao ver o filme "Rock Around The Clock" ("No Balanço das Horas" na versão Tupiniquim), um dos marcos do estilo no Brasil. Começou a compor algumas músicas.

Em 1963, mudou-se para Porto Alegre e neste mesmo ano, junto com Luiz Ernani, Valdir, Jacks e Edson da Rosa, formou o conjunto The Jetsons. O grupo apresentava-se em reuniões dançantes e acompanhava os cantores que por lá apareciam, começaram no progama "Parque Infantil" de Waldemar Garcia, na TV Gaúcha até que em 1966, a banda migrou para São Paulo e se transformou na banda Os Brasas.

Da formação original dos Jetsons, ficaram apenas Edson da Rosa e Luís Vagner, contando com mais dois integrantes: Anires Marcos e Franco Scornovacca (que chegou a gravar um disco de samba-rock em 1978 e hoje é produtor e empresário musical, além de pai do trio de irmãos KLB).

A banda contava com um repertório próprio, tendo Luís Vagner e Tom Gomes (seu mais constante parceiro nessa época) como principais compositores. Gravam um compacto e continuam suas participações em programas de televisão como o famoso "O Bom", apresentado por Eduardo Araújo e produzido por Carlos Imperial na extinta TV Excelsior e integraram a Banda Jovem do Maestro Peruzzi.

Em 1968 sai o único LP, lançado pela Continental/Musicolor e inédito em CD. Um disco de rock, com pitadas de psicodelia, algumas baladas românticas e letras alegres. como Os Brasas, com mais dois membros: Franco, Anires Marcos e Edson.

Nesse período, o cantor e compositor carioca Demétrius gravou a canção "Magoei seu coração", primeiro registro em disco de uma música de Luís Vagner. Nesse mesmo ano, o cantor niteroiense Ronnie Von grava a música Sílvia, 20 horas domingo, de autoria de Luís Vagner e Tom Gomes.

Em 1969, com o fim dos Brasas, Luís Vagner começou então a trabalhar em estúdios como músico e produtor. Participou de alguns álbuns (como o disco da banda de soul Os Diagonais, de onde saiu o cantor e compositor paraibano Cassiano) e suas músicas foram gravadas por artistas como o cantor carioca Wilson Simonal e os irmãos vocais do Trio Esperança.

Em 1971, participou do disco "Vida e obra de Johnny McCartney", do cantor e guitarrista potiguar Gileno (ex-parceiro de Lílian Knapp, na famosa dupla jovem-guardista Leno e Lílian), disco que viria a ser o primeiro gravado em 8 canais no Brasil. Luis grava seu primeiro compacto com as músicas “Viagem para o Sul” e “Moro no Fim da Rua”, esta gravada também por Wilson Simonal e Trio Esperança.

Em 1972, compõs uma de suas mais marcantes canções, "Como?", gravada pela primeira vez pelo cantor e compositor pernambucano Paulo Diniz e posteriormente por muitos cantores brasileiros, entre eles o compositor e violonista paulistano de samba-rock Bebeto.

Em 1973, escreveu mais uma música que faria um grande sucesso: trata-se de "Camisa 10", parceria com o compositor carioca Hélio Matheus, lançada pelo sambista santista Luiz Américo, que se tornou um hino futebolístico, graças à performance da Seleção Brasileira de Futebol daquele ano.

Em 1974, gravou seu primeiro disco, "Simples", e iniciou uma fusão de ritmos e gêneros musicais que o acompanhavam desde criança. Nesse disco, o samba-rock "Só que deram zero pro Bedeu" (homenagem a Jorge Moacir da Silva, o Bedeu, compositor gaúcho que forneceria muitos sucessos a Bebeto) repercute bem dentro do cenário de música negra no Brasil. Esse álbum, assim como alguns outros, é 100% autoral. Ainda em 1974, participou do disco "1990 - Projeto SalvaTerra", do cantor e compositor carioca Erasmo Carlos, tocando viola na música "A experiência".

Em 1975, grava o disco "Cousas e Lousas", que está fora de catálogo. Nesse mesmo ano, compõe com Bebeto "Segura a Nega", que fez parte do álbum de estréia do violonista paulistano e foi redescoberta por DJs e grupos de samba-rock do século 21. Paulo Diniz gravou "As Estradas", mais uma parceria com Tom Gomes.

