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Grandes discos do Rock Gaúcho 20


Pois não é que chegou o "Volume 20" da coleção!!! Vamos direto ao assunto:

O Rock Gaúcho é cultuado por todo o tipo de gente no Brasil inteiro. Brasília, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades veneram alguns dos artistas de Porto Alegre. O romântico Frank Jorge, o surrealista Plato Divorak e Júpiter Maçã, com sua poesia psicodélica, são grandes ícones do rock feito no sul. No entanto, engana-se quem pensa que a genialidade está restrita aos compositores mais conhecidos. Muitos instrumentistas também são responsáveis pela clássica sonoridade da região.

Um dos grandes exemplos é o guitarrista Beto Nickhorn e sua inseparável Rickenbacker. Ele começou a tocar na cena no final da década de 80, e em pouco tempo ganhou fama com suas guitarras influenciadas por rock inglês. Além de ser beatlemaníaco assumido, Beto foi um dos primeiros a levantar a bandeira MOD na cidade, com franjinha a lá Paul Weller e presença de palco matadora, no melhor estilo Pete Townshend.

Particpou de bandas como Dellips, Lovecraft, Plato Divorak & os Shazans, Plato Divorak e os Analógicos, Wander Wildner, She´s OK e Hipnóticos. Sua primeira banda a atingir sucesso local foi o Lovecraft, formada em parceria com o cantor Plato Divorak. Algumas canções do grupo tornaram-se hinos do Rock Gaúcho, como "Amônia" e "Mulheres Executivas". A sonoridade bizarra, com influências sixties, além de outros barulhos era a marca registrada do Lovecraft.

Outro grupo a se destacar na cena foi o trio Hipnóticos, completado por Marcelo Gross (bateria) e Júlio Cascaes (baixo e voz). O grupo mod lançou o cd "Garage Laboratorium" em 2001 com diversos hits influenciados por Kinks, Who e algumas garageiras Nuggets. "Johnny Dilema", composição de Beto, abre o cd com um punch incrível.

Atualmente, Beto Nickhorn se dedica à carreira solo, com apoio d'Os Caras com um cd gravado intitulado Beto Nickhorn Os Caras de 2005. Disco este, que mantém a sonoridade mod, mas apostando em um lado mais brasileiro, com influência de Ira!, Charts e até Jovem Guarda...

LeonardoBomfim

Talvez este possa ser considerado o melhor disco de estréia que jamais foi produzido por qualquer banda do Universo. As 18 faixas de Coisa de Louco II são o supra-sumo concentrado e aperfeiçoado da chinelagem adquirida no bairro Bomfim de Porto Alegre e disseminada psicodelicamente em papeletes de jovem guarda underground cuidadosamente mesclada com música regionalista gaúcha e pitadas de rock'n roll gringo dos anos sessenta.

Formada por Frank Jorge, Marcelo Birck e Alexandre Ograndi em 1987, a Graforréia Xilarmônica tornou-se cult em Porto Alegre em função de uma fita demo lançada em 1988 chamada “Com Amor, Muito Carinho”, que acabei conhecendo graças ao meu amigo Fabiano Carvalho, colega de faculdade, em 1994, um ano antes do lançamento de Coisa de Louco II, já com o guitarrista Carlo Pianta no lugar de Marcelo Birck.

Começando por "Literatura Brasileira" e a guitarra cítrica de Carlo Pianta, passando pelo baixo estonteante de Frank Jorge em "Bagaceiro Chinelão" – que perpassa na verdade todas as músicas do disco, e é uma das marcas registradas da Graforréia - , chegando, ainda no começo do disco, no hit "Você foi Embora", que acabou virando videoclip e tocou bastante na MTV Brasil o disco não conta com pontos fracos. O gosto pessoal de cada ouvinte pode levá-lo a dizer: as minhas preferidas são "Empregada", "Nunca Diga", "Amigo Punk" e "Rancho" ou então, Nááá, eu prefiro, "Tive Teu Nome", "Minha Picardia", "Denis", "Se Arrependimento Matasse" e "Eu Digo 7"; ainda, um vivente sentado lá no fundo da sala manda um bilhete dizendo que suas preferências recaem mais por "Grito de Tarzan", "Patê", "Twist", "Hare", "Benga Velha Companheira" e "Se Você Não Quis".

Um disco que não cansa de tocar na minha vitrola. Só fico preocupado com o fato de, se ele realmente gastar, como vou encontrar outro, já que está esgotado nas lojas? Acho que preciso me agilizar e providenciar uma cópia de segurança...
Rafael Reinehr


A Severo em Marcha foi fundada em janeiro de 2007, quando integrantes de duas bandas de Passo Fundo, já instaladas em Porto Alegre resolveram se unir. Dali para frente, o que buscaram Ricardo Sabadini, Gustavo Chaise, Reynaldo Migliavacca e Edu Meirelles foi o encontro de um som extraído de diversas vertentes, sem compromissos com épocas, estilos ou ídolos, mas tão somente com o bom, velho e sempre reinventável “rock and roll.”

