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7 dias de ROCK


Começa nesta quinta-feira (7) e vai até a próxima quarta-feira (13) a oitava edição do Gig Rock, no Beco, em Porto Alegre. Este ano, o evento rola simultaneamente em São Paulo, na filial paulista da casa. Mas o esquema será o mesmo: bandas se revezando noite adentro entremeadas por discotecagens.

Por aqui, o palco no número 936 da Avenida Independência será dominado por bandas gaúchas, com duas exceções: o quarteto uruguaio Soundays e a americana Television _ esta, um dos ícones da cena punk nova-iorquina dos anos 1970 (leia mais a respeito do cenário musical underground de NY no Segundo Caderno desta quinta-feira).

As outras 25 bandas que compõem o line-up do Gig Rock são bem conhecidas de quem frequenta a noite da Capital e arredores. Mesmo assim, há boas novidades e shows imperdíveis de veteranos, que o Remix destaca logo abaixo na programação.


HOJE


- OH!
– Sargento Malagueta
– Damn Laser Vampires

Tem maldição, tem lasers e tem vampiros. Precisa de mais? Precisa e eles têm. Rock vintage sem contrabaixo, só com guitarras estaladas e vocal poderoso, cantando fantasias de horror sci-fi sobre a vida, a morte e desamores eventuais. Um show impactante, tanto pela música quanto pela presença de palco das três figuras. The Cramps, The Kinks e Jon Spencer pogando na tumba de Rimbaud, eu diria. Ouça Hit Me Like a Man.



– Wannabe Jalva

Banda que melhor define o que se convencionou chamar de “som gringo”, o WJ poderia estar tranquilamente numa tenda paralela desses festivais europeus de verão. Indie rock pós-2005 feito para dançar, cheio de suingue disco e guitarrinhas bem trabalhadas e refrões para acompanhar batendo palmas. Ouça Come and Go.




AMANHÃ

- Dingo Bells
– Television

Apesar de estar presente durante o nascimento da cena punk rock de Nova York entre os anos 1960 e 1970, o Television não tem nada do que ficou conhecido como punk rock no que toca à música _ seu lance era mais a poesia e a captação do clima de no future que pesava o ar. Mesmo assim, os timbres que seu líder Tom Verlaine (foto) criou na época podem ser ouvidos até hoje numa infinidade de bandas indies. Num mundo ideal, tocariam Marquee Moon, seu primeiro e indispensável disco, na íntegra. Ouça Marquee Moon inteiro.




SÁBADO

– Telecines

Foo Fighters com Black Rebel Motorcycle Club no banheiro do Dr. Jekyll. Uma das melhores bandas surgidas em Porto Alegre nos últimos anos, o trio de guris tem só um EP lançado, mas faz barulho feito gente grande. Deviam cantar em inglês e arrumar um outro nome, mas pelo visto o estrago já está feito e tem funcionado bem dessa forma. Último show antes da banda se enfurnar no estúdio pra preparar o primeiro disco. Ouça Álbum de Fotografias.



– Dating Robots

No palco, ao vivo, os DR perdem o electro e viram um power trio de rock vigoroso, sexy e divertido. No último mês, lançaram quatro novas faixas que resumem sua vocação de misturadores de cordas com batidas eletrônicas. Eu prefiro eles ao vivo, com muita fumaça e raio laser. Ouça Before the Stooges.



- Gulivers
– Big Richards
– Soundays


DOMINGO

- Diego Lopes & Bebop
– Redheads Outdoors
– Walverdes

Qualquer um que se atreva a fazer música pesada no Brasil tem a obrigação de ouvir o power trio porto-alegrense, enxuto, rápido, com zero de empolação e 100% de fúria garageira. Ouça tudo.



- Identidade


SEGUNDA


– Sandálias

Começa como uma tarde ensolarada numa pracinha do Interior e vira um liquidificador de distorções e vocais gritados. Ouça Monalisa.



– Plato Dvorak e os Exciters

Um dos maiores frontmen destas plagas, Plato é também dono de um dos repertórios mais inspirados e inspiradores. Seu show é uma catarse. Ouça A Pow of Trainta.



- Frank Jorge
– Egisto Dal Santo


TERÇA


– Nunca Mais, Brigitte
– Loomer



O quarteto é Dinosaur Jr. com Pixies com Sonic Youth com My Bloody Valentine. Ouça Search On Your Own.

– Juli Manzi e o Coletivo Absoluto
– Julio Reny e os Irish Boys


QUARTA

- Badhoneys
– Pata de Elefante

Melhor banda instrumental do país, continua provando que não é preciso vocal para ser acessível, divertido e genial. Ouça seus três discos do começo ao fim e em sequência cronológica.




- Tonho Crocco
– Cartolas

Por Gustavo Brigatti
Zero Hora 07/07/2011


Programação do Gig Rock

Os shows são no Beco 203 (Avenida Independência, 936, em Porto Alegre), fone: (51) 3026-2126, sempre a partir das 22h.