Em 1976, gravou o disco "Luís Vagner", que ficou conhecido como "Guitarreiro", em virtude do sucesso da música que abre o disco, uma autobiografia. Nesse período, era conhecido como "gaúcho guitarreiro", alcunha que o acompanha até hoje. Continuou trilhando o caminho da fusão musical, tendo inclusive influências da chula, da guarânia e do reggae, esse último ritmo que o segue de forma mais marcante até hoje.

Em 1978, participa do disco de Franco Scornovacca como guitarrista e tem a sua música "Guitarreiro" regravada nesse álbum. E compõe "Se Quiser Chorar por Mim" e "Gandaia" com o cantor e compositor mineiro Wando, músicas registradas no disco "Gosto de Maçã", de Wando. Ainda em 1978, sua composição "Guria" integra a trilha sonora da novela da Rede Globo "Dancin' Days".

Em 1979, gravou seu disco "Fusão das Raças", um trabalho de linguagem mais pop, mas também voltado para a diversidade musical. Além da inclusão de "Guria" (com participação vocal do cantor e compositor Paulinho Camargo), gravou pela primeira vez "Como?" e fez leitura inusitada de "Garota de Ipanema", do maestro e compositor Tom Jobim e do poeta e letrista Vinícius de Moraes.

Em 1981, foi homenageado pelo cantor e compositor carioca Jorge Ben, com quem conviveu durante a época da Jovem Guarda. A música "Luís Vagner Guitarreiro" consta do álbum "Bem Vinda Amizade". Os sambas "Embrulheira" e "Como?" e foram gravados por Bebeto em seu disco homônimo.

Em 1982, gravou o disco "Pelo Amor do Povo Novo" e participa do festival de MPB da Shell com o samba "Crioulo Glorificado", de Jorge Ben.

Em 1983, no festival de Jazz de Nice, subiu no palco pra dar canja com o BB King. Quem emprestou a guitarra foi o Jonhn Skotfield, guitarrista da banda de Miles Davis.

Em 1986, lançou seu primeiro disco ao vivo "O Som da Negadinha", com regravações de seus sucessos.

Em 1988, gravou o disco "Conscientização",produzido por Mauro Pinheiro, um disco de reggae que contém entre outras a música "Oi". Ainda em 88, se junta a Toni Tornado, Lady Zu, Carlinhos Trumpete e Tony Bizarro para gravar o disco-manifesto "Alma Negra".

Em 1989, após a realização de uma tournee pelo sul do Brasil, em lançamento do disco "Conscientização", boicotado pela gravadora Copacabana, que não mandou o disco para as lojas, ele e o produtor e amigo Mauro Pinheiro a convite do amigo leal e percussionista Luiz Carlos de Paula, resolvem fazer uma viagem a França e lá gravam "Cilada" junto com a Banda Amigos Leais. Esse trabalho não foi lançado no Brasil. O trabalho foi gravado em duas etapas. A primeira, ao vivo no "Jazz à Vienne", um dos maiores festivais musicais da França, e a segunda em um estúdio na periferia de Paris chamado John Lennon.

De 1989 a 1991, músico e produtor se instalam na cidade de Vaux Sur Senne, uma pequena vila distante 40 km de Paris. Com uma base montada na pequena ilha, se associam à jornalista francesa Michéle Pelé e iniciam uma fase de muitos shows pela França.

Voltando ao Brasil em 1992, estréia um show no Aeroanta onde recebe a Banda The Wailers. Realiza uma série de shows por praças publicas em São Paulo e inicia a produção de "Vai Dizer Que não me Viu ...", lançado em 1994 pelo selo independente DAAZ finalizando mais um ciclo muito produtivo de sua carreira.

Luis Vagner volta a uma antiga parceria com o produtor Nilton Ribeiro e grava pela Paradoxx "Brasil Afrosulrealista",com a presença constante do reggae e "Swingante" onde retorna ao "Samba Rock".

Tem músicas gravadas por Luis Américo (“Camisa 10”), Sílvio Brito (“Espelho Mágico”), Wando (“Se Quiser Chorar por Mim”), Ronnie Von (“Silvia, Vinte Horas, Domingo”), Adriana (“Justo Nesta Noite”), Eliana Pittman (“Vou Pular Neste Carnaval”), Paulo Diniz (“Como?”), Bebeto (“Segura a Nega”), além de Lady Zu, Tony Tornado, entre outros. O guitarrista continua se apresentando pelo Brasil em shows.