Fácil de falar, nem tão simples de executar. Esta foi uma jornada de mais de 365 dias que exigiu da banda horas em estúdios, intermináveis ensaios, noites que se tornaram madrugadas, referências pinçadas de livros, discos, amigos e muito mais. O fato é que hoje, o resultado desta experiência está ao alcance dos seus ouvidos: depois de um ano de muito trabalho a Severo em Marcha orgulha-se de apresentar seu primogênito, o álbum de número um da banda, intitulado O Tempo é Quando Eu Quero.

Oito músicas e tantas histórias contadas e cantadas sob diferentes pontos de vista. O primeiro disco, além de traduzir o que é o coração pulsante da banda, conta também um pouco do que é a história atual deste tal “rock gaúcho”. Para que este projeto deixasse de ser intangível e se tornasse o álbum que é hoje, muitas das mãos mais preparadas do nosso estado trabalharam, fazendo do tempo algo que acontece quando se quer. Por isso, cada canção que você escutará terá uma cor relacionada ao estilo de cada um dos produtores que vieram com a banda até aqui.

Produzido por Ray Z; Paulo Arcari; Luciano Leães; Alexandre Birck; Duca Leindeker; Lúcio Dorffman; Iuri Freiberger; Vini Tonello e Luciano Albo e masterizado no estudio Casa Elétrica, do Leonardo Brunelli e Vini Tonello...

Voltando um pouco no tempo, mais precisamente em 1998, temos outro grande disco, este uma compilação de músicas consideradas clássicas do rock gaúcho. Em comemoração ao seu debut a Bandaliera lança 15 Anos com produção de Paulo Casarin, gravado no estúdio Tec Audio e bancado pelo Funproarte. A formação contava a época com Alemão Ronaldo nos vocais, Fábio Ly na Bateria, Os irmãos MAx e Alex Lima nas guitarras e João Guedes no contrabaixo. O disco é recheado de participações especiais como Luis Carlini, Chico Ferretti, Zé Flávio, Pedrinho Figueiredo, Edinho Espínola, Júlio Rizzo, Ricardo "King Jim" Cordeiro, entre outros.

Os covers incluem versões para Joe, TNT, Nei Lisboa, Garotos da Rua, Bixo da Seda, Taranatiriça e algumas versões de músicas da própria Bandaliera. Simplesmente imperdível...

Papel de Mau é o terceiro álbum de estúdio da banda Os Replicantes, a maior banda de Punk cantado na língua de Camões. Contando com Luciana Tomasi (produtora da banda desde o início) nos teclados e backin vocals para dar mais "substância" as harmonias do grupo, é o último lançamento com a formação clássica.

Após dois shows de divulgação, Wander Wildner sai da banda para seguir carreira solo. O baterista Carlos Gerbase vai para o front e se torna o vocalista da banda. O amigo Cleber Andrade, também baterista dos Cobaias, assume as baquetas do grupo.

O vinil trás vários "hits" da banda, entre eles "Só Mais Uma Chance", "Minha Vizinha", "Negócios à Parte", "Problemas", "Fankestein Bonito", "Papel de Mau" e "Falsificação", ou seja o disco é quase uma coletânea de grandes sucessos dos imortais Replicantes...

Seguindo com os que não trairão o movimento e seguirão usando coturnos temos outro ícone do punk nacional, os Pupílas Dilatadas e o bom Planeta estranho, lançado em 2003, a banda já está com 23 anos de estrada. A formação neste cd era Phillip Ness (guitarra), Rogério Pirulin (bateria), Fernanduz Cavur (baixo) e Deni Daniels (vocal). Participações Especiais: Astronauta Pingüim, André Luciano e Marcelo Moreira.

O disco conta na verdade com 21 faixas, mas nem Deus sabe de sairam as onze faixas bônus, ouça e curta os petardos...

Ex-integrante da banda Defalla, Flávio Santos, o Flu apresenta seu segundo cd No Flu do Mundo, seu mais recente trabalho, lançado pelo Selo Instituto/YB. O repertório reúne músicas como “O Rei do Mundo”, “Flutune”, “Cidra e Cigarrinho” e “Jet”, além de versões para canções de Mutantes, Minie Riperton e Defalla.

Uma alma rockeira que descobriu a paixão pela MPB – Flu começou sua carreira tocando em bandas de garagem na cidade de Porto Alegre. Em 1986, ingressa na banda Defalla, uma das mais cultuadas do Brasil até hoje. Com o Defalla, Flu gravou seis discos, excursionou o Brasil todo chegando a tocar em eventos como o festival Hollywood Rock, em 1993, ao lado de Red Hot Chili Peppers, Nirvana, entre outros.

