Nos Tempos de Mr. Lee

Mr. Lee
Em 1975 e 1976 existia em Porto Alegre um programa de rádio chamado "Mr. Lee em Concerto". Ia ao ar às dez da noite na histórica Continental AM, frequência 1120, com apresentação de Júlio César Fürst - o "Mr. Lee" em questão. A idéia original era rodar country music, com patrocínio de Lee Jeans. Mas a história começou a mudar quando Júlio foi convidado para ser jurado no festival Musipuc, da PUC-RS. Fascinado com o que viu e ouviu entre os novos talentos gaúchos, o radialista decidiu abrir espaço para músicos locais em seu programa. A segunda meia-hora do "Mr. Lee em Concerto" passou a ser exclusivamente com gravações ao vivo ou feitas no estúdio dois da rádio.

Não era um fato inédito: os Almôndegas já tinham sido lançados pelo programa "Opinião Jovem", patrocinado pelo cursinho pré-vestibular IPV, onde lecionava o professor de português José Fogaça (ele mesmo, hoje ex-Senador), também compositor e amigo do grupo. Mas Júlio foi o primeiro a divulgar material local em larga escala. Numa época em que nem disco independente existia (exceto a investida pioneiríssima de Antônio Adolfo, o "Feito em Casa"), a iniciativa de rodar meia-hora de gravações exclusivas todas as noites acabou furando um bloqueio e criando um movimento. A música do Rio Grande do Sul nunca mais foi a mesma.

Os AlmondegasAlém do programa, "Mr Lee" promovia ainda shows coletivos. Não só em Porto Alegre mas também no interior. E depois de um certo tempo o "Mr. Lee em Concerto" passou a ir ao ar simultaneamente na Rádio Iguaçu, de Curitiba. Em 1976, Luiz Juarez Pinheiro tinha 18 anos. Gaúcho de nascimento, morava no Paraná desde os dois anos. Mas sempre manteve o interesse pela cultura do seu estado. Não perdia um só "Mr. Lee em Concerto". Ele foi uma das seis mil pessoas que assistiram ao show "Vivendo a Vida de Lee" na capital paranaense, no Ginásio do Círculo Militar ("Palácio de Cristal"), surpreendendo aos próprios organizadores com o público maciço.

Mas Luiz Juarez fez mais do que apenas ver e ouvir: com um pequeno gravador portátil, ele gravou vários programas. E manteve suas fitas bem guardadas por todos esses anos. Em um grupo de discussão sobre música, acabamos fazendo contato e ele gentilmente me disponibilizou nada menos do que quatro CD-Rs com suas raridades. Foi uma viagem no tempo.

Convite para a estréia.Luiz Juarez imaginava, como eu também, que mais gente tivesse esses registros em suas coleções. Em especial os protagonistas, como o radialista e os músicos, deviam ter aquelas gravações até com melhor qualidade. Estávamos errados. Aparentemente, ninguém mais gravou nada daquilo. O compositor Nelson Coelho de Castro ficou sabendo do material por um amigo comum, o jornalista Artur Gayer, e me ligou entusiasmadíssimo. Aproveitou para me convidar para participar do programa "Roda Som", na Cultura FM, com apresentação dele, do músico Bebeto Alves e do crítico Juarez Fonseca. Com o aval do verdadeiro herói da história - Luiz Juarez Pinheiro, a quem dei o devido crédito no ar - acabei participando não de um, mas de dois programas.