Ingressos: para hoje, sábado e quarta, R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (na hora); para o show de amanhã, R$ 80 (1º lote) e R$ 100 (2° lote); para domingo, segunda e terça, R$ 10 (antecipado) e R$ 20 (na hora).


Vendas antecipadas pelo site www.divirto.com.br (cartões Visa e Mastercard) e nas lojas Chilli

Beans dos shoppings Iguatemi (João Wallig, 1.800) e BarraShoppingSul (Diário de Notícias, 300).

TeNenTe Cascavel & Júlio Reny - Lobo da Estepe - Bar Opinião - dezembro 2010

Grandes discos do Rock Gaúcho 18

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O Grandes Discos do Rock Gaúcho edição 18, está recheado de bandas novas, mas que já produziram seus grandes discos, mas vamos abrir o toca discos com o veterano e magistral Julio Reny e seu brilhante cd A Primavera do Gato Amarelo, que foi gravado, acreditem, em meio a um doloroso divórcio. O fim do casamento de 10 anos e a distância da filha de nove anos – permeados por brigas “de amor e morte” – atormentaram o compositor ao longo dos oito meses de gravação.

O resultado foi, ainda sim, um disco disfarçadamente pop e alegre. As 14 faixas foram produzidas por Thomas Dreher (Ultramen e Júpiter Maçã), contaram com participação de mais de 20 convidados, entre eles Arthur de Faria, Humberto Gessinger e King Jim. As influências, conta Reny, continuam as mesmas.

Outra veterana do cenário porto-alegrense, a Space Rave foi formada em outubro de 1993 pelo casal Eduardo Normann e Mariana Kircher. Desde aquela época a banda vem passeando entre suas referências, que vão desde jazz à pop art à música eletrônica - leia-se Sonic Youth, Primal Scream, Velvet Underground, Stooges, David Bowie, e bandas de electrorock como Le Tigre, Ladytron, Vive La Fête.

A parceria da dupla rendeu, além da banda, outros trabalhos como Planondas, Autobahn, Dirty e a mais recente Chiclé Demência, e também participação em várias trilhas sonoras de produções cinematográficas realizadas em Porto Alegre. A Space Rave aparece nas trilhas dos curta-metragens "Outros", de Gustavo Spolidoro, "Ele vai perguntar das coisas que gosto", de Gus Jahn, "A história natural", de Thomas Kreus, e do longa-metragem "Tolerância", da Carlos Gerbase.

O baterista Marcos Rubenich além da Space Rave, também toca nas bandas Viana Moog e Walverdes, e Murilo Biff já passou por várias bandas do underground de Porto Alegre, entre elas Minimaus e She´s Ok.

Em 2004, a Space Rave lançou o dvd "Juventude Enlouquecida", com o financiamento do Fumproarte, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Foram feitas 300 cópias, que esgotaram rapidamente. O disco postado aqui também é de 2004 e se chama Noise Star gravado ainda com a formação original.


A Chiclé Demência foi criada em outubro de 2008 é um duo formado por Mariana Kircher: vocais, guitarras e teclados e Eduardo Normann: baixo, slide, guitarras, teremin e backing. Gravado no DubStudio em Porto Alegre. Programação de baterias por Fabio Gabardo. Produzido por Chiclé Demência e Fabio Gabardo.

A Calibre foi formada no ano de 2006 em Porto Alegre e desde então vem alcançando dia após dia, maior visibilidade no cenário musical do país. Formada por Leonel Radde (voz/guitarra/teclados), Rodrigo Ferreira (guitarra/violão/voz), Gabriel Severo (baixo) e Adriano Moraes (bateria/voz).

Com melodias fortes, guitarras viscerais, belas harmonias, letras que tratam do cotidiano e pensamentos de seus integrantes, uma pegada rock com forte assinatura, a Calibre já é referência de boa música.

Seu primeiro EP lançou a música "Dois Corpos" para todo país, através do videoclipe produzido pela Colateral Filmes e fez com que a banda participasse do CD Coletânea Bandas Gaúchas como carro chefe do projeto, produzido pelo selo Antídoto.

Formada em 2006 em Porto Alegre, a Bandamole surgiu da descoberta, pelo radialista Eron Dal Molin, de um baú de letras engraçadas na casa de seu amigo, o ator e escritor Celso Sant’Anna. De posse dessas letras, escritas no final dos anos 80, o guitarrista Diasper Lucho adicionou melodias pegajosas e estava lançada a Bandamole, complementada pelo baterista Clark Carballo e pelo baixista Luciano Lopes (substituídos atualmente por Fábio Zumbi e Gustavo B.Rock). A banda define seu som como “rock n’roll viril”.

As principais características são as letras anárquicas, os solos de guitarra e a presença de palco do vocalista, que, segundo palavras próprias, “canta pouco, mas tem muita atitude”. A Banda está lançando seu primeiro cd, totalmente virtual, contendo 9 composições próprias. Em breve sairá o segundo álbum, chamado “Baile Viril” somente com versões de canções que originalmente, nada tem a ver com rock and roll. Nos shows, o repertório mescla canções próprias com as versões.