Em 2001, com a volta do samba-rock ao cenário musical, conseguiu nova projeção e se apresentou em diversas casas em São Paulo e Porto Alegre. Nessas ocasiões, foi freqüente a participação especial da banda paulistana Clube do Balanço, que teve em seu disco de estréia três músicas do guitarreiro (que participou inclusive da gravação do disco): "Saudade de Jackson do Pandeiro" (com Bedeu), "Trilha Guitarreira" (com o guitarrista e compositor paulistano Marco Mattoli, líder da banda) e "Segura a Nêga" (com Bebeto). Na faixa "Falso Amor", de Bedeu, divide vocais com Mattoli.

Em 2002, gravou com os conterrâneos do Ultramen, banda que mistura rock, reggae, rap e outros estilos.

Atualmente, mora em São Paulo e continua na ativa, como cantor, compositor e músico.


CURIOSIDADES

A música "Como?" vendeu mais de 5 Milhões de cópias, entre várias regravações o Albúm de Paulo Diniz aonde esta gravado "Como?" vende até hoje 60 mil cópias por ano, há mais de vinte anos. Foi Baixista da Banda do Zé Pretinho, e diz a lenda que roubava a cena.

Sim! seus dreads são de verdade, e faz 25 anos que ele os cultiva.

Ganhou uma guitarra Fender Stratocaster do Odair José (sim! o autor de "Pare de tomar a pilula"!) que ficou encantado quando viu o Vagner tocando, Na época ele usava uma guitarra caseira. Foi sua guitarra favorita até um roadie esquece-la ela num táxi, em Porto Alegre. Foi então que ele ganhou uma Ibanez Les Paul do Jorge Ben, que ele tem até hoje.

Morou nos anos 70 no Solar da Fossa, Rio de Janeiro, condomínio aonde moravam vários artistas. Foi lá que conheceu e conviveu com Tim Maia, Hildon, Cassiano, Paulo Diniz, MPB4, Gal Costa, Darlene Glória entre outros.

Na época da Jovem Guarda, quando estavam em turnê em Porto Alegre, Erasmo Carlos e Vanderléia subiram o morro (Parthenon) pra conhecer uma banda local que era famosa por ter um grande guitarrista. Eram os Jetsons, e o guitarrista, Luis Vagner.

Luis Vagner sempre foi um apaixonado por futebol. Jogou, na juventude, na categoria infanto-juvenil do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e, em 1989, após a morte do amigo Branca di Neve, embarcou para a França, onde jogou, aos 42 anos por um clube da Terceira Divisão daquele país, o Vaux Sur Senne. Após essa experiência internacional, retornou ao Brasil e retomou sua produção musical.


Discografia

* Simples (1974)
* Cousas e Lousas (1975)
* Luis Vagner (1976)
* Fusão de Raças (1979)
* Pelo Amor do Povo Novo (1982)
* O som da Negadinha - ao vivo (1986)
* Conscientização (1988)
* Cilada (1990)
* Vai Dizer Que Não Me Viu (1995)
* Swingante (2004)
* Brasil AfroSulRealista (2005)


A seguir, os álbuns para download:

(1974) Simples













01 - Chula Louca
02 - Olha o Pedágio
03 - Ah! Se Eu Soubesses
04 - Você Já Viu Né
05 - Tic - Toc
06 - Nas "Planices" Muitas Luas de Paz
07 - Só Que Deram Zero Pro Bedeu
08 - Por Uma Mulher do Signo de Touro "Desengano"
09 - "Nega Véia"
10 - Eu Queria Ir Pro Céu






(1975) Cousas e Lousas

INDISPONÍVEL



(1976) Luis Vagner













01 - Guitarreiro
02 - Lá no Partenon
03 - Sufoco
04 - Corcoveia
05 - Cobra criada
06 - Camponesa
07 - Frescura de uma mulher
08 - Estás loca de linda Rita
09 - Queres o que ô?
10 - Tesourão






(1979) Fusão de Raças













01 - Fusão das raças [Pro planeta melhorar]
02 - Só pra renascer
03 - Rockeira
04 - Como
05 - Neguinha boa [A boa e o trouxa]
06 - Cabreragem dos peixes
07 - Medicado por Deus
08 - Fazer molho é na cozinha
09 - O amor é mais lindo
10 - Garota de Ipanema
11 - Entendida
12 - Guria






(1982) Pelo Amor do Povo Novo













01 - Papai chegou Mamãe
02 - Oia Iaiá o seu Ioiô
03 - Crioulo glorificado
04 - Duro sem love sem nada
05 - Crioular (Milonga Yé)
06 - Anjo
07 - Vitória de amar
08 - Lava alma
09 - Gostosa
10 - Minha alma pura
11 - Tomazo menino mestiço