No meio do primeiro programa, recebemos o telefonema de Francisco Anele Filho, ex-operador da Rádio Continental, que foi quem fez as gravações originais que "Mr. Lee" rodava. Por telefone mesmo, ele mostrou um trecho de "Anos 70", do grupo Utopia, de Bebeto Alves. Tocou também "Magricela", de Nelson Coelho de Castro. Fugindo um pouco do assunto, para mostrar as relíquias do seu arquivo, Anele rodou ainda a íntegra de uma edição extraordinária do noticioso "1120 é Notícia", sobre a morte de Jorge Mautner. Não se assuste: era apenas uma "barriga" que foi ao ar em março de 1975 (a data fui eu quem lembrou). Quando um jornal loca! descobriu que o redator da Rádio Continental passava lá todos os dias para "chupar" notícias do telex, alguém teclou a notícia falsa em modo local e o trote colou. Mas foi emocionante ouvir de novo aquele texto comovente. "O relógio quebrou..." De qualquer forma, já sabemos quem tem as fitas originais com boa qualidade. O dia em que pintar um Marcelo Fróes ou um Charles Gavin na casa do Anele, não vai sobrar pedra sobre pedra.

Hermes Aquino E Mr. LeeInfelizmente, não houve tempo para rodar todas as preciosidades enviadas pelo Luiz Juarez. Mas o importante é que elas estão salvas e bem guardadas. Lá se encontram, por exemplo três gravações dos Almôndegas: "Alhos com Bugalhos", "Piquete do Caveira" e "Testamento". As duas primeiras viriam a ser lançadas em disco, embora "Alhos" perdesse o arranjo de assobios no final. A terceira, de Fogaça, continua inédita. (Os Almôndegas gravaram na Continental também "Teiniaguá" e "Aqui", igualmente nunca lançadas, mas essas o Luiz Juarez não chegou a registrar.) "Mr Lee" anuncia "Desencontro de Primavera", com Hermes Aquino, dizendo que "amanhã o Brasil todo vai cantar". E foi exatamente isso que aconteceu em 1977, quando a música entrou na novela "As Loco-Motivas" (pra quem não lembra é aquela que começa assim: "uma andorinha no céu passou e disse...").

O mesmo Hermes canta "Sem Eira Nem Beira", que depois virou "Longas Conversas" e teve a palavra "beber" substituída por "viver". Lembram do Joe, que cantava "Já Fui" e "Me Leva Pra Casa"? Em Porto Alegre ele era conhecido como Zezinho Athanásio. Do seu ex-grupo Simbiose, rodamos a linda "Flor de Klô". O material inclui ainda várias gravações de Fernando Ribeiro, Zé Flávio (ainda no Mantra, antes de entrar para os Almôndegas), Hallai Hallai, Gilberto Travi & o Cálculo IV, Inconsciente Coletivo, Byzarro, Bobo da Corte, João Schuh e outros.

AlmondegasNada dura para sempre, mas o "Mr. Lee em Concerto" jamais poderia ter acabado no final de 1976. O movimento estava no auge, ainda mais depois das seis mil pessoas em Curitiba, e teria fôlego para continuar por pelo menos mais um ano. Fernando Ribeiro e Hermes Aquino, por exemplo, só lançariam seus primeiros LPs no começo de 77. Infelizmente, com a perda do patrocínio da Lee, Júlio Fürst interrompeu o belo trabalho de divulgação que vinha fazendo. Voltou um mês depois como "Mestre Júlio", às seis da tarde, mas não era mais a mesma proposta. Todos ficamos um pouco órfãos com o final do "Mr. Lee em Concerto" e dos shows "Vivendo a Vida de Lee". Ainda bem que pelo menos um ouvinte teve a visão de gravar alguns programas.

>>>Por Emílio Pacheco.


>>>Publicado originalmente no International Magazine Ed. 90.



Pequena biografia de algumas bandas participantes:


- Inconsciente Coletivo: banda que misturava folk e mpb num formato “Peter – Paul – Mary “, com João Antônio (atualmente dono do Abbey Road, uma das principais casas de shows musicais de Porto Alegre, na qual é sócio de Júlio Fürst), Alexandre (um dos proprietários do Sargent Peppers, outra casa noturna importante da cidade) e a (psicóloga) Ângela. Um som suave, com violas e vocais, bem legal, em que se destacavam as músicas “Voando Alto” e “Terras Estranhas”, gravadas em um compacto lançado em 77 pela gravadora carioca Tapecar.

- Bizarro (posteriormente Byzarro): banda de rock progressivo, hard rock, jazz e o que mais pintasse. Criada nos anos 60 sob a alcunha de Prosexo, contou em sua formação com Carlinhos Tatsch (guitarra), Gélson Schneider (baterista, que posteriormente pertenceu às bandas Trovão, Swing e Câmbio Negro), Mário Monteiro (baixo) / Mitch Marini (baixista que também integrou as bandas mencionadas de Gélson). Fizeram vários shows em dobradinha com o Bixo da Seda. Destacam-se no repertório “Sombras” e “Betelgeus Star”.

- Bobo da Corte: na época do Mr. Lee, a banda tinha na formação Zé Vicente Brizola (filho do próprio e fundador do Bixo da Seda), Gatinha (bateria, posteriormente atuou no Saracura em sua fase inicial), Chaminé (baixo, depois Saracura) e Otavinho (guitarra). Fughetti Luz chegou a participar de uma das formações desta banda, antes de entrar para o Bixo. Rock direto levemente hard, numa levada bem juvenil, sendo de destacar “Genial Colegial”.

- Almôndegas: Banda seminal da música gaúcha dos anos 70, da qual participavam Kleiton e Kledir, e, ainda, Quico Castro Neves, Gilnei Silveira e Pery Souza. Depois, saíram os três últimos e entraram Zé Flávio, João Baptista e no finzinho (79) Fernando Pezão, este na bateria. Transitava pelo rock, bossa nova, milongas, temas regionais do Sul, Mpb e o que mais pintasse, com ótimas letras. Destaque para a "Canção da Meia-Noite", que foi trilha da novela Saramandaia da Rede Globo, e "Rock E Sombra Fresca no Quintal" (ambas do genial guitarrista Zé Flávio).

- Hallai-Hallai: banda de country/folk rock, num estilo bem acústico, fazia um som muito legal, contava com Necão e Paulinho, entre outros membros que foram se revezando, sendo que em 1987, com Jorge Vargas no baixo, gravou um disco pela gravadora 3M, intitulando-se apenas como Hallai. Em destaque, as músicas “Cowboy” e “Quando Viajar Pro Norte” (esta de Fernando Ribeiro).

- Zé Flávio e o Mantra (posteriormente Mantra Jazz Rock circus): Banda capitaneada pelo guitarrista Zé Flávio, o qual, antes de monta-la, participou da banda-show Em palpos de Aranha, que também chegou a se apresentar em show do Mr. Lee (a Em palpos era Zé, Cláudio Levitan, Graça Magliani, Giba-Giba e Néri). O Mantra era formado ainda por Inácio (baixo), Fernando Pezão (bateria, também da banda instrumental Zacarias, que participou do Mr. Lee, posteriormente integrante dos Almôndegas, Saracura e atualmente nos Papas da Língua), e Jakka (percussão). Transitando entre o rock, o blues, a mpb, o tango, entre outras milongas, sempre com uma pitada “latina” a la Carlos Santana, fazia um som bem lisérgico e com muita energia. Destaque para “Dói Em Mim” e “A Margarida do Brejo”. A banda terminou quando Zé foi convidado para integrar os Almôndegas em 77, mudando-se para o Rio de Janeiro.

- Élbia: cantora que fez parcerias com o jornalista, radialista e músico Jimi Joe, apresentou-se no último show do Mr. Lee, realizado no Teatro Leopoldina, em 76, tinha uma música maravilhosa, que não deixava nada a desejar em relação à Rita Lee da fase Tutty Frutti, chamada “Como Meu Quociente de Pureza Se Manifestou Diante da Sociedade”.

- Gilberto Travi e o Cálculo IV: MPB com pitadas de Jazz e blues, com letras inteligentes e provocativas, nas quais eram utilizadas muitas das gírias dos anos 70, com um especial sotaque portoalegrense. Participou em todos os shows do Mr. Lee. Gilberto chegou a ser convidado por Liminha para gravar um compacto pela Warner, que havia se separado da Gravadora Continental, na época, e estava criando o seu cast, o que só não rolou em face da falta de garantias financeiras mais sólidas, além da exigência de que abandonasse a banda que sempre o acompanhou. Posteriormente, junto com o próprio Júlio Fürst, com Beto Roncaferro, e com João Antônio, formou os Discocuecas, banda impagável de “gozação” e “tiração de sarro”, na qual restou muito bem canalizada a face humorística que Gilberto também explora como compositor e performer. Em sua faceta “séria” destaca-se, no repertório de Gilberto Travi e o Cálculo IV, “Poluição” e “Pretensão”.

- Hermes Aquino: sensacional cantor e compositor, traçava o que viesse, do blues/rock à guarânia. Em sua fase tropicalista, nos anos 60, foi para São Paulo e orbitou em torno dos poetas concretistas, junto com sua prima Laís Marques e com Carlinhos Hartlieb, fechando parcerias com Tom Zé e o grupo o Bando. Depois voltou para o Sul e foi um dos principais nomes dos shows do Mr. Lee. Em face desta visibilidade, gravou pela Tapecar as músicas "Nuvem Passageira" e "Matchu Pitchu", sendo que a primeira foi trilha da novela Casarão, primeiro lugar nas paradas de sucesso nacionais. Desentendendo-se posteriormente com a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, recolhendo-se infelizmente em ostracismo em sua casa em Porto Alegre, o que vigora até hoje, para a tristeza de seus fãs.


- Fernando Ribeiro: morreu em 10 de agosto de 2006, suas músicas geralmente eram apresentadas com a observação "poeta do Porto", mas quem fazia as letras mesmo era o seu parceiro Arnaldo Sisson. Fernando foi contratado pela EMI e, em suas viagens a São Paulo para gravar o primeiro LP, ligava para a rádio e entrava no ar, no Mr. Lee em Concerto, contando como haviam sido as sessões. Pouquíssimos músicos gaúchos promovidos por Mr. Lee conseguiram lançar LP e Fernando foi o único que teve a gravação divulgada passo a passo para os ouvintes. "Em Mar Aberto" é uma obra-prima de MPB, um disco praticamente perfeito. A produção que a gravadora lhe proporcionou foi digna de um astro. Ali estão jóias como "Ultimamente", "Não Demora", "Hora Imprópria" e "Estado de Espírito". Coincidência ou não, a EMI viria a publicar um anúncio institucional de página inteira com a frase: "Eu quero um estado de espírito!" Tudo indicava que Fernando teria uma bela carreira pela frente, ainda mais com o apoio de uma major.

Mas o mundo deu voltas. A gravadora gaúcha ISAEC, que até então apenas terceirizava seus estúdios, resolveu lançar-se como um selo. Contagiado por um idealismo bairrista, Fernando deixou a EMI para prestigiar a gravadora local. O problema é que a ISAEC tinha algumas deficiências típicas de uma gravadora pequena. O resultado é que o segundo LP de Fernando Ribeiro, "O Coro dos Perdidos", não teve a mesma qualidade de produção do anterior.

Em 1979, Fernando Ribeiro mudou-se para São Paulo e passou a trabalhar no Estúdio Vice-Versa, praticamente abandonando sua carreira de artista. A parceria com Arnaldo Sisson nunca mais foi retomada. Em 1988, o produtor cultural Luciano Alabarse trouxe Fernando a Porto Alegre para um show nostálgico, apenas para matar a saudade. Foi talvez a sua última apresentação. Já há algum tempo, Fernando enfrentava problemas cardíacos e respiratórios. Faleceu em São Paulo, no Instituto do Coração, aos 56 anos.

- Utopia: Trio acústico à base de dois violões de aço (um deles de doze cordas) e violino, liderado por Bebeto Alves, contando também com os irmãos Ricardo e Ronald Frota. Difícil de classificar o seu som, feito de “viagens sonoras” típicas dos anos 70, com muito improviso e músicas intermináveis, seu estilo era mais ou menos “psicodélico-acústico-progressivo”, com pitadas de jazz cigano. Desmanchou-se em 76 e lá por 78 teve nova formação, bem maior, e com uma proposta ligeiramente diferente da original, com Bebeto, Ricardo, Cao Trein, Zé Henrique Campani (que também foi dos grupos Emergência e Metamorfose, que participaram de shows do Mr. Lee) e até de Nico Nicolaiéwsky (passagem rápida), dentre outros. Lá por 79 Bebeto começou sua carreira solo.


Quem é JÚLIO CEZAR FÜRST

JÚLIO CEZAR FÜRSTNascido em 8 de outubro de 1949, Júlio Fürst tem 32 anos de carreira no rádio. Sempre teve uma forte ligação com a música. Começou a tocar bateria com 14 anos na banda The Rockets, que tinha uma forte influência dos Beatles. Em 1972, Júlio possuía uma loja de discos, no bairro Moinhos de Vento. Um dos seus clientes mais freqüentes o convidou para trabalhar em uma rádio, devido ao seu grande conhecimento musical. A indicação era para a rádio Pampa AM, na qual realizou um teste e entrou para a equipe.

A proposta da rádio era de uma programação voltada para o público jovem, fazendo frente à rádio Continental, até então a maior audiência neste tipo de segmento. Fürst trouxe para a Pampa muitas inovações, entre elas, tocar músicas de seis minutos, e, na era do rock progressivo, as de 10 e 11 minutos, considerando que naquele tempo só se tocavam faixas de, no máximo, 3 minutos. Outra das suas criações foi o programa Soul Power, que começava às 11 horas da noite. Ele “incorporava” o personagem Julius Brown, o rei da black music. Após um ano na Pampa, recebeu o convite da Continental em 1973, na qual ficou até o final dos anos 70. Para ele, a Continental foi um divisor de águas devido a sua programação diferenciada do que havia no rádio brasileiro, pois tinha uma postura totalmente jovem. Trouxe seu personagem Julius Brown para a rádio, mudando o horário para as 10 horas noite.

Em abril de 1975, colocou no ar o personagem Mister Lee, um cowboy vestido de calça Lee. Esta marca estava entrando no mercado brasileiro.

Paralelo a isto, Fürst foi integrante do famoso conjunto humorístico Discocuecas, como baterista. O grupo fez sucesso nacionalmente, realizando diversos shows pelo país. Durou 20 anos.

Foram gravados quatro discos, e em 1997, foi gravado seu último registro, logo em seguida foi anunciado o término da banda. Em fevereiro de 1980, a convite de Pedro Sirotsky, que comandava a rede naquela época, foi para a RBS fazer parte da equipe que colocou no ar a rede Atlântida FM, permanecendo até 1984. Após isto, passou pela Rádio Cidade, Jornal do Brasil, Universal FM, Rádio Gaúcha e Band FM, na qual ficou até o final dos anos 80. No início dos anos 90, regressou para a RBS para a rádio 102 FM. Hoje é o coordenador e apresentador da Rádio Itapema FM. E junto com João Antônio Araújo toca a casa de shows Abbey Road na grande Porto Alegre.

Clique aqui e leia uma entrevista sensacional com Julio Fürst.



Abaixo os 4 registros raríssimos para download:


CD 01 (50,80 MB)




CD 02 (61,32)




CD 03 (56,20 MB)




CD 04 (61,23 MB)





27 comentários:

Marco disse...

Parabéns Ramon, é um material muito bom principalmente para nós que vivemos toda aquela época.
Sou um dos privilegiados que assistiu a quase todos os shows em Porto Alegre e sentia falta destas músicas.

Somente um pequeno problema, os links dos CDs 3 e 4 não funcionam.

Valeu e continue seu trabalho que está ótimo.

Norton disse...

Ramon,
Este teu blog é ótimo.
Esse post do "Living the Life of Lee" me remete a uma época de ouro. Muito criativa. Fiquei lendo e relendo, deixando minha imaginação voltar à década de 70.Obrigado pelo excelente flashback. Continue postando essas preciosidades.

Anônimo disse...

cara, show mais uma vez...
Parabéns...
Coloca o DISCOCUECAS pra gente...

Emilio disse...

Bela coletânea de informações, fotos e links, tudo num só lugar. Muito bem feito, parabéns. Apenas duas informações:

- Se essas gravações para download forem as que eu estou pensando, a última música do CD4, "Até o Infinito", com Mauro Kwitko ("Eu poderia até... fazer um tratado geográfico...") não é do Mr. Lee, é do Festival da Tupi, de dezembro de 1979.

- O lado B do compacto do Inconsciente Coletivo era "Fadas Douradas", não "Terras Estranhas".

Obrigado pelo crédito pelo texto maior, mas acho que aquele do Fernando Ribeiro também é meu, certo? Está lá no meu blog. Apareçam lá.

Mestre Splinter disse...

Velho, que massa esse negócio...tu acredita que, qüando eu li o texto do Emilio, naquela parte da morte do Jorge Mautner em 75, eu estaquiei, fiquei pensando, porra, o que aconteceu que eu perdi? Hahahaha!

Que grande trabalho, velhoo! Segue assim! Um abraço!!!

Vladimir disse...

Muito legal o blog e a matéria sobre Mister Lee! Abração!

Anônimo disse...

Não sei o que tá acontecento, Eu baixei os CDs 1 e 2 e os 2 arquivos vieram somente um pedaço. Os arquivos tem mais ou menos 50 MB cada um e quando baixei veio um com 19MB e outro com 13MB, ou seja, mais da metada do arquivo ficou perdido no caminho. Um colega meu tentou baixar na casa dele e deu o mesmo problema. Será que é problema com Easy Share?

Flávio

RamonRamyres disse...

Flávio: acho que esse Easy Share é uma "bomba"... Fiz testes com ele para ver se era eficaz...

Vou re-upar no Up-file.com que é maravilhoso...

Acompanhe aí..Em breve estarão disponíveis os arquivos.

Abraço.

Anônimo disse...

Consegui baixar os arquivos de 1 a 3 no Easy-Share mesmo. Não sei porque, antes não conseguia de jeito nenhum.

Que tal uma sugestão: Seria espetacular se se pudesse dispnibilizar outros arquivos da saudosa rádio Continental. Programas como Cascalho Time, Na curva do Rádio, Discocuecas e amostras da própria programação diária (flashes da programação, curiosidades enfim). Seria muito legal resgatar estas coisas e dividir com quem curtiu estes bons momentos.
Grande abraço a todos.

Ronaldo.

Anônimo disse...

Ronaldo

Pessoal, consegui baixar todos os arquivos. BELEZA.
Alguma possibilidade de disponibilizar outras coisas da Continental?
Acho que a maioria dos arquivos vai se perder ou ficar na mão de uma ou duas pessoas.
Se fosse possivel tornar público seria algo INIGUALÁVEL.

Ronaldo

Anônimo disse...

Estou apressada, mas antes de sair quero externar a grande alegria de ler o texto falando dos grupos que foram os mais importantes grupos musicais da minha adolescência, muito mais do que qualquer grupo internacional.

Rogerio disse...

Alo Pesoal !!!
Também vivenciei aquele tempo maravilhoso, e também gostaria de ouvir novamente o Fernando Ribeiro e o Calculo IV com o Gilberto Travi, mas não consegui baixar os CDs, nenhum deles.
O link está quebrado ???

Anônimo disse...

Dequinho Richinitti Disse...
Cara, procuro por algumas destas músicas há anos. Eu tinha uns 10 anos nesta época e ganhei um rádio de pilha que tinha 1 fone só, que o cara botava então em uma orelha somente, nem precisa dizer que era mono.Ouvi alguns shows mas é impossível lembrar quais ou quantos. Era fã da continental. Passava o tempo depois da aula solando tudo que ouvia com uma gaitinha de boca. Isto aí é uma homenagem grandiosa da MPG, vida longa ao Mr Lee e à história da MPG

RickyBols disse...

Por favor ,tem algum outro link pro cd3 que é o que tem o Utopia.Dos quatro é o que mais me interessa.

Anônimo disse...

Ramon,
Descobri por acaso o teu blog e fiquei extasiado. Também vivi esse tempo maravilhoso. O Júlio Fürst é o grande responsável por tudo isso ter acontecido. Foi o grande divulgador desse movimento. Agora, com teu blog, tu estas trazendo pra essa gurizada um dos grandes momentos do Pop/Rock que Porto Alegre já viveu. Essa turma tem tanta qualidade que se tocar nas rádio de novo vai fazer sucesso. Assim como o Ricky Bols também estou interessado no Utopia. “Os setenta que serão dez...”. Vê se o Bebeto Alves tem alguma coisa. Será maravilhoso!
Outro personagem dessa época é o Carlinhos Hartlieb. Vê se consegues algum material sobre ele.
Um local muito importante nessa época foi o Clube de Cultura, na Ramiro Barcelos.
Parabéns, esse teu blog tinha que ser colocado em livro e lançado na Feia do Livro com um grande show desse pessoal todo. Sucesso de cara.
Vou mandar o teu link para todos os meus amgos.
Grande Abraço,
Paulo Pacheco
OS: não esquece do Utopia.

RamonRamyres disse...

Paulo Pacheco:
Valeu a força aí amigo...
Assim que der retomo as postagens no Durango, ainda tenho muito a "contribuir" com nossa história do ROCK made in RS...
Um grande abraço a todos que deixaram sua opinião..

Ps. Todos os 4 links estão ativos.

Portal NoCabo.com disse...

Estaremos entrevistando o guitarrista do Almondegas e Mantra Zé Flávio aqui nos estudios da nossa rádio nesta segunda-feira (03/09) ao vivo! Para ouvir você tem que acessar o portal (www.nocabo.com) e clicar no banner da rádio, localizado bem acima. Detalhe, a entrevista é ao vivo e estaremos no ar somente a partir das 20:30h. Você pode interagir ao vivo com ele pelo nosso msn (radionocabo@hotmail.com) que repassaremos as perguntas na hora! Compareça!

Conheça o maior portal de música já criado na internet!
www.nocabo.com - Trafegando Anyway!

Mário disse...

show...
pena q eu não consegui baixar a q eu mais queria...
Daisy my love
mas, valew mesmo.
um forte abraço e obrigado por ter "permitido" essa viagem.

Anônimo disse...

Puxa, que bacana ler e relembrar isso tudo! Gostaria muito de poder ter uma cópia dos quatro CD´s, mas vejo que os link´s para download não funcionam mais. Haveria alguma possibilidade de colocar outros links ou outra forma de eu poder obtelos? Muito obrigado!
Marcus
pp5ms@pp5ms.com

RamonRamyres disse...

Tudo bem Marcus?
Vou providênciar a repostagem....
Essas pérolasmerecem ser compartilhadas....
O negócio que o ADRIVE agora é pago, ai oslinks ficam no ar apenas 20 dias...

Abração

AME O ROCK

Anônimo disse...

Só o primeiro cd ta funcionando..é possivel colocar os outros?

juarez trindade disse...

Ramon, NENHUM link funciona mais, Sugiro que repostes no mediafire, megaupload ou 4shared, que são os melhores.
Estes lps/documentos são essenciais para a história do rock/mpb gaúchos!

leonardipc disse...

Nenhum dos link este funcionando.

Anônimo disse...

Poderia repostar essas preciosidades?

Anônimo disse...

Puxa vida! Reposta pra nós, tchê!!!

jorge sumienski disse...

eu tava la e gostaria desaber se alguem lembra dometeoro quando omantra esta tocandoe interrompe

jorge sumienski disse...

eu tava la e gostaria desaber se alguem lembra dometeoro quando omantra esta tocandoe interrompe

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RamonR