Gustavo Telles e Os Escolhidos - (2010) Do Seu Amor, Primeiro é Você Quem Precisa

"Do Seu Amor, Primeiro é Você Quem Precisa" é um disco de canções de amor, encharcado de folk rock e country rock. Em 12 músicas, o amor é abordado sob diferentes perspectivas.
Para dar às canções o que elas necessitavam, Gustavo Telles reuniu um time de amigos, o que garante o clima de celebração. Os Escolhidos são Maurício Chaise, Jerônimo “Bocudo” Lima, Alexandre "Papel" Loureiro, Luciano Leães e Márcio Petracco (integrantes dos Locomotores), Daniel Mossmann e Gabriel Guedes (Pata de Elefante), Luciano Albo (Tenente Cascavel), Maurício Nader (Hard Working Band e Sinuca de Bico, Diego Garcia (ex-Trem 27) e Diego Lopes (Acústicos & Valvulados).
O disco foi gravado por Vicente Guedes no Estúdio IAPI, em Porto Alegre, mixado e masterizado por Thomas Dreher no Estúdio Dreher e produzido por Vicente Guedes e Gustavo Telles. Beto Santos assina o design gráfico e Danilo Christidis as fotos e a concepção artística.Download pela TRAMA VIRTUAL:
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Vitor Ramil - (2010) Délibáb
Não é todo dia que aparece um artista brasileiro com o conceito de seu trabalho tão bem definido na cabeça como o cantor, compositor e escritor gaúcho Vitor Ramil, que acaba de chegar ao seu oitavo disco com Délibáb. A princípio, o nome do novo trabalho parece resultado do mesmo jogo de palavras que batizou seu último romance, Satolep (2008) – Pelotas, cidade onde nasceu, escrito de trás para frente. Mas não: a palavra húngara tem origem na junção de déli (do Sul) e báb (ilusão), cujo significado é miragem. Uma imagem que se perde no horizonte. O repertório é composto por 12 milongas escritas por ele para poemas do argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho João da Cunha Vargas.
“Gosto muito de ler enciclopédias velhas. Estava mexendo numa delas aqui em casa, Nosso universo maravilhoso, que casualmente tem texto do argentino Ernesto Sábato, e nela encontrei a palavra e a descrição de délibáb. Aproveitei essa ideia no meu livro Satolep e, quando fui gravar o disco, me dei conta de que o que eu estava fazendo era muito parecido com o que fez o meu personagem no livro, um fotógrafo que viajou o mundo e volta da Hungria trazendo a foto de um délibáb. Era uma trajetória semelhante da minha parte: ir à Argentina e voltar de lá trazendo milongas que são milongas de outras milongas. Aí começa toda uma ideia de espelhismo muito forte”, explica Vitor.
O artista pinçou seis poemas do livro Para las seis cuerdas, de Borges (1899-1986), bem como foram seis os escritos que escolheu da obra de Vargas, homem do campo nascido na cidade de Alegrete e que não tinha o hábito de registrar o que criava – familiares e amigos costumavam fazê-lo. “Musiquei dois poetas que existiram, mas ao mesmo tempo esse disco tem uma dimensão ficcional muito grande, a começar pela própria poesia deles, que fala de coisas reais e, muitas vezes, ficcionais. O motivo do délibáb é esse: ver algo no horizonte que não está necessariamente lá, é imaginação, é projeção. Há vários jogos de espelho nesse trabalho”, completa.
Sua atração pelas milongas não é de agora e também faz tempo que começou a musicar poemas – inclusive os de Borges. Por exemplo: Milonga de Manuel Flores, incluída em Délibáb, foi o primeiro poema do argentino musicado por Vitor, quando tinha 19 anos – hoje tem 47.
Ao todo, fez música para oito escritos de Borges, seis das quais incluídas no disco. “Sabia que alguns haviam sido musicados pelo Piazzolla e esses eu não musicaria”, diz. Do mesmo autor, trouxe para o repertório Milonga de albornoz, Milonga de los morenos (participação de Caetano Veloso), Milonga de dos hermanos, Un cuchilo en el norte e Milonga para los orientales.
Já Vargas (1900-1980) é seu “conhecido” desde o disco Ramilonga (1997), quando musicou e gravou a poesia Gaudério. Desta vez Vitor escolheu seis poemas: Chimarrão, Mango, Tapera, Deixando o pago, Pé de espora e Pingo à soga. “Na metade dos anos 1990, um amigo me presenteou com um livro dele. Nem conhecia seus poemas e hoje já musiquei quase toda a obra dele”, conta. O interesse foi tanto que o artista foi visitar as terras que pertenceram à família de Vargas e levou consigo os filhos do poeta, que não conheciam o lugar. “Visitando os lugares, dei consistência ao trabalho, pois as milongas envolvem muita história e cultura. Foi fundamental”, observa.