A próxima banda é a maior representante do folclore de Lapágüa no mundo, trata-se da Ultralatinos...

Lapágüa, para quem ainda não sabe, é um país encravado nos Andes, entre a Argentina e o Chile. Como nenhum dos dois países conseguiu invadí-la até hoje, haja vista a sangrenta resistência dos Hombres de Lapágüa (e mulheres também), a existência deste país é negada por ambos.

Mas os Ultralatinos assumiram a responsa e são, hoje, a missão diplomática e cultural desse simpático país no Brasil, com o papel de divulgar as belezas naturais, sociais e festivas. Os Ultralatinos são Logrón Sonero (Voz e guitarra, eventualmente), Pops (guitarra), Gustavo B.Rock (baixo), Totenoso Lemas (percussão), Fábio Zumbi (bateria) e Ënrico Flacø (trombone).

A união das raízes do rock com a irreverência, a pegada e a vitalidade do hardcore californiano. Este é o retrato da banda Culpados Inocentes, fundada em abril de 1999 na Zona Norte de Porto Alegre, e que conta hoje com Gabriel Tomazzoni (Vocal e Guitarra), Ed (Guitarra e Backing Vocal), Rato (Baixo e Backing Vocal) e Rafa Serratti (Bateria) na sua formação. As letras da banda retratam a realidade dos adolescentes e, não raras vezes, dos adultos também.
Realizações, decepções, aventuras e paixões estão nas letras da Culpados.

Com um extenso currículo de shows e cidades visitadas em sua carreira, a banda já rodou bastante pelo underground tocando em festivais de bandas novas, porém também já experimentou várias vezes a sensação de tocar para milhares de pessoas, ao lado de nomes já consagrados do rock gaúcho, brasileiro e até internacional (abriu o show dos americanos da " No use for a name " em Porto Alegre).

A Culpados Inocentes lançou em 2004 o seu primeiro cd, intitulado " Uma Razão Para Continuar ". Ainda sem uma gravadora, ou seja, resultado de uma batalha independente da banda, porém profissional, o álbum tem músicas da primeira fase da banda, outras inéditas e conhecidas do underground gaúcho como “Chucky, que teve alta rotação nas rádios.

Já reconhecidos em seu estado natal como uma das maiores potências do hardcore melódico gaúcho, a Culpados Inocentes lançou em 2007 um EP com 6 sons novos, e no início de 2008 lançou o vídeo clipe de " Não mais os mesmos " (uma das faixas deste EP), e participa - também com essa música - da " coletânea bandas gaúchas ", pela gravadora Antídoto.

Além disso, a banda é convidada com frequência para se apresentar em programas como o Papo Clip (TVCOM) e Radar (TVE), a pedido dos fãs. A Culpados pretende batalhar para que a banda tenha seu som cada vez mais conhecido pelo público do Rio Grande do Sul, da Brasil e de todo o mundo!!!

Parece o John Wayne em um daqueles filmes de guerra tipo Iwo Jima – O Portal da Glória ou O Mais Longo dos Dias, não é? Pois o combatente aí em cima na verdade é o Fabão, conhecido na cena musical sulista como compositor e performático vocalista das bandas Rastamanos e Pedrada Afú.

Depois do reconhecimento nacional das gravações com Armandinho em "Toca Uma Reguera Aí", da autoria em "Tubarãozinho", sucesso da banda Ultramen e da mistura rock/reggae da banda Pedrada Afú, Fabão lança carreira solo com um EP digital com cinco faixas. A formação que gravou as faixas é: Fabão (vocal e guitarra base), Martin Lucas (guitarra solo e voz), Inácio Bugueño (bateria e voz), Slap (baixo), participação Especial de Sydnei Poffo (Teclados).

This is rock'n'roll, baby...isto é Nick Lera. Uma banda influenciada por vertentes clássicas do rock, representada por grupos que se destacaram nos anos 60, 70 e 80, bem como por outros tantos que atualmente prezam pela energia e vitalidade deste estilo de música.

Com forte influência do rock gaúcho, o trio lança seu álbum de estréia com 11 faixas. Formada pelos irmãos Rafael e Mateus Spada (vocal/baixo e bateria, respectivamente) e Fernando K.B.Lera (guitarras), a Nick Lera já vinha consolidando seu trabalho pelo Rio Grande do Sul e agora dá o passo mais decisivo de sua trajetória.

Todo gravado no Estúdio D (Passo Fundo), o CD tem produção de Rodrigo Chaise (Dinartes) e foi mixado e masterizado por Vinícius Tonello na Casa Elétrica (Porto Alegre). Entre as participações especiais, se destaca a presença do TNT Luís Henrique “Tchê” Gomes. Algumas canções que já haviam sido disponibilizadas anteriormente em MP3 single foram agora remixadas e soam como novas.

E fechamos mais um episódio da saga, com o pai da Mel... Mesmo longe das câmeras das redes de TV e das rádios comerciais, o cantor e compositor Bebeto Alves dá continuidade à carreira com o lançamento do impressionante álbum Devoragem. O álbum traz 12 faixas que em alguns momentos apresentam similaridades com um ou outro nome da MPB, mas no final dá para perceber que é o jeito Bebeto Alves de ser.