(1986) O som da Negadinha - ao vivo













01 - Não negai
02 - Olhos vermelhos
03 - Mamãe Africa
04 - Homem assim não
05 - Homem rasta
06 - Calipso colapso
07 - Skuliba






(1988) Conscientização













01 - Oi
02 - Tudo normal
03 - Ela não me quer mais
04 - Uf
05 - Burrice
06 - Negona
07 - Toquem blues [Só Que Tem Um Toc]
08 - Tramandaí
09 - Conscientização
10 - Objeto alado
11 - Você sabe que eu te amo






(1990) Cilada













01 - Vou pular nesse carnaval (Luis Vagner-Tom Gomes)
02 - Cilada (Luis Vagner-helio Matheus)
03 - Só que deram zero pro Bedeu (Luis Vagner)
04 - Onde bate fica (Luis Vagner-Wando)
05 - Na ponta da sandália (Luis Vagner)
06 - Segura a nega [Cutuca] (Luis Vagner)
07 - Tem que ter luz prá clarear






(1995) Vai Dizer Que Não Me Viu













01 - Feijoada
02 - Abuzzy Wzzy
03 - Mano véio blues
04 - Olho da rua
05 - Onda brava
06 - Alma gêmea
07 - Veneno
08 - Apareça
09 - Prisioneiro
10 - Socorro
11 - Força
12 - Oração






(2004) Swingante













01 - Guitarreiro
02 - Só Que Deram Zero Pro Bedeu
03 - Embrulheira
04 - Segura a Nega
05 - Vou Pular Nesse Carnaval
06 - Negona
07 - Cobra Criada
08 - Onde Bate Fica
09 - Esse Papo é Com Você
10 - De Saudade
11 - Dr. Swing
12 - Saudade do Jackson do Pandeiro
13 - Abuzzy y Wzzy






(2005) Brasil AfroSulRealista













01 - Sedusom
02 - Ta Limpo
03 - Sabor Tropical
04 - Dr. Swing
05 - Que Coisa Mais Querida
06 - E Tudo Contigo
07 - Negros Do Sul
08 - Gente Simples
09 - Pedra Que Nao Lasca
10 - Rola Na Ginga
11 - Sonhei Com Voce
12 - Por Do Sol
13 - Vivo Querendo Te Amar
14 - Deusa
15 - Balaka Do Meleca
16 - Vamos Fazer Som
17 - Felicidade E A Nossa Amizadae

INDISPONÍVEL

Frank Franklin


Franklin começou na música estudando piano dos 8 aos dez anos. Mais tarde estreou em palcos em um festival (FICA - Festival da Canção Anchietana)como cantor de uma banda chamada ARMAGEDDON (1985), depois participou da Primavera nos Dentes(92), Os Ordinários (95), Sindicato do Blues (1997) quando partiu para carreira solo e gravou o disco "A mesma coisa", com algumas músicas suas e outras compostas em parceria com amigos.

Franklin é um músico versátil, emocionado, e letrista preocupado com poesia, com métrica. Suas letras podem ás vezes parecer indecifráveis, em outras até decifráveis demais. Franklin produziu o disco de Zé do Bêlo, chamado simplesmente de "Acústico", lançou um jornal sobre música chamado "Portoblues", que agora é um programa de tevê que vai ao ar na madrugada de segunda feira no canal comunitário da NET em POA, o POA TV Canal 6.

Durante sua vida de músico e de jornalista, Franklin fez shows e deu canjas por diversos lugares: Porto Alegre, Montenegro, Pelotas, Sapiranga, Caxias do Sul, Florianópolis... e trabalhou em jornais como Usina do Porto e Portoblues. Franklin também colabora com a John Bull Magazine, a revista do John Bull. Em 97 Franklin participou do disco "Agora pode ser o Tempo Todo", de Egisto Dal Santo, tocando bandolim em uma vinheta composta pelos dois, "Matou" e narrando um gol para um solo em "Deu praTi", de Kleyton e Kledir.

Franklin é responsável pela produção executiva do disco "Acústico", o primeiro do cantor e compositor Zé do Bêlo. Jornalista e radialista com formação técnica e acadêmica, Franklin em 2008 tornou-se operador de áudio com especialização em mixagem de P.A, tendo completado o curso no Colégio de Aprendizagem Moderna, o CAM.