MILONGA No que diz respeito à parte de Borges, esse esforço se traduziu na opção por gravar quase todo o disco em Buenos Aires, onde o escritor nasceu. “Por mais que me vire bem no espanhol, outra coisa é cantar e entender o sentido de algumas coisas. Há uma música que começa assim: ‘Allá por el Maldonado, que hoy corre escondido y ciego’. Quando estava lá, descobri que na rua em que eu ia para o estúdio corre o rio Maldonado, que foi canalizado. Parte das histórias do Borges e toda sua mitologia fui destrinchando ao longo das gravações”, afirma.
Além disso, o único músico que o acompanha no disco é de lá, o violonista Carlos Moscardini. Anos atrás, Vitor decidiu procurá-lo depois de ouvir um disco do músico. “Ele é assombroso, muito sutil e tira som maravilhoso do instrumento. Toco violão de aço, incomum nas milongas, e ele, de náilon. A soma ficou bem interessante”, elogia. Só recentemente, quando o gaúcho se preparava para um show em Porto Alegre, convidou o argentino para dividir o palco. A química entre os dois se fez evidente quando tocaram milongas de Borges e assim o público teve a chance de conferir antecipadamente o que viria a ser Délibáb.

O délibáb do Vitor, e o meu
O repertório, totalmente de milongas, foi apresentado na capital portenha na semana passada (durante o projeto Expreso Porto Alegre em Buenos Aires), e é uma pequena jóia dos pampas.
Reúne músicas compostas por Vitor a partir dos poemas do argentino Jorge Luis Borges, publicados originalmente no livro Para las seis cuerdas, e dos versos do brasileiro João da Cunha Vargas, registradas na voz do poeta em fitas cassete, e posteriormente publicadas em seu único livro, Deixando o Pago.
Ramil destaca que guardadas as imensas diferenças entre as vidas e as obras dos dois autores, “suas imagens se projetam nitidamente no horizonte de um sul mítico, tocando-se em determinados pontos”.
Ambos foram homens de memória prodigiosa.“A memória de Borges, poeta culto, é celebre, abarcava sua poesia, conferências e versos de outros autores, em mais de um idioma. A memória de Vargas, poeta popular, guardava sua poesia, já que ele não costumava escrever seus versos. Borges escreveu sobre o gaúcho. Vargas foi o próprio gaúcho”, diz.
Por outro lado, enquanto os versos de Borges são pródigos em facas, “peleias”, sangue e morte, os de Vargas são mais doces, mais amorosos, mais melancólicos.
Vitor conta que as marcas de cada um são tão fortes que se refletiram nitidamente nas músicas que ele compôs. Assim, as milongas para os versos de Borges são em geral mais clássicas, épicas ou rítmicas, fiéis à afinação tradicional do violão. Para Vargas são mais próximas da música brasileira, líricas e sentimentais.
Ramil namora as milongas desde cedo. “Elas me emocionam”, diz. Compôs a primeira aos 17 anos, Semeadura, gravada por Mercades Sosa com o nome de Siembra. Em seguida, aos 19 anos, gravou Milonga de Manuel Flores, de Borges, mas em português. Três anos depois, musicou Gaudério, de Vargas.De lá para cá não parou mais. Tem hoje musicado sete poemas do livro de Borges e quase toda a obra de Vargas, que é pequena.
Moscardini, a outra ponta do disco, é um profundo conhecedor da musica argentina dita de raiz e é um “sujeito pampeano”, como classifica Vitor. O trabalho dos dois pertence à mesma querência, se completam, se justificam. Isso é claro.
Ambos se deliciam com a possibilidade de que Borges e Vargas tivessem se visto um dia, mesmo que de longe.
Os poetas estiveram fisicamente próximos, sem saber, evidentemente, quando Borges passou uma temporada na estância Las Nubes, em Salto Oriental. Vargas vivia a alguns quilômetros dali, em Alegrete, no Rio Grande do Sul. E os dois fariam 110 anos (Borges em 2009 e Vargas este ano).“Não teriam eles pelas suas andanças em campos extensos naquela zona de fronteira entre Uruguai e Brasil avistado os vultos um do outro ao longe, nem que fosse como um délibáb", pergunta Ramil.
Poderia escrever muito mais sobre o disco e a entrevista, e contar que não é a primeira vez que Borges é musicado, que Piazzolla e Troilo possuem suas interpretações, que Caetano terá participação especial em Milonga de los Morenos, e que a foto da capa do disco foi feita do alto do Kavanagh, prédio emblemático da capital portenha.