Em 1999, já fora do Defalla, Flu lançou pela gravadora Trama seu primeiro disco solo, intitulado "...e a alegria continua", fazendo fusões com música eletrônica, bossa nova, psicodelismo e rock´n roll. Para divulgar esse disco Flu pegou a sua guitarra e montou a sua banda, Os Dubem. Em 2001 participou do "Comp" CD da Muquifo Records com duas músicas "Suellen" e "Volache".

“O rock foi minha escola. Aprendi a gostar mesmo de MPB depois de velho, quando comecei a ouvir bastante MPB instrumental dos anos 60, tipo Miltinho, Oscar Castro Neves, Soul Bossa Trio, Tamba Trio, etc.” conta Flu. O compositor também se destaca por trabalhos como os remixes para artistas como Otto, Bidê ou Balde, Nervoso e filmes como “Cidade de Deus”...

Arthur de Faria & Seu Conjunto é um grupo de Porto Alegre, onde se misturam as culturas brasileira, uruguaia e argentina. E é essa exatamente a orientação estética do grupo, quer em seu trabalho vocal, quer em seus projetos instrumentais.

Misturar linguagens da música folclórica dos três países com improvisações coletivas que podem remeter ao jazz ou à música contemporânea, mas estando também aberto ao rock, ao pop, e mesmo aos folclores imaginários de regiões tão distantes (desde onde estamos) quanto os Bálcans, as valsas vienenses, as polkas tchecas...

A isso se somam os tangos, milongas, valsas brasileiras, sambas, zambas, mas também o fox-trot, o beguine, o bolero. Ritmos antigos revistos com uma ótica contemporânea que não é a do pop, mas sim a da invenção, espalhada por seus quatro CDs: Música pra Gente Grande (Núcleo Contemporâneo, 2001), Flicts (Allegro, 2007), Meu Conjunto Tem Concerto (Barulhinho, 2002) e Música pra Bater Pezinho (Yb, 2005).

Seus sete músicos tem formações totalmente diversas que resultam num approach coletivo que torna a sua sonoridade tão cheia de peculiaridades: o primeiro-fagote (Adolfo Almeida Jr) e um dos percussionistas da sinfônica local (Diego Silveira), fervorosos praticantes de música contemporânea e improvisada, o primeiro-trombone da mesma orquestra (Julio Rizzo), camerista mas também líder de um grupo de folk-jazz, um saxofonista totalmente jazzista (Sérgio Karam), também autor de guias do gênero, um guitarrista 100% rock (Marcão Acosta), e um baixista/contrabaixista (Clovis Boca Freire) que está entre os instrumentistas mais solicitados do sul do País, em todas as áreas.

No piano, voz e composições, Arthur de Faria, autor de dezenas de trilhas sonoras para cinema e teatro, compositor premiado, professor de história da música brasileira, produtor de discos, autor de livros e ensaios sobre música popular e arranjador solicitado por várias orquestras locais.

Gravado, Montado e Mixado por Gustavo Breier, Tiago Becker e Renato Alscher, na Tec Audio – Porto Alegre, RS - entre dezembro de 2001 e abril de 2003. Vozes de Arthur (na Oração), Cida Moreira e o sax e voz de Maurício Pereira gravados em julho de 2002, no Estúdio Zabumba - São Paulo, SP -, por Marco Nogueira. Voz da Fernanda Takai e guitarra do John Ulhôa gravados no estúdio 128 japs – Belo Horizonte, MG –, por John, em março de 2003. Algumas mixagens foram feitas por Cacá Lima, na Yb – São Paulo, SP...

A Desvio Padrão iniciou suas atividades em 2004, na cidade de Taquara, quando os amigos Ricardo, Marat e Flávio resolveram tocar os clássicos de rock que cresceram ouvindo. Logo ficou evidente a facilidade para as composições próprias, e que estas poderiam render bons frutos. Como influências de seu som, a banda destaca AC/DC, The Smiths, Oasis, passando por grandes nomes como The Doors, Stones, Beach Boys, Beatles e Barão Vermelho.

Seu disco de músicas próprias, gravado em 2007, tem 10 músicas (mixado e masterizado por Vinícius Tonello, da Rosa Tattooada, produtor do Reação em Cadeia, Papas da Língua, Armandinho, Acústicos e Bidê ou Balde). Dentre elas destacam-se os rocks Novas Guerras", "Velhas Invenções" e "Agora é Tarde", a pegada blues de "Aquele Tempo" e as baladas "Ouvi Dizer" e "Ponta Cabeça". Hoje a formação conta com Ricardo Carniel (voz e violão), Fábio Fischer (guitarra), Marat (baixo), Flávio Gonzalez (teclado e guitarra), Guilherme Costa na bateria...