Músicas calmas e belas como “Tchau” conseguem conviver harmoniosamente com outras que tem a energia do Rock n’ Roll, como “Se Eu Soubesse”. Em vários momentos, ao ouvir o modo de cantar de Alves, vem à mente Caetano Veloso e, às vezes, até Zeca Baleiro. Mas é uma impressão que, ainda bem, passa depois de algumas audições.

“O Demolidor” é a ótima faixa que abre o disco. O acordeom na música traz uma melodia que fica na cabeça e tem algo típico do RS.

Há duas músicas em espanhol no disco, “Liquido” e “Globalización”. A primeira traz uma carga emotiva muito boa na interpretação de Bebeto Alves. A música é basicamente ao piano, com algumas inserções de percussão eletrônica. Aliás as inserções eletrônicas são marcantes em praticamente todo o álbum. Mas não se trata de batidas eletrônicas, são inserções que ajudam a criar a música e não somente a dar ritmo.

Há espaço no disco para um sambinha na música “Naval”, e um certo ar meio psicodélico em “Osseva”, mostrando como Alves consegue tomar diferentes rumos nas músicas e ainda assim deixar mais um álbum musicalmente perfeito para a posteridade.

E vamos aos downloads:


Julio Reny - A Primavera do Gato Amarelo (2008)













01 - O Segundo Fim
02 - Linda Menina
03 - Chegou A Primavera
04 - Noite em São Sepé
05 - Outra Vez
06 - Aconteceu no Verão
07 - Noite de Ingleses
08 - Faltou Tempo de te Escrever
09 - O Dia do Teu Aniversário
10 - Invisível
11 - Gloca Morra
12 - Noites do Deserto
13 - Tenha Fé
14 - Two-Tones





Space Rave - Noise Star (2004)













01 - James Clown
02 - Baby Faça
03 - Glue!
04 - Nicoteen
05 - Caffeine
06 - Pela Luz do Sol
07 - Walt Disney
08 - School
09 - I Want You
10 - Stop to Run





Chiclé Demência - Chiclé Demência (2008)













01 - Tousand Hits
02 - Horse Orbinson
03 - She Stoled
04 - Be Rich
05 - She Comes
06 - Before the Stooges
07 - Drive A Rocket
08 - I Lost My Mind On The Dancefloor
09 - Ritalina
10 - Stop to Run
11 - In My Bones
12 - O Futuro É Vortex (bonus track)





Calibre - Dois Corpos EP (2007)












01 - Dois Corpos
02 - Incondicional
03 - A Razão
04 - Me Basta!
05 - O Tempo





Bandamole - Rock n´roll Viril (2007)













01 - Círculo Vicioso
02 - Amor Nojento
03 - Mulher Moderna
04 - Flying Pennis
05 - Exigente Demais
06 - Prazo de Validade
07 - Estádio Laranja





Ultralatinos - Ultralatinos Demo (2008)













01 - Hombre de Lapágüa
02 - Saturei
03 - Caretice
04 - Las Chicas Dancing
05 - Godô





Culpados Inocentes - Culpados Inocentes (2007)












01 - Respostas
02 - O Meu Melhor
03 - Faça Acontecer
04 - O Que Eu Nunca Quis Falar
05 - Não Mais Os Mesmos
06 - Só Uma Vez






Fabão - Fabão EP (2008)












01 - Falão
02 - Quando Eu Te Ver
03 - O Amor é Pra Todos Nós
04 - Eu e Deus
05 - Só Bicho





Nick Lera - Nick Lera (2009)













01 - Nick Lera
02 - Gata em Fuga
03 - Mesmo Assim (Pista)
04 - Outro Lugar
05 - Pílulas Coloridas
06 - O Que Eu Posso Fazer
07 - Cartas Marcadas
08 - Pra Gostar de Você
09 - Sinal Vermelho
10 - Rascunhos e Anotações
11 - Pode Falar de Mim





Bebeto Alves - Devoragem (2008)












01 - O Demolidor
02 - Periferia
03 - Liquido
04 - Tchau
05 - Se Eu Soubesse
06 - Devim
07 - Pedra Pedrinha
08 - Devoragem
09 - Globalización
10 - Why?
11 - Naval
12 - Osseva

Julio Reny - Lá vem o velho caubói




Ícone do rock gaúcho, o cantor e compositor Júlio Reny comemora seus 50 anos com show hoje e domingo.

Não vai ser um show, vai ser uma cantoria com os amigos. Quem avisa é o dono da festa, o compositor, cantor, colorado e agitador Júlio Reny – meio século de vida completados hoje.

A partir das 21h, o autor de Amor e Morte estará como gosta no Café Verde (Avenida Benjamin Constant, 1.385): sem microfone, com o violão na mão e a cerveja e o cigarro no balcão, como faziam os antigos poetas. No domingo, Reny estará no Espaço Du Font (Rua Voluntários da Pátria, 4.069), em um show homenagem a Roberto Carlos. As duas apresentações têm entrada franca.