Mas prefiro encerrar dizendo que ter uma “charla” com Ramil e Moscardini, dois músicos que admiro muitíssimo, em pleno coração de Buenos Aires, e falar de milonga, de frio, de Borges, de Sul, de espelhismos e planícies e horizontes foi, isso sim, o “meu” délibáb. Mistura de babar e de delícia.
Gisele Teixeira é jornalista. Trabalhou em Porto Alegre, Recife e Brasília. Recentemente, mudou-se de mala, cuia e coração para Buenos Aires, de onde mantém o blog Aquí me quedo, com impressões e descobrimentos sobre a capital portenha. DIVIRTA-SE:
Vitor Ramil - (2010) Délibáb

01. Milonga De Albornoz
02. Chimarrão
03. Milonga De Los Morenos
04. Mango
05. Milonga De Los Hermanos
06. Tapera
07. Un Cuchillo En El Norte
08. Deixando O Pago
09. Milonga De Manuel Flores
10. Pe De Espora
11. Milonga Para Los Orientales
12. Pingo A Soga
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PIN UP SHOW
Nesta quinta-feira, dia 28 de outubro, é a última noite do Projeto Gloss 2010 !
O evento começa PONTUALMENTE às 20h30 com o PIN UP SHOW e em seguida a apresentação das cantoras e convidados especiais.
" ...na nossa festa vale tudo, vale ser alguém como eu, como você !!! "
Scotti Produções
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Alexandra Scotti
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Projeto Beatles' 69
Na seqüência iniciada com os projetos “Beatles ‘68” (3 CDs, 2008), “Beatles ‘69” (3 CDs, 2009), do selo Discobertas, é mais uma obra de Marcelo Fróes um dos mais experientes e bem informados produtores do mercado fonográfico atual. Com extensa folha de serviços prestados para diversos artistas e gravadoras nacionais, há dois anos lançou sua própria gravadora, a Discobertas. Beatlemaníaco do primeiro escalão, já traduziu livros de George Martin, trouxe o velho produtor ao Brasil e até já descobriu uma música inédita de John Lennon!
O ano de 1969 foi extremamente produtivo para os Beatles. Se as relações pessoais entre John, Paul, George e Ringo estavam em cacos, musicalmente os quatro se mantinham cconectados. O álbum Abbey Road foi o último gravado e o penúltimo a chegar às lojas (Let It Be, feito antes, saiu em 1970. Resgatam todas as canções criadas pelos Fab Four naquele ano ou temas resgatados por eles à época, todos interpretados por grupos e solistas brasileiros, num total de 63 registros.
O primeiro volume da trilogia de revisitações ao repertório dos Beatles de 1969, é Get Back – De Volta Aos Beatles, celebrando os 40 anos da última safra de canções dos fab four. O disco traz gravações exclusivas em inglês com nomes como Jota Quest, Capital Inicial, Leoni & Leo Jaime, Biquíni Cavadão, Rodrigo Santos, Wanderléa, Ivan Lins, Danni Carlos, Ultraje a Rigor, Raimundo Fagner, Maria Gadu, Filhos da Judith, Vitor Araújo, BossaCucaNova e muitos outros. Grandes sucessos, belas canções e até material inédito - gravado pela primeiríssima vez em disco!
Neste CD estão canções criadas pelos Beatles naquele ano e temas antigos resgatados. O repertório tem, entre outros, Get Back, Two Of Us, Across The Universe, Let It Be, I’ve Got a Feeling, The Long And Winding Road, For You Blue e All Things Must Pass.
O segundo CD, O Outro Lado da Abbey Road, reúne material criado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr para seus primeiros projetos solo ou para outros artistas, com alguma coisa sendo aproveitada pelo quarteto como The Ballad Of John & Yoko (aqui com o Front). Entre os temas Penina (com Aggeu Marques), Every Night (Kleiton & Kledir), Goodbye (Érika Martins), Another Day (Zé Ramalho), Oh My Love (Esmérya Bvlgari), Isn’t It a Pity (Hevelyn Costa) e Behind That Locked Door (com Sérgio Reis retornando ás origens cantando em inglês).
O terceiro CD, Abbey Road Revisited, traz todas as canções do álbum Abbey Road, na ordem original. Entre élas Come Together (Detonautas Roque Clube), Something (Flávio Venturini & Aggeu Marques), Oh! Darling (Roberto Frejat), Here Comes The Sun (Joyce), Because (Aretha Marcos), You Never Give Me Your Money (Marjorie Estiano & Mu Carvalho) e Mean Mr. Mustard (João Donato & Paula Morelembaum). Mas a cereja do bolo é mesmo o dueto cibernético de Elis Regina e Milton Nascimento em Golden Slumbers/Carry That Weight. Explicando> em 1971 a cantora gravou as duas canções dos Beatles. Para o projeto de 40 anos de Abbey Road foi utilizada a voz de Elis e acrescentada a de Milton. O resultado é, no mínimo, emocionante.
Cada CD traz detalhado texto explicativo assinado por Marcelo Fróes. Trabalho de fôlego e qualidade, que terá lançamentos oficiais no Rio (segunda, 28 de setembro, 19 horas, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon) e São Paulo (segunda, 5 de outubro, 19 horas, na Fnac Paulista), ambos com a presença do idealizador e de músicos participantes do projeto.
Vol 01 - GET BACK - De volta aos Beatles
01 – Get Back – Jota Quest
02 – Don’t Let Me Down – Capital Inicial
03 – Two Of Us – Leoni & Leo Jaime
04 – Dig a Pony – Biquini Cavadão
05 – Across The Universe – Rodrigo Santos
06 – I Me Mine – Tinta Preta com Wanderléa
07 – Dig It – Astronauta Pingüim
08 – Let It Be – Ivan Lins
09 – Maggie Mae – Operação Tequila
10 – I’ve Got a Feeling – Danni Carlos
11 – One After 909 – Ultraje a Rigor
12 – The Long and Winding Road – Raimundo Fagner
13 – For You Blue – Nenê Benvenuti
14 – Teddy Boy – Paula Marchesini
15 – All Things Must Pass – Mu Carvalho
16 – Wah Wah – Tortú com Sérgio Dias
17 – Let It Down – Maria Gadú
18 – Hear Me Lord – Manfred com Carmem Manfredini
19 – Suzy Parker – Filhos da Judith – INÉDITA
20 – Paul’s Piano Intro – Vitor Araújo - INÉDITA
21 – You Know My Name (Look Up The Number) - BossaCucaNova
VOL 02 - O outro lado da Abbey Road
01 – The Ballad of John and Yoko - Front
02 – Old Brown Shoe – Twiggy
03 – How D’You Do – Mallu Magalhães - INÉDITA
04 – Penina – Aggeu Marques - INÉDITA
05 – Every Night – Kleiton & Kledir
06 – Goodbye – Érika Martins
07 – Hot As Sun - Surfadelica
08 – I Lost My Little Girl – Lafayette & Os Tremendões
09 – Fancy My Chances With You – Doidivinas - INÉDITA
10 – Because I Know You Love Me So – Canastra - INÉDITA
11 – Another Day – Zé Ramalho
12 – The Back Seat Of My Car - Aerocirco
13 – Oh My Love – Esmérya Bvlgari
14 – Gimme Some Truth – Holic’s
15 – I Found Out – Sãomer Zwadomit
16 – Isn’t It A Pity – Hevelyn Costa
17 – Behind That Locked Door – Sérgio Reis
18 – Woman Don’t You Cry For Me - Elegia
19 – Beautiful Girl – Emmerson Nogueira
20 – I Live For You - Tantra
21 – Taking a Trip To Carolina – Fuzzcas - INÉDITA
VOL 03 - Abbey Road Revisited
01 – Come Together - Detonautas
02 – Something – Flávio Venturini & Aggeu Marques
03 – Maxwell’s Silver Hammer - Profiterolis
04 – Oh! Darling – Frejat
05 – Octopus’s Garden - Forfun
06 – I Want You (She’s So Heavy) – Carmem Manfredini
07 – Here Comes The Sun - Joyce
08 – Because - Aretha
09 – You Never Give Me Your Money – Mu Carvalho com Marjorie Estiano
10 – Sun King – Pochete Set com Vanusa
11 – Mean Mr. Mustard – João Donato com Paula Morelenbaum
12 – Polythene Pam - Autoramas
13 – She Came In Through The Bathroom Window – Pouca Vogal
14 – Golden Slumbers – Elis Regina & Milton Nascimento
15 – Carry That Weight – Elis Regina & Milton Nascimento
16 – The End – Milton Nascimento
17 – Her Majesty – Silvia Machete
18 – Suicide – Twiggy - INÉDITA 19 – Come and Get It – Reino Fungi
20 – Cold Turkey - Matanza
21 – Give Peace a Chance – Daniel Latorre Organ Trio
Direção artística & produção executiva: Marcelo Fróes
Projeto gráfico: Crama Design Estratégico
Masterização: Ricardo Carvalheira
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