"Quando me formei em Jornalismo entrei para uma banda de bicho grilos paz e amor chamada PRIMAVERA nos DENTES, mas que começou como ÓRFAOS do BLUES. Esta banda tinha uma menina na bateria, o que era raríssimo (Márcia Haesbert, hoje artista plástica) e também fez um show na TERREIRA dA TRIBO e foi só!! Nós ensaiávamos no ARAÚJO VIANNA em um estúdio público horrível. Isto foi em 91, 92. Comecei a gostar de blues e ficar até obcecado. Comecei a aprender a tocar blues.

Em 1994 um barzinho chamado Hooker me deu chance de fazer shows bem legais, e o público adorava...Em 1995 surgiu OS ORDINÁRIOS (Régis Sam, Amilson Silva, Marcelo Moreira e Frank), que gravou uma fita demo e fez alguns shows. Toquei também no Bananas Bar e no Megazine, sendo um dos recordes de público do bar.

Em 1996 surge o Sindicato do Blues, com uma fita K7 chamada LAMA, MESA & BLUES, muito bem gravada no estúdio B da ACIT, que vendeu uns duzentos exemplares. A fita tinha alguns clássicos do blues misturadas com instrumentais obscuros como Funny Bone e Old Time Sake, de Freddye King. O grande destaque da banda sempre foi o virtuosismo de Gabriel Guedes, que eu considero um dos guitarristas mais competentes que eu já vi tocar.

Acho que o Sindicato do Blues foi a minha primeira banda que tocou de verdade o blues, pelo Sindicato passaram ubs trinta músicos, todos super músicos, ex: Gabriel Guedes, Marcelo Moreira, Alexandre Baréa, Bibo, Cristiano Bertolucci, Daniel Mossmann. Nós fizemos uns quinze shows muito bons e fizemos uma certa fama por tocar músicas descomnhecidas de muitos, inclusive muitas em português, como por exemplo, o blues chorado Sofre, de Tim Maia e Estrada de Santos, de Roberto. Tocamos no Estação e na Garagem Hermética, no João e no 14 Bis em Ipanema.

Depois em 98 o Sindicato se desintegrou, mas três de seus integrantes, Costa, Gabriel e Daniel se juntaram ao baixista Bibo e Luciano Lucke e formaram uma das melhores bandas de blues rock de toda a história do rock e blues portoalegrense.

Como ia dizendo, estudei piano cerca de dois anos na pré adolescência, o que foi um alicerce para eu conhecer a estrutura da música. Estudando piano você descobre, não na hora, mas alguns anos mais tarde, que a música pode ser tão exata quanto uma ciência, como a matemática. Pode ser, nem sempre é. Logo em seguida, com dezesseis anos, já tendo escutado muitos discos do irmão mais velho, coisas como Fátima Guedes, Bethãnia, Milton e Elis, além das porcarias enlatadas que aqui chegavam nas FMs no início dos oitenta, conheci os caras do ARMAGEDDON (Peter Dutra, Alexandre Terra, Cristiano Carvalho e Rodrigo Terra).

Eles estavam, veja só, com todo o equipamento da banda em uma casa na praia de Atlântida, ensaiando, coisa muito rara na época. Ouvindo aquele som todo resolvi entrar na garagem. Batemos um papo e em POA nos encontrávamos para ensaiar em uma casa a cem metros do Timbuka, na Zona Sul. Queriam que eu cantasse Xanadu e Stairway to Heaven, mas eu não sabia o que significava isso ainda...

Nesta época, quando conheci as grandes bandas de rock, em 85, várias bandinhas estavam nascendo no país e em Porto não seria diferente. Havia um plano econômico que se dizia bem sucedido e muito otimismo no Brasil. Na minha rua mesmo, a Castro Alves, ensaiava uma tal de Phoenix. O Armageddon, na verdade, tinha cinco músicas prontas, todas no estilo Iron Maiden e Judas Priest. Eram minhas primeiras letras.

E fez três apresentações, sendo a última a mais importante, pois tocou ao lado de PESADELO e LEVIAETHAN em um memorável show na Terreira da Tribo, show que aconteceu na mesma noite em que havia ASTAROTH na reitoria lançando seu primeiro disco. Esta noite ficou conhecida como a NOITE do METAL. rsrsrsr Rodrigo, guitarrista, entrou para a PANIC e a banda se desintegrou. A PANIC, da qual fazia parte também o guitarrista Eduardo Martinez, abriria o show do VENOM, que foi cancelado."