De certa forma, o espírito do show de hoje vai viajar até uma longínqua noite de 1979, quando a Faculdade de Medicina da UFRGS recebeu a primeira apresentação para valer do então novo compositor, que começava ali a cumprir uma etapa importante para os novatos da época: o circuito das faculdades. Nei Lisboa, que estava no olho da furacão naquele final de década, relembra:

– A gente fazia, dentro da universidade, muitos pequenos shows. Tínhamos que ter uma estruturinha para isso. A iluminação era feita com latas de leite Ninho.

Graças às dicas de Nei, o show de estreia de Reny contou com tudo a que tinha direito, incluindo a revolucionária técnica de iluminação.

– A luz funcionava, por incrível que pareça. Me lembro de ver umas 20 pessoas na plateia, de sair uma nota no jornal e tudo. Cumpri o ritual – conta Reny.

A partir daí, viriam 30 anos resumidos em nove discos – o mais recente deles, A Primavera do Gato Amarelo, lançado em um 2008 conturbado no plano pessoal. O fim do casamento, conta Reny, é a atmosfera que envolve sua produção musical atual. O tempo é de busca por uma nova sonoridade, por uma nova temática.

– O disco que estou preparando vai pegar só minha nova vida, depois que a família foi embora. Não vai ter nada de antes. Em termos de som, ainda estou procurando o que quero. Tenho ouvido muita coisa na noite. Estou sempre aprendendo.

Embora tenha construído sua carreira sobre alguns pilares perenes e imutáveis, como Lou Reed e Dire Straits, a busca por novas influências, que Reny usa agora como método para se reinventar, é técnica antiga desenvolvida pelo compositor. Garimpar novos artistas chegou a ser trabalho sério no final dos anos 1980.

– Na Rádio Ipanema, o Júlio tinha um programa e, ao mesmo tempo, era o cara que cuidava das bandas novas – conta o radialista Mauro Borba. – Era quem ouvia o que chegava na rádio, naquela época de muita efervescência, do auge do rock gaúcho.

O caubói (Reny foi um dos fundadores da banda Cowboys Espirituais) elege o final dos anos 1980 como uma das épocas mais interessantes de sua trajetória:

– Gosto daquela agitação que havia. Eu trabalhava na rádio e tinha o Expresso Oriente. A banda era bem cotada, a gente viajava todo fim de semana. Vivia na rádio pesquisando na discoteca e viajando.

Quem fala de Júlio Reny invariavelmente acaba identificando dois dele: o músico e compositor talentoso e o agregador. Ficou famosa a garagem de Reny na velha casa da Santana, por onde passaram TNT, Replicantes e tantos outros grupos.

– Na garagem do Júlio sempre tinha alguém tocando. Além das suas músicas, ele sempre teve essa ligação com as bandas, sempre esteve próximo a vários artistas. As pessoas viam nele um cara de referência, que dava ideias. E esse pessoal acabou fazendo até mais sucesso que ele – analisa Mauro Borba.

Outro cinquentão deste verão, Nei Lisboa não tem dúvida de que o que garantiu a Reny a imagem de lenda do rock da província não foi apenas o talento de compositor:

– Ele é uma figura tímida, mas tem desenvoltura para passar aos músicos o que quer. Sempre foi um personagem muito querido, fácil de se encantar.

Com tantos amigos, ficou difícil para o caubói deixar a data passar em branco.

– Eu ia fazer bem quietinho, mas daí umas pessoas neófitas começaram a me motivar. Então resolvi comemorar. É uma vez só na vida. É meio século – conta Reny.

GABRIEL BRUST - Zero Hora - 27/02/09

Julio Reny - A Primavera do Gato Amarelo



O show de lançamento do CD "A Primavera do Gato Amarelo", com Julio Reny e Os Irish Boys e convidados está marcado para o dia 30 de outubro, quinta-feira, no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre, às 22h (Andradas, 736; 6° Andar).

Ingressos à R$ 15,00
CD à venda R$ 15,00

Julio estará, depois do show, a disposição dos amigos para autografar o novo álbum e conversar sobre os seus planos e novos desafios na carreira.

Julio estréia nesta quarta-feira, dia 22, na mini-série "Mais do Mesmo" no site da Ipanema FM, onde reinterpreta a si mesmo, com grande elenco, fazendo o rocker "Julius".

Dia 2 de novembro, Reny e sua banda, em versão acústica, estarão no festival de 25 anos da Ipanema FM, no anfiteatro Pôr-do-Sol, em Porto Alegre.

Dia 6 de novembro, Reny e Os Irish Boys se apresentam no Abbey Road de Novo Hamburgo, lançando o novo álbum e as suas novas canções.

E sexta, 14 de novembro, o cantor e compositor fará show solo e sessão de autógrafos em Caxias do Sul, no Berlin Pub.


RESENHA:


A Última Primavera

Júlio Reny, um dos grandes nomes do que se convencionou chamar de rock gaúcho, está morrendo. O cantor deve agonizar por mais um ano, tempo em que pretende divulgar seu novo disco, A Primavera do Gato Amarelo. Ao final, um novo artista surgirá no mesmo Júlio Reny. Mas ele não sabe exatamente qual.