Você já ouviu falar de uma banda que tenha andado 320 km a pé, para tocar num festival de rock? Esta é a Inseto Social, formada em janeiro de 1998 por Flamarion Rocha (guitarra/vocal), Márcio Garcia (bateria), Alex Ferraz (guitarra) e Giovani Kovalczyk (baixo) com o objetivo de se divertir e fazer som próprio. Influenciados por: Nirvana, Pixies, Neil Young e rock alternativo.

Em janeiro de 2000, a banda realiza, então, sua já conhecida façanha e caminha 320 km a pé de Santa Maria à Porto Alegre para divulgar seu trabalho e conseguir um espaço no maior festival de música do sul do país, o Planeta Atlântida, naquele ano em sua 5ª edição. Depois de 11 dias na estrada, dormindo na beira da estrada e tocando rock n’ roll em cada posto de gasolina do caminho, a banda foi convidada para tocar nos dois dias do festival, aparecendo em diversos setores da mídia do sul do país, além de participar do Programa Suor MTV com a VJ Sabrina Parlatori.



No 1° semestre de 2000, a banda grava e lança seu 1° CD, intitulado apenas de Inseto Social. Nas onze músicas do cd, a Inseto despeja uma avalanche de energia punk rock, hardcore, referências grunge, influências de rap em músicas como "Sinais dos Tempos" e "Hardcore Tio Bilia", além de um pé no rock gaúcho. O cd consolida o nome da Inseto na cena roqueira do interior do RS.

Em 2002, lança o EP Ed Wood Nunca Ganhou Um Oscar. O ano de 2004 marca a saída de Alex Ferraz, um dos integrantes fundadores da banda. Em seu lugar entra Vitor Cezar, um guitarrista com passagens por bandas de blues, rock psicodélico e rock setentista. Tais influências fecham com o pensamento da banda de incorporar elementos sessentistas e setentistas no som. Atualmente, a banda trabalha em canções novas...

E para fechar a edição a ótima coletânea Segunda Sem Ley lançada em 1994 pelo finado selo Banguela Records dos Titãs...


Beto Nickhorn & Os Caras - Beto Nickhorn & Os Caras (2005)













01 - Quero Me Divertir
02 - Tudo Vai Mudar
03 - Adeus As Ilusões
04 - Não Vou Me Estressar
05 - Pessoas Estranhas
06 - Será Que Um Dia Eu Vou Crescer
07 - Entre A Dúvida E A Razão
08 - Dialogos
09 - Você Já Pode





Graforréia Xilarmônica - Coisa de Louco Dois (1995)













01 - Literatura Brasileira
02 - Bagaceiro Chinelão
03 - Você Foi Embora
04 - Tive Teu Nome
05 - Grito de Tarzan
06 - Empregada
07 - Minha Picardia
08 - Patê
09 - Twist
10 - Amigo Punk
11 - Nunca Diga
12 - Hare
13 - Denis
14 - Benga Velha Companheira
15 - Se Arrependimento...
16 - Eu Digo 7
17 - Se Você Não Quis
18 - Rancho





Severo em Marcha - O Tempo é Quando Eu Quero (2009)













01 - Sem Pressa
02 - Uma História Pra Contar
03 - Outros Versos
04 - Bad Love (Yes, I Feel A Bad Love)
05 - Richard Gere
06 - Quem Será
07 - Você Pode Se Perder Por Aí
08 - O Tempo É Quando Eu Quero





Bandaliera 15 Anos (1997)













01 - Me Leva Pra Casa
02 - Nao Sei
03 - Mônica Tricomônica
04 - Azulado
05 - Nada Ficou No Seu Lugar
06 - Sabe O Que Acontece Comigo
07 - Fazê Um Bolo
08 - Fenix
09 - Beijo Vulgar
10 - Um Amigo
11 - Voz de Prisão





Os Replicantes - Papel de Mau (1989)













01 - Só Mais Uma Chance
02 - Minha Vizinha
03 - Negócios à Parte
04 - Inverno Sombrio
05 - Problemas
06 - Entrei no E.B.
07 - Frankestein Bonito
08 - Papel de Mau
09 - Paredes
10 - Falsificação
11 - Da Lata
12 - Outro Lugar





Pupilas Dilatadas - Planeta Estranho (2003)













01 - Nada Para Fazer
02 - Michet Na JB
03 - Violência
04 - Virose De Rock
05 - Dunga Boy
06 - Love Hard Core
07 - Planeta Estranho
08 - Necrofilia
09 - Egomecanóide
10 - Militar Não!





Flu - No Flu do Mundo (2003)













01 - Flutune
02 - Cidra e Cigarrinho
03 - Costa Quente
04 - Rei do Mundo
05 - Também
06 - A Vez do Brasil
07 - Madrecita
08 - No Flu do Mundo
09 - Nortche
10 - Vinet San
11 - Bobo Alegre
12 - Enxao Xa
13 - Dia de Chuva





Arthur de Faria e Seu Conjunto - Música pra Bater Pézinho (2005)













01 - Um Teco-Teco Amarelo em Chamas
02 - As Coisas da Casa
03 - BR-0
04 - Breve Oração de Virada do Ano
05 - Suíte do Estrangeiro II
06 - Milonga da Moça Gorda
07 - Suíte do Estrangeiro I
08 - Revisitação
09 - Será Que É Isso Que Eu Necessito
10 - Sexo na Cabeça
11 - Tu e Eu - II, a Omissão
12 - Um Tango
13 - Xote Sem Saco
14 - Polka Pula





Inseto Social - Inseto Social (2000)













01 - Hardcore Tio Bilia
02 - N
03 - Fazê O Quê
04 - A Camisinha Furô
05 - Flores Para Os Mortos
06 - Fumo E Vortêmo
07 - Sinais Dos Tempos
08 - Peixes Voando Em Direção Ao Aquário
09 - Inseto Social
10 - 5 Pila
11 - Mariajuana Villa





Vários - Segunda Sem Ley (1994)













01 - Maria do Relento - Síndrome de Dal
02 - Colarinhos Caóticos - Ophó is dead
03 - Smog Fog - Meu sertão
04 - Los Fantomas - Catuaba's Limbo
05 - Júpiter Maçã - Orgasmo Legal
06 - Walverdes - Kikito aos Medas
07 - Tarcísio Meira's Band - Padre Hell's
08 - Pietá - Môrra
09 - Tequila Baby - Malandro do Bomfim
10 - Barba Ruiva e os Corsários - De Novo (Vagabunda)
11 - Aristóteles de Ananias Jr. - Bico de Pato
12 - Benedyct - Soul Sexy
13 - A Fúria - Não dá Nada
14 - Space Rave - Kill Summertime
15 - Academias Xiquérrimas - Underwater
16 - Cowabunga!!!! - Will Eisner
17 - Non Sense - Perversions
18 - Crushers - Music About Music






Grandes discos do Rock Gaúcho 19




Em tempos de misturas musicais cada vez mais gratuitas, visando criar sonoridades “originais” e “diferenciadas”, a Nocet foi na contra mão, praticando algo ironicamente esquecido: rock. O retorno ao básico feito com competência, punch, garra e tesão.

A expressão que a princípio era uma gíria para designar o ato sexual – rock n’ roll – está impregnada de lascívia, provocação, metáfora e energia. É este conceito que o grupo de Santa Maria, Rio Grande do Sul, resgata. O paradoxo da referência está logo aí: cidade com nome de santa, estilo “profano” por natureza. O próprio nome, que vêm do latim, têm na expressão “Quod nocet saep docet” / “aquilo que é nocivo, ensina”, sua essência. Tradição e transgressão andando lado a lado.

Fundado em 1989, o grupo, prestes a completar duas décadas de estrada, já vem calejado para adentrar nesta nova fase do cenário alternativo brasileiro. Neste tempo, a velha forma de se consumir música, que era ditada por grandes corporações, jabás diversos, grandes estruturas de divulgação, dinheiro, muito dinheiro, permitiu que estes rockers gravassem apenas dois álbums.

“N”, de 1997, que os levaram a conquistar elogios da imprensa estrangeira, como as conceituadas Metal Hammer, da Alemanha, Rock Hard, da Grécia, e Burrn Magazine, do Japão e o segundo, Bullets, de 2006, já com a formação power trio atual: Marcus Molina (baixo e vocal), Fabrício Soriano (bateria) e Ben Borges (guitarra)...

A banda Roadies inaugurou a parceria Vertical/Tridente, com um CD+DVD que ficou na história como o primeiro lançamento do tipo (dois em um) do gênero no rock do sul, lançando em 2005 seu disco homônimo. O grupo chegou a tocar bastante tempo na Pop Rock e Atlântida com "I Love" e "Sonho Bom", os Roadies apareceram em telejornal global e se firmaram como uma das boas bandas do cenário gaúcho sendo "apadrinhados" pelo Papas da Língua. Sua formação conta com Guilherme: Baixo e Voz, Odi: Guitarra, Graxa: Guitarra e Chabaco: Bateria...

O Incrível Caso da Música Que Encolheu e Outras Histórias é o terceiro álbum da Ultramen, e como seu trabalho anterior, o octeto demonstra uma vocação irresistível para variar ritmos e estilos, traz um repertório de músicas mesclando de maneira ímpar o soul, o hip-hop, o rap, o funk e o reggae. Destacam-se faixas como o rap "Erga Suas Mãos", com participação da dupla Manos do Rap, o samba-rock da abertura "Santo Forte", temperada com metais e backing vocal feminino, evolui para explorações mais sutis da black music brazuca - evidentes no soul brasileiríssimo de "Alto e Distante Daqui" e no suingue de "Justiça Divina".

A Ultramen também exibe propriedade ao investir no reggae. "Máquina do Tempo", "De Canto e Sossegado" e "Coisa Boa" - com a participação do legendário sambarroqueiro Luís Vagner - são algumas das otímas faixas do disco. Talvez por acaso essas duas últimas soam menos interessantes. Noves fora, A Ultramen contraria o próprio título do disco e apresenta uma música que cresceu, ao invés de encolher...

Reverenciado por várias gerações, como um dos maiores ícones do rock gaúcho, Alemão Ronaldo começou sua carreira ainda na década de 70, foi vocalista da Taranatiriça, passou mais de 20 anos à frente da Bandaliera e iniciou com sucesso sua carreira solo em 2004 com o ótimo cd Onde O Amor se Esconde.

O disco tem sucessos como a faixa-título e entre outras, as faixas "Pinhal", "A Sombra do Teu Amor", " Farol", "Mentiras" e "Agora Somos Família"...

O Acústicos & Valvulados, formado em 1991, ano em que Rafael Malenotti (voz/guitarra/violão), Paulo James (bateria), Roberto Abreu (baixo) e Alexandre Móica (guitarra/violão) se conheceram fazendo o que mais curtem: festa.

De tão fissurados na zona promovida pelos mestres do rock’n roll - que ouviam da manhã até a madrugada - começaram a tocar direto, na marra, no hoje lendário estúdio Bafo de Bira, em Porto Alegre. As primeiras composições surgiram e algumas demos rodaram nas rádios. Chamaram a atenção do VJ Thunderbird, da MTV, que logo convidou a banda para aparecer na emissora.

Em 94 sai o primeiro registro: quatro músicas na coletânea Chá Das Quatro. A banda recebeu diversos elogios da crítica, e seguiu fazendo shows direto. Em 95, o clipe de "Dynamite" os levou para a finalíssima do primeiro Video Music Brasil MTV. Em dezembro, estavam em estúdio gravando seu primeiro CD individual, God Bless You Ass (Paradoxx), lançado em meados de 96.

O trabalho foi uma espécie de coletânea dos cinco primeiros anos de banda. Além de composições mais antigas, registrou o início da fase atual, com as músicas "100 Por Hora" e "Minha Fama de Mau", de Roberto e Erasmo, que virou clipe e entrou na programação da MTV. Mais uma vez a banda colheu uma série de elogios da mídia especializada. Em 98, "100 Por Hora" foi relançada na coletânea "As 15 Mais da Ipanema FM". Vale lembrar que a banda foi "nascida" no rockabilly e ao longo dos anos desdobrou-se em rocks, folks, canções e baladas...

O espetáculo Tangos e Tragédias estreou em Porto Alegre no ano de 1984. Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, que são também os protagonistas desta comédia musical, encenando respectivamente Kraunus Sang com seu violino delirante e o maestro Plestkaya, com seu acordeom de efeitos fantásticos.

Todos estes anos em cartaz, e ainda tem gente que vai assistir, muitos pela segunda, terceira ou mais vezes. É um cult e a trilha sonora do espetáculo,com arranjos de grande sensibilidade, em seu repertório estão músicas encontradas por Kraunus Sang e pelo Maestro Pletskaia nas lixeiras culturais da Sbørnia, sua pátria natal...

Em Porto Alegre, no ano de 2004, vizinhos e amigos formaram a Família Sarará: uma banda cada vez mais presente no cenário musical gaúcho. São Eles: Lucas Ortiz (voz e violão/guitarra), Alemão Cláudio (baixo), Renato Batera (bateria), Antonio Macalão (percussão), Nego Tigas (percussão), Gabriel Uh’Gamba (sopro), Ronald Franco (sopro), Samuel Brentano (sopro).

O nome da banda é a pintura de sua filosofia: “Família” representa a forma de trabalho e sua capacidade, que tem como alicerce a valorização do relacionamento entre os integrantes e é fundamentada na importância do espaço livre para idéias e opiniões. “Sarará” simboliza sua essência e a intenção, através da combinação de culturas, da releitura de gêneros musicais e da interpretação do que o público aprecia com um pouco de vanguarda.

No dia 21 de dezembro de 2007, a Família Sarará gravou seu Ao Vivo, em um show inédito de dezoito músicas próprias. Amigos, familiares, músicos e fãs que acompanham o trabalho da banda lotaram o Teatro de Câmara Túlio Piva, onde ocorreu o evento...

A Graforréia Xilarmônica foi fundada em 1986 nesta época faziam parte da banda Carlo Pianta (ex-DeFalla, Colarinhos Caóticos e Ceres, guitarra e vocal), Frank Jorge (ex-Prisão de Ventre, Cascavelletes e Obsolethos, baixo e vocal), Marcelo Birck (ex-Prisão de Ventre, guitarra e vocal) e Alexandre Ograndi (ex-Prisão de Ventre, bateria).

Desde o inicio das suas atividades a Graforréia se mostrou ser uma banda de vanguarda apresentando sempre um diferencial para o seu público ela. O som meio nonsense era (é) um crossover de regionalismo gaúcho, rock dos anos sessenta (The Beatles, Kinks, Zombies, Beach Boys), Frank Zappa, jovem guarda, punk rock e mais uma certa dodecafônia, um atonalismo tudo com uma leve tendência Pop no melhor sentido que essa denominação poderia ter.

Chapinhas de Ouro, o segundo CD da Graforréia, surgiu em 1998, foi gravado independentemente, e lançado pelo selo ZOOM Records, trazendo no repertório "Iluminados Monstros do Amor", "Beethoven", "Eu Gostaria de Matar os Dois", entre outras...

Nascidos em Pelotas e recém-chegados a Porto Alegre para estudar engenharia, os irmãos Kleiton e Kledir Ramil, mais três amigos da região Sul do estado, criaram o grupo Almôndegas. Formada por Kleiton (violão, violino, percussão e vocal), Kledir (violão, flauta, pente e vocal), Gilnei Silveira (bateria e percussão), João Batista (baixo) e Zé Flávio (violão e guitarra).

O ponto de encontro da turma era a Rádio Continental, que passou a gravar os novos músicos gaúchos em seu estúdio de dois canais e colocá-los na programação. Em pouco tempo, a Continental tornou-se a preferida dos jovens porto-alegrenses. Do sucesso no rádio vieram os shows, mobilizando multidões de duas, três, quatro mil pessoas e despertando o interesse das gravadoras.

Leia abaixo uma resenha da época feita por Juarez Fonseca (clique na imagem para ampliar)


O Almôndegas lançou seu primeiro LP em 1975, Almôndegas, tornando-se o mais popular grupo sulista. Na base de violões e belas harmonizações vocais, misturando MPB, rock e folclore gaúcho, o grupo marcou época. Tanto, que várias de suas músicas continuam a ser tocadas e gravadas. Depois do segundo disco, em 1976, sucesso nacional com "Canção da Meia-Noite" (incluída na trilha da novela Saramandaia), o Almôndegas mudou-se para o Rio. Foi o começo do fim...

Em 1998 quatro amigos começaram a tocar juntos pra passar o tempo e se divertir. Nada de novo nisso. O som que eles tocavam (ou que eles conseguiam tocar) era tosco e rápido. Naquele momento do século passado, acreditem, isso até parecia novo. O rádio tocava atrocidades como Spice Girls, É O Tchan e boy bands em geral. Rock não estava na moda, a internet engatinhava e as bandas, de modo geral, aparentavam ter esquecido os princípios básicos de simplicidade e diversão.

Bel (guitarra), André (guitarra), Mauro (voz) e Raul (bateria), todos com o sobrenome artístico Rocha, formam os Irmãos Rocha!, que, como todo mundo sabe, não são irmãos. Surgido em 1998 apenas para divertir seus integrantes, o grupo faz um autodenominado rock regressivo, apostando na simplicidade e na concisão, influenciados por Troggs, Sonics, Ramones e Cramps.

A banda cresceu inesperadamente, fazendo shows esporádicos para um público incerto, até lançar seu primeiro disco cheio. Ascensão e Queda dos Irmãos Rocha! saiu em 2004, pela gravadora goiana Monstro Discos. Irmãos Rocha! é, na própria definição do grupo, mais vontade que talento.

O CD tem os velhos hinos "Meteoro37" e "Ugabugababy", que eram do EP "Mais Vontade do Que Talento". E as inéditas "Uma Coisa Medonha", "Amadeu Tatu" e "Pechada". O disco tem 20 músicas e uma duração de 34 minutos e 40 segundos. Na verdade 21, porque tem uma música escondida. É todo o material que a banda conseguiu gravar desde 2000, quando os Irmãos Rocha! foram formados.

Mais de dez anos depois, o rock é inevitável. A Ivete Sangalo usa uma camiseta dos Ramones na capa da Capricho. O filho de um ano da Angélica também. As bandas de rock, apesar das suas tatuagens e piercings, são de um bom-mocismo constrangedor. Rock, hoje, é tão ameaçador quanto um pote de margarina. Rock é tão visceral quanto uma reunião de marketing. Rock? Salva ninguém!

Nesse contexto, os Irmãos Rocha! derão o seu adeus. Que novas bandas sigam lembrando o mundo do rock como era no início e apostem na simplicidade, na emoção de tentar acertar alguma música. Tomara que consigam, mas isso é problema das outras bandas. Agora é hora de beber o morto! Dia primeiro de abril, deste ano, não por acaso dia dos bobos, receberam os enlutados para seu derradeiro show. E não houve novidades! A idéia foi a mesma: rapidez, simplicidade e diversão. Pela última vez.


DOWNLOADS:


Nocet - Bullets (2006)












01 - Golen Frankenstein
02 - Color Dream
03 - Maragato Robot
04 - Rock Around The 'Clockwork'
05 - Dé Jà Vu
06 - Used To Be The Number One
07 - Neighbourhood's Song
08 - Brainstorm
09 - Sunset in Blue
10 - Glass People
11 - Sex With Tequila
12 - Carnivalier





Roadies - Roadies (2005)












01 - Menina Desvairada
02 - Sei o Que Você Faz
03 - Ana Carolina
04 - Essa Menina
05 - Tudo Liberado
06 - Garota Nota 100
07 - Tarde Demais
08 - O Que Acontece
09 - Pra Sempre
10 – Afunda
11 - Sonho Bom
12 - I Love
13 - Pedrinha de Gelo
14 – TPM
15 - A Coloninha





Ultramen - O Incrível Caso da Música Que Encolheu e Outras Histórias (2002)













01 - Santo Forte
02 - Alto e Distante Daqui
03 - "3"
04 - Máquina do Tempo
05 - De Canto e Sossegado
06 - Confessionário
07 - Erga Suas Mãos
08 - Coisa Boa
09 - Fantasmas
10 - Justiça Divina
11 - Grama Verde
12 - Oigalê
13 - Máquina do Tempo (Dub Mekka Victor Rice Remix #4)





Alemão Ronaldo - Onde O Amor Se Esconde (2004)













01 - Vem Sem Medo
02 - A Noite Toda
03 - Pinhal
04 - Onde O Amor Se Esconde
05 - A Sombra do Teu Amor
06 - Mentiras
07 - Se Ela
08 - Sinais Tribais
09 - Farol
10 - Pra Que
11 - A Hora Errada
12 - Agora Somos Família





Acústicos e Valvulados - God Bless Your Ass (1996)













01 - God Bless Your Ass
02 - Bone And Skin Girl
03 - Minha Fama De Mau
04 - In The Streets Again
05 - Kickin’ It All
06 - 100 Por Hora
07 - Route 66
08 - Dynamite
09 - I Got You Babe
10 - Out Of Time, Out Of Place
11 - Something Else
12 - Back To ‘55
13 - Wop Bop Boogie





Tangos & Tragédias - Ao Vivo (1988)













01 - Desgrazzia Ma Non Troppo
02 - A Trágica Paixão de Marcelo por Roberta
03 - O Romance de uma Caveira
04 - Noite Cheia de Estrelas
05 - Coração Materno
06 - Ana Cristina
07 - Tango da Mãe
08 - O Ébrio
09 - A Verdadeira Maionese
10 - O Drama de Angélica
11 - Berlim-Bom Fim
12 - Roxane
13 - Meu Erro
14 - Eleven's Train
15 - Aquarela da Sbórnia
16 - Copérnico
17 - I Shot The Sheriff
18 - O Trenzinho Caipira





Família Sarará - Ao Vivo (2008)













01 - Tumá
02 - Olhos de menina
03 - Rasta de bombacha
04 - Veja não com os olhos
05 - Uirapuru
06 - Majestoso
07 - Não me condene
08 - Poetisa (part Jow do EMEPE-4)
09 - Nego do batuque
10 - Espírito guerreiro
11 - Vícios de solidão
12 - Flecha
13 - Achou
14 - Salsa
15 - Munidos de amor
16 - Black music
17 - Semente d’eu e eu
18 - Abajur





Graforréia Xilarmônica - Chapinhas de Ouro (1998)













01 - Eu Gostaria de Matar Os Dois
02 - Meus Dois Amigos
03 - Pensando Nela
04 - Beethoven
05 - Eu
06 - Mixto Quente
07 - Iluminados Monstros do Amor
08 - Benga na America Central
09 - Baby
10 - Colégio Interno
11 - Benga Minueto
12 - Fulvio Sillas





Almôndegas - Almôndegas (1975)












01- Sombra Fresca E Rock No Quintal
02- Até Não Mais
03- Teia De Aranha
04- Olavo E Doroteia (Uma Louca Historia De Amor)
05- Quadro Negro
06- Go
07- Daisy, My Love
08- Almôndegas
09- Vento Negro
10- Clô
11- Amargo





Irmãos Rocha! - Ascensão E Queda dos Irmãos Rocha! (2004)













01 - Anestesia
02 - Uma Coisa Medonha
03 - Bumbababum
04 - Amadeu Tatu
05 - Pechada
06 - Eu & Vc
07 - DVQÈQN
08 - A Capela
09 - Zen
10 - Beibeam
11 - Música 1
12 - Suicídio na Calçada
13 - Vem Delícia
14 - Oh Yeah! Allright! Let's Go!
15 - Eu Não Tô Sentindo Nada
16 - Rock
17 - Meteoro 37
18 - Ugabugababy
19 - First Time
20 - Dadada
21 - NQÉQVD (hidden track)

 
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