BANDAS E PARTICIPAÇÕES:

- Armageddon (1985)
- Primavera nos Dentes (1987)
- Os Ordinários (1995)
- "Agora Pode Ser o Tempo Todo" (1997) (acompanhando Egisto dal Santo)
- Sindicato do Blues ( considerada uma das melhores bandas do boom de blues de Porto Alegre em 1996)
- "A Mesma Coisa" (primeiro disco, em 2003).

DOWNLOAD:

(2003) A Mesma Coisa













01 - Quisera
02 - Frases Soltas Desconexas
03 - Histórias de Boi Dormir
04 - Para
05 - Novo Jeito de se Amar
06 - Luz em Blues
07 - Do Jeito Que Eu Quis
08 - Sapatos
09 - Tortura de Bolso





CONTATOS:

PORTOBLUES
MYSPACE

Garotos da Rua e Bebeco Garcia

Infelizmente o DURANGO-95 volta a ativa com um péssima notícia, mas voltamos...


Morre o músico Bebeco Garcia

Bebeco Garcia morreu nesta madrugada (20 de maio), em Porto Alegre, no hospital da PUC-RS, segundo informações da Rádio Atlântida Porto Alegre.

O ex-vocalista e guitarrista dos Garotos da Rua, que nos últimos anos seguia em carreira solo residindo em São Paulo, foi operado de um tumor no cérebro, mas não resistiu às complicações pós-operatórias.

O velório já está sendo realizado no cemitério Jardim da Paz, onde o corpo será sepultado às 17h.

Bebeco era pai do músico Pedro Garcia, baterista da última formação do Planet Hemp, e tinha extensa e importante carreira na cena do Rock Gaúcho.

O DURANGO presta sua homenagem reeditando o post de Bebeco e os Garotos da Rua, publicado originalmente em novembro de 2006.

Adeus Herói da Guitarra...


A banda Garotos da Rua surgiu em julho de 1983, em Porto Alegre, formada por Bebeco Garcia (guitarra e voz), Ricardo "King Jim" Cordeiro (sax e vocais), Edinho Galhardi (bateria), Sérgio Mello, Mitch Marini e posteriormente Geraldo Freitas se revezando no baixo e o compositor Carlos Caramez. Tocam como banda da casa no bar Rocket 88, reduto do rock'n'roll na cidade. O nome foi inspirado em uma música de Carlos Caramez e Sérgio Mello, mas reza a lenda, que o nome surgiu antes de uma apresentação, quando alguém perguntou: "que banda é essa?" e a resposta: "são os garotos da rua Carlos Drummond de Andrade"....

Seis meses mais tarde, com a permanência definitiva de Geraldo Freitas e com a entrada do guitarrista Justino Vasconcelos, o grupo faz sua primeira demo, "Sabe O Que Acontece Comigo?" e inicia uma série de shows em Porto Alegre e em mais de 50 cidades do Rio Grande do Sul, proporcionando uma abertura no mercado para todas as bandas do Estado.


Em 1985, participam da coletânea Rock Garagem, lançada pelo selo gaúcho Acit, com a faixa "Levaram Ele". Ainda no mesmo ano e pela mesma gravadora lançam o primeiro compacto com as músicas "Programa" e "Sabe O que Aconteceu Comigo?" em uma segunda versão. Apresentam-se no festival MPG (Música Popular Gaúcha), que reúne 40.000 pessoas no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre.


Em 1986 são contratados pela gravadora RCA Victor, que lança a coletânea Rock Grande do Sul, juntamente com os Engenheiros do Hawaii, TNT, Replicantes e DeFalla, todos em começo de carreira. Participam com as faixas "Me Leva Embora" e "Tô de Saco Cheio (Lá Em Casa Continuam Os Mesmos Problemas)".


No decorrer do ano tornam-se nacionalmente conhecidos através do hit "Tô de Saco Cheio (Lá Em Casa Continuam Os Mesmos Problemas)", lançado também em compacto simples, cujo sucesso os convence a se transferir para o Rio de Janeiro. O single trazia as faixas "Tô De Saco Cheio (Remix)", "Me Leva Embora" e "Tô De Saco Cheio". DOWNLOAD




Animada com o sucesso, a gravadora lança o álbum de estréia: Garotos da Rua, produzido e gravado por Marcelo Sussekind nos estudios RCA de Rio e São Paulo. O disco conta com a participação de grandes nomes do rock nacional, como: Celso Blues Boy, Ezequiel Neves, Paulo Henrique (piano) e Carlinhos Moura (sax alto e tenor). Contém as músicas "Juventude Um Passo A Frente", "Que Piada!", "Não É Você", "Você É Tudo Que Eu Quero", "Depois da Festa", "Babilina", "Gurizada Medonha", "Sabe O Que Acontece Comigo?", "Meia Colher", "Longe de Você" e "Tô de Saco Cheio". DOWNLOAD


Em 87, gravam o disco Dr. Em Rock'n'Roll, produzido por Reinaldo Barriga e novamente gravado no eixo Rio-SP, trás como convidados Sandra de Sá, Humberto Gessinger, Paulo Casarin (piano e órgão), Manito entre outros. As faixas são: "Dr. Em Rock'n' Roll", "Eu Já Sei", "Sexta-Feira", "Até O Cachorro Lamber A Cara", "Tarde Azul", "Escravos Modernos", "Abuso de Paciência", "Jogo Perigoso", "Fim de Século" e "Eu Toco Rock". A música Eu Já Sei vira hit em todo o país, incluida na trilha sonora da novela Mandala.

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Em 88, com um repertório mesclando o rhythm'n'blues e pitadas de ritmos africanos com rock'n'roll, os Garotos gravam o LP Não Basta Dizer Não, com produção novamente de Marcelo Sussekind, consolidando-se ainda mais no mercado brasileiro. Tornam-se presença constante na TV. As faixas do disco são "Não Basta Dizer Não (Se Você Prefere Viver)", "Meu Coração Não Suporta Mais", "Satélite do Amor", "H.D. Blues", "Você Não Pode Negar", "À Noite", "Só Pra Te Dar Prazer", "Tudo Pode Mudar", "Volte A Ser Selvagem" e "Baby Gata". DOWNLOAD

Apesar de todo o sucesso alcançado, em 1989 devido a velha "incompatibilidade artística", os integrantes dissolvem a banda e decidem partir para projetos individuais.



Bebeco resolve tocar a banda, e grava em 1990 o single "Bagdá 40º / Sossego" de forma independente, conseguindo boa execução nas rádios do sul do país. Em 92 lança o sensacional disco ao vivo Blues Climax 900 (Overseas/BMG) gravado em Lajes, Santa Catarina. Com as músicas "Bagdá 40°", "Eu Já Sei", "Você É Tudo Que Eu Quero", "Você Não Pode Negar", "Babilina", "Tô de Saco Cheio", "Acredita Em Mim", "Meu Coração Não Suporta Mais", "Só Pra Te Dar Prazer", "Sabe O Que Acontece Comigo" e "Sossego" de Tim Maia. DOWNLOAD


Em 1994, Bebeco resolve encerrar as suas atividades com os Garotos da Rua e dá início a uma brilhante, criativa e prolífera carreira solo.

Em 1996, Justino Vasconcelos, que estava morando em Los Angeles, retorna ao Brasil. Juntamente com King Jim, que assume definitivamente os vocais, Edinho Galhardi na bateria e mais o guitarrista Cristiano Crochemore, os Garotos resolvem reorganizar-se e seguir em frente. Tocam no show de comemoração dos 13 anos da Rádio Ipanema, obtendo excelente aceitação. O sucesso da apresentação e a receptividade de um público novo, que não havia acompanhado o sucesso passado da banda, entusiasmou a todos para que houvesse a volta definitiva dos Garotos da Rua.

A partir de então, o grupo inicia uma excursão por todo a região sul, sendo calorosamente recebido nos lugares pelos quais tem passado.

A banda passa por algumas formações, que incluíram o guitarrista Gabriel Guedes, presente até hoje, o baterista Alexandre "Papel" Loureiro, que permanece até 99, cedendo o posto para Diego Silveira e também o baixista Marcelo Granja. No ano seguinte, entram Bibo Schmidt (baixo) e KCláudio Mattos (bateria) completando definitivamente a formação atual do Garotos.


Em 1997, Bebeco Garcia, conhecido no meio musical como "o guitarrista cigano" lança seu primeiro álbum solo, caracterizado pela forte influência do blues, característica essa, que irá marcar toda sua obra. Intitulado Aleluia, Aleluia (independente), vem com as faixas "Bagdá 40º", "Eu Já Sei", "Aleluia, Aleluia", "Sempre Indo Embora", "Ando Tão Só", "Quando Se Fecha O Bar", "Diz Aquilo", " Tudo Por Amor", "Tarde Demais", "Fale de Você" e "Coração Satânico". DOWNLOAD



Em 1999, Bebeco Garcia grava novo disco: Me Chamam Curto Circuito (Top Cat Records), produzido por Egisto Dal Santo e com participação de seu filho Pedro Garcia (Planet Hemp, Bnegão) na bateria. As oito faixas deste disco são: "Um Dia No Futuro", "Sala De Espelhos", "Eu Sou Um Astronauta", "Não Chore Por Mim", "Me Chamam Curto Circuito", "A Vida É Dura Rapaz", "Me Mostre O Seu Sorriso", "O Maluco Sou Eu". DOWNLOAD




No mesmo ano, é lançado pela gravadora BMG, a coletânea de sucessos Hot 20 que vende, apenas no sul do país, mais de 35.000 cópias. Nela estão todos os hits da banda ainda com a primeira formação. DOWNLOAD




Em 2000 Bebeco monta o Bebeco Garcia & O Bando dos Ciganos. Bebeco nas guitarras, Egisto Dal Santo no baixo (ícone do rock gaúcho, que, entre tantas outras, participou das bandas Colarinhos Caóticos, Acretinice Me Atray, Histórias do Rock Gaúcho) e Edinho Galhardi, bateria.



2001 é o ano de Bebeco Garcia & O Bando de Ciganos - Série Palco, com Bebeco (voz, guitarras e Lap stell), Egisto Dal Santo (guitarra, voz e backing vocals) e Fabio Ly (bateria). Gravado ao vivo na casa de cultura Mário Quintana, na noite de 25/07/2000, em Porto Alegre. O set: "Me Chamam Curto Circuito", "Sabe O Que Acontece Comigo", "Você É Tudo O Que Eu Quero", "Um Dia No Futuro", "Eu Já Sei", "Tô De Saco Cheio", "Garotos Da Rua", "Cinco Bombas Atômicas", "Meu Coração Não Suporta Mais", "Sala De Espelhos", "Eu Sou Um Astronauta", "O Maluco Sou Eu" e "A Vida É Dura Rapaz". DOWNLOAD


2003, ano de Confidencial, um disco em que Bebeco fornece novamente o que sabe fazer de melhor: blues e rock'n roll. São dez faixas gravadas em casa quase que exclusivamente pelo próprio Bebeco. Ele só contou com a ajuda do filho Pedro e duas participações especiais: a do percussionista Foguete e do DJ Babão. DOWNLOAD



"Pai e filho tocando podia parecer esquisito. Tem uns erros, lá, que eu deixei porque fica parecendo banda. Banda sempre erra", diverte-se Bebeco, afirmando em seguida que Confidencial existe porque, hoje, tudo pode ser feito em casa com computador e paciência. Alguma coisa também pode ser feita pelo telefone, como o contato com o amigo Egisto Dal Santos. Com Egisto, Bebeco divide três composições: "Sorte no Amor", que abre o CD e tem os ‘scratches’ decisivos do DJ Babão; "Pouco Importa", uma comovente crônica/declaração para lá de romântica e "Mexe Rebola", o momento malicioso da empreitada. Uma faixa foi feita só por Egisto, a suingada "Eu Sei Que Você Sabe". As outras seis são só de Bebeco. Quase todo material é novo. Antiga, só "Acredita Em Mim".



Em 2004 os Garotos da Rua lançam o CD Caminho da Estrada, fiel ao estilo que consagrou o grupo, mas com espírito de renovação. O álbum é composto de 11 faixas inéditas, mais a versão de "Canos Silenciosos" de Lobão. Destacam-se "Não Posso Mais" (com boa execução nas principais rádios do sul do país), "Boneco de Mola", "A Portas Fechadas" e "Não Dá Mais Pra Ficar" (com participação de Rafael Malenotti, dos Acústicos e Valvulados). DOWNLOAD


Atualmente Bebeco está trabalhando o álbum Rio Grande Rio Blues (Cultpar/Universal Music), disco lançado em 2005. Como o nome já sugere, o cd é recheado de rhythm'n'blues e rock'n'roll. Bebeco está com sua guitarra mais afiada que nunca. Confira as faixas: "Hotel", "Amor Difícil", "Eu Sou Culpado", "Depois Daquele Dia", "Prefiro Não Acreditar", "Só Resta Um Blues", "Só Uma Chance", "Beijo Guardado", "Você!", "Quando A Tempestade Passar (Atrás do Vidro)" e "Quero Você Pra Mim". DOWNLOAD





 
RamonR