Suando, tremendo, entre um cigarro e outro, ainda vítima da adrenalina do programa de televisão ao vivo que acabara de participar, na terça-feira, o cantor confidencia que o disco que será lançado hoje, às 20h, no Teatro Bruno Kiefer (confira detalhes no Guia hagah), não reflete seu momento pessoal. A Primavera do Gato Amarelo é o nono álbum de sua carreira (incluindo três com os Cowboys Espirituais) e o segundo de inéditas desde 2003, quando lançou a coletânea A Caminhada de Júlio Reny. Em 2006, veio Diários da Chuva. A Primavera do Gato Amarelo foi composto na mesma leva. É um apanhado de canções “solares”, como ele define. Mas, na vida pessoal, Reny enfrenta uma tempestade, um drama recente que está se refletindo nas suas atuais composições e que só virá à tona num próximo trabalho, ainda sem previsão de lançamento.

– Estou vivendo uma vida de Mad Max. Acordo todas as manhãs tentando esquecer que um dia tive uma família – desabafa Reny.

Uma fase de Odair José

A Primavera do Gato Amarelo foi gravado em meio a um doloroso divórcio. O fim do casamento de 10 anos e a distância da filha de nove anos – permeados por brigas “de amor e morte” – atormentaram o compositor ao longo dos oito meses de gravação. O resultado foi, ainda sim, um disco disfarçadamente pop e alegre. As 14 faixas, por Thomas Dreher (Ultramen e Júpiter Maçã), contaram com participação de mais de 20 convidados, entre eles Arthur de Faria, Humberto Gessinger e King Jim. As influências, conta Reny, continuam as mesmas.

– Queria soar como os LPs do Roberto Carlos nos anos 70. Tudo era bom naquela década, até mesmo o brega. A primeira faixa do disco, por exemplo, é puro Odair José.

Nesta, O Segundo Fim, Reny canta: “Sou uma canção triste do Roberto / Se você não voltar, não serei mais o mesmo / O brilho dos meus olhos morreu / O sorriso dos meus lábios desapareceu.” O momento de Reny, turbulento e de transição, aos 49 anos, parece tirado, de fato, de uma letra de Odair José:

– Estou vivendo como um poeta, compondo pela noite, em boate de strip-tease.

Ainda assim, o cantor olha o futuro com otimismo.

– Um amigo me disse que estou cantando mais alto, parece que estou botando para fora. Agora quero apenas minha carreira solo. Quero reforçar essa coisa do Johnny Cash dos trópicos.

E se autodesafia, confiante na nova fase que planeja para o ano que vem:

– Vou trocar o violão pela guitarra. Vou me repaginar.

Terá o apoio incondicional do companheiro Floopy, o tal gato amarelo, que segue tomando sol na janela de casa.

Gabriel Brust - Zero Hora - 30/10/08

Grandes Discos do Rock Gaúcho 13

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13... Esse número vale ouro, pelo menos para o caduco do Zagallo... Hehehehe... Bom não sei se o "13" tem algo além de vir após o 12, mas está aí a décima terceira parte da saga gaudéria, bastante dedicada a antigas e novas coletâneas do Rock Gaúcho, algumas clássicas e outras rarissímas, e outras nem tanto, mas nelas se pode ter boa "amostra" do que rolou e ainda rola pelos pagos do sul... Divirta-se:

Julio Reny - Diários da Chuva

Começamos com o mestre Julio Reny, que retoma sua veia de compositor rebelde, com um álbum conceitual sobre as visões de um homem de meia-idade. "Diários da Chuva" (Plus Records). Reny utilizou mais de 300 horas de estúdio e 20 músicos para realizar o que ele próprio define como a “continuação adulta”, 23 anos depois, de “Último Verão”, disco considerado por Carlos Eduardo Miranda um dos mais importantes já gravados no rock brasileiro.

A canção “Casaco de Lã”, parceria com Frank Jorge, dá uma boa idéia do que Julio Reny é capaz. “Estou procurando alguém / Com quem eu possa conversar / E caminhar de mãos dadas pelos parques vazios / Estou procurando alguém / Para quem um simples beijo / Já seja o grande desejo em dias de frio / Alguém com quem eu possa brincar / Com ternura em seu casaco de lã”.

Julio é considerado um dos precursores do rock gaúcho, e vem marcando a cena sulista com sua poesia e estilo particular de composição, desde o disco “underground” “Último Verão”, de 1983. Naquela década, por sua banda Expresso Oriente passaram músicos como Frank Jorge, Edu K e Jimi Joe. No final dos anos 90, o compositor reapareceu sob a capa de “country man” com os Cowboys Espirituais, e ao lado de Márcio Petracco (ex-TNT) obteve vários o sucessos, entre eles “Jovem Cowboy”.

Reny também desenvolveu trabalhos paralelos à sua carreira solo (“Histórias do Rock Gaúcho” selo Cultpar/Universal) e lançou a coletânea de demo-tapes “A Caminhada de Julio Reny” (Plus Records).

Cláudio Alcântara


Os Daltons - Daltons Collection

O luar ilumina e protege a estrada do bando. Levam na bagagem a sua devoção pela religião chamada Rock’n’Roll, que vem da junção de crenças como o Country e o Blues. Um verdadeiro tiroteio no bom estilo Western. Em seus shows, louvores aos Mestres é uma questão de honra.

Nos saloons por onde passam deixam marcas de uma noite que lembram os bons filmes de Faroeste. Fazendo qualquer Cowboy atirar o chapéu para cima e dançar até perder o salto de suas botas. Noites incrementadas com divertidas e interessantes histórias de sua estrada e de seus Mestres.

Realizam essas noitadas percorrendo o interior do Velho Sul. Mas quando bate a saudade nos metropolitanos, armam saques rápidos em saloons da Capital, para saciar a sede desses Rockers por um bom espetáculo. E para matar suas próprias saudades de tocar em casa. Junto aos muchachos e muchachas. Que volta e meia se jogam como forasteiros pelo interior a fora, para ver e sentir o poder que tem esses cavaleiros com suas guitarras rápidas e seus vocais certeiros.

Cuidado. Não são apenas mais uma banda de Rock & Roll. Aliás, eles não são uma banda: são um bando. Hoje eles são: William Dalton (Baixo/Violão/Voz), Big Phil Daltons (Guitar/Violão/Voz), Titto Moralez Dalton (Guitar/Violão/Voz), Eddie Dalton (Bateria), o mais novo integrante. Na ordem, os nomes verdadeiros são: Wolney Campos, Filipe Maia, Márcio Moraes e Dudu Guedes.

Os Daltons nasceram e se criaram na fronteira musical do rock com o country & blues. Conhecem como ninguém o poder de fogo da mistura de anos de audição do bom rock & roll com o estilo chucro e largado de viver nestas terras sulistas.

Eles não fazem covers. Saqueiam o Fort Knox do pop e transformaram as canções favoritas de seus heróis como Bob Dylan, Willie Nelson, Elvis Presley, Roy Orbison, Robert Johnson, Neil Young, Lou Reed, The Band, Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival e muitos outros em novas páginas musicais relidas com os únicos olhos e ouvidos possíveis: os olhos e ouvidos do presente. No Passado já passaram pelo bando

Tudo começou quando o lendário James Dalton (Jimi Joe), desistiu de lutar na guerra fraticida entre o Norte e o Sul, viu que era uma briga inútil e perdida. Voltou ao lar com um único objetivo: reunir os irmãos e agitar os saloons do Velho Sul com suas guitarras mortíferas carregadas de canções irretocáveis. Uma guerra onde todos saem vencedores: a banda (ou bando) e o público!

De lá pra cá, muitos irmãos entraram e saíram do Bando fazendo com que a história não se apagasse. Irmãos que deixaram sua energia junto com os que estão na estrada hoje. São Eles: Alex Birck Dalton (Alexandre Birck - Graforréia Xilarmônica), Old Man River (Renato Velho - Trem 27), Pancho Rodriguez Dalton (Rodrigo Chagas), Daniel Daltons (Daniel Mossman - Acústicos & Valvulados/Pata de Elefante), Paul Dalton (Paulo Zanol), Grett Dalton (Vilson Picco), Gabriel Dalton (Gabriel Guedes - Garotos da Rua/Pata de Elefante), Mark McCoy (Márcio Petracco - Trem27/Cowboys Espirituais/TNT), Chris Dalton (Cristiano Varisco), Patric Dalton (Marcelo Gross - Cachorro Grande), Rufus Daniels (Carlos Magno), Julius Dalton (Julio Reni - Cowboys Espirituais) e Rodriguez Morricone (Sérgio Bolada). É por essas e muitas outras, que Os Daltons tem uma energia contagiante e que conquistam públicos diversos por onde passam.

Na verdade, Os Daltons são uma ficção baseada nos filmes de faroeste, criada em duas horas num bar do bairro Cidade Baixa em Porto Alegre por Jimi Joe, Wolney Campos, Cristiano Varisco e Julio Reny em julho de 1994. Nessa época, todos trabalhavam na rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. Antes deste acontecimento, no ano de 93, juntaram-se com o pessoal da rádio para a tentativa de formar uma banda chamada Folharada Blues Band. Uma brincadeira que tinha como objetivo comemorar os 10 anos da rádio.

Veja aqui a história dos fugitivos...


Comunidade Nin-Jitsu - Atividade na Laje

A Comunidade Nin-Jitsu surgiu em 1995, como resultado de uma brincadeira de amigos que começaram a compor falando da sua própria galera, brincando com suas próprias gírias e misturando os estilos de música que mais gostavam. O dia 7 de julho de 1995 foi a data do primeiro show no Garagem Hermética.

A inovação na sonoridade que mistura hip hop, funk, reggae com batidas eletrônicas e guitarras de rock pesado surpreendeu e o conteúdo criativo e irônico das letras conquistou o público.

Em 1997, com o sucesso de "Detetive", a banda gravou o primeiro clipe, que resultou em Clip de Ouro no MTV Video Music Brasil (VMB) 97 na categoria melhor demo-clip. Em agosto de 2001, a banda faturou seu segundo Clip de Ouro, no VMB, vencendo a categoria "melhor website de banda / artista".

O sexto disco da banda foi batizado de “Atividade na Laje” e traz 13 músicas, inclusive “Sem Vacilar”, o cd traz nas músicas a mesma mistura das guitarras do Rock com batidas eletrônicas e de Funk, como pode ser conferido em “Chuva nas Calcinha”.


Taxi Free - Selvagem

Durante toda a existência do Rock, fomos testemunhas da aparição de alguns fenômenos da música internacional. Com certeza surgiram também aqueles que quebraram protocolos: os chamados “Power Trios”, que detonaram em palcos do mundo todo, dando uma nova expressão ao Rock n' Roll. Jimi Hendrix, Johnny Winter, Stevie Ray Vaughan e Jeff Healey são alguns exemplos deste estilo que se espalhou e influenciou culturas.

Agora a história se repete com a banda Taxi Free, que está na estrada lutando para “levantar esta bandeira”, mostrando toda a força e criatividade de suas canções. Hermes Fontana, Giovani Free e Alexandre França são três amantes do Rock n' Blues. Em seus shows, além de suas composições próprias, podemos apreciar clássicos de Rolling Stones, Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, The Allman Brothers Band, Creedence entre outros.

Atualmente a Taxi Free está trabalhando seu primeiro Cd, intitulado “Selvagem”. O álbum vem recheado de onze canções no estilo do bom e velho Rock 'n' Blues, com muitos riffs "stoneanos". Este material mostra que o Rock continua muito vivo e vem para consquistar os apreciadores do Rock ‘n’ Blues.



Vários - Circuito de Rock Serra Gaúcha

Iniciado em 2002, o Circuito de Rock Serra Gaúcha tem como objetivo valorizar talentos jovens em suas composições e interpretações musicais. Realizado pela RBS TV, tem etapas classificatórias realizadas em várias cidades da serra gaúcha. O festival de 2004 teve em seu CD lançado pela Acit/Antídoto as seis bandas vencedoras do circuito: Little John Band, Alex Rech, Nomades, Doce Excesso, Quarto de Rock e Contra Golpe.

Destacou-se nessa coletânea o guitarrista Alex Rech que desenvolve seu trabalho solo e autoral desde o ano de 2003 participando de programas de rádio, TV e jornais na divulgação de sua obra lítero-musical.

Foi guitarrista e vocalista de diversas bandas locais como: T-Rox, Sonic e Jack Butler, participando de diversos concursos para bandas de composição própria, chegando a classificar sua banda Catarse entre mais de 4.000 inscritos no concurso nacional KaiserMusic. No ano de 2004 estreou sua banda solo na Festa Nacional da Uva, abrindo o show da banda Titãs.

Em 2005 foi contemplado pelo Fundo Pró-Cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul para gravar seu 1º CD Alex Rech "Caçadores de Emoção" com 13 canções de sua própria autoria. Com um estilo Rock, o artista desenvolve uma proposta musical com letras que abordam temas como amor, política e filosofia.


Vários - Coletânea Rock Bandas Gaúchas

Gravado em outubro de 2007 e lançado em 2008 o CD Coletânea Rock – Bandas Gaúchas. O projeto é uma iniciativa do Portal Bandas Gaúchas juntamente com a Gravadora ACIT, lançado pelo selo mais conceituado de rock no Rio Grande do Sul: a Antídoto.
As novas caras da música gaúcha fundamentam este CD que chega ao mercado conquistando espaço pela grande qualidade e pela representatividade do futuro musical do Estado. estão representados por 15 bandas dos mais variados estilos, mas todas refletem o frescor e a renovação constante na efevecente cena gaúcha.


Off The Wall - Freestyle

A banda de "Surf Music" Off The Wall foi fundada em março de 1990 por Manglio Bertolucci (guitarra e vocal), Celso Mendonça (baixo) e Régis Dubin (bateria). O grupo começou quando Manglio voltou da Califórnia e juntou-se com seu velho colega de aula, Celso Mendonça. Começaram a rolar um som, e chamaram para ensaiar com eles, o baterista Régis Dubin, amigo e vizinho de bairro. Manglio começou compondo o repertório durante sua viagem, o qual foi arranjado pelo trio e transformado em "surf rock".

Com essa formação, a OTW fez sua estréia com dois shows no feriado de 7 de setembro de 1990, no circuito de inverno A.P.S. de surf em Atlântida. Logo após o evento, o tecladista Cau Netto entra para a banda, participando das primeiras gravações e compondo a formação para o show de lançamento do grupo no extinto Porto de Elis, o qual foi o maior sucesso e fez com que a música "Hawaiian Dream" começasse a rolar nas rádios Ipanema FM e Felusp (atual Pop Rock) . Na sequência, