
Desde sua última investida fonográfica individual (Vida de Verdade, lançado em 2003), Frank viveu alguns dos anos mais agitados de sua trajetória. Trabalhou na Secretaria de Cultura de São Leopoldo entre 2005 e 2006, participou dos reencontros de duas de suas bandas – os Cascavelletes, em 2007, e a Graforreia Xilarmônica, novamente em atividade desde 2005 – e ajudou a criar o curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock da Unisinos, no qual é um dos coordenadores e também professor de quatro disciplinas.
– Com essa experiência, eu vi como eu sabia pouco sobre o assunto – brinca o músico, sentado na sala de seu apartamento no Bom Fim, diante de uma estante cheia de CDs, livros, DVDs e LPs.

A sonoridade sessentista é a base do álbum, que tem espaço também para bolero e rock ramônico, como em "Alice". Explicar essa receita é a deixa para Frank Jorge se definir como um roqueiro autenticamente brasileiro – e soltar farpas para alguns representantes do rock nacional vigente, às quais estaria faltando brasilidade.
– Lixos como NX Zero e Charlie Brown Jr. parecem estar em outro país. Faço rock muito brasileiro, já toquei música de bailão no meio do meu show – define. – Se um jovem emo disser que é chinelão, fico feliz.
LUÍS BISSIGO

Da arte da capa retrô-futurista que nos deixa vislumbrar um Frank Jorge trasmutado em George Jetson à enxutez das 12 canções - como num bom disco do Roberto ou dos Beatles - que raramente ultrapassam os 3 minutos dos clássicos singles dos anos 60, Volume 3 exibe um Frank Jorge capaz de lapidar canções que ao mesmo tempo em que mesclam influências musicais das mais variadas, abordam liricamente, temas como a maldita mania da "melhor banda do mundo essa semana" até uma insólita canção em que Frank lamenta ter demitido um amigo. Os antológicos órgãos Hammond salpicados por Frank pelas faixas desse Volume 3 são reminiscentes dos 60 mas estão mais para uma releitura à la Inspiral Carpets do que exatamente para Lafayette.

Todas reunidas, as canções de Volume 3 somam pouco mais de 33 minutos, que podem ser relacionados às 33 rotações e um terço dos LPs em vinil. O que pode parecer avareza ou sonegação de material musical, no entanto, se comprova como um disco na medida certa. Quando soam as últimas notas de "Se Você Ainda Me Quiser", a vontade é de virar o disco no prato e tocar o lado A pra rodar novamente. Ou melhor, dar o replay no CD.

01 - Elvis
02 - Obsessão Anos 60
03 - A Historiadora
04 - A Imagem
05 - Pilhas de Livros
06 - Eu Demiti Um Amigo
07 - Não Pense Agora
08 - Não Sou Como Vocês
09 - Não Espero Mais Nada
10 - Alice
11 - O Que Sobrou do Mundo
12 - Se Você Ainda Me Quiser

frank,
esse é "o" teu trabalho solo. tá bonito demais, tchê!!!!!!!!!
rafael.
O link já era... Seria pedir muito, repostá-lo?
O link está ativo e perfeito...
Vamos frequentar mais as aulinhas de inglês...
hehehehee
Abraço
Muito bom!!!
Adorei ... :) :) :)
Obrigado!!!
conseguiria repostar o álbum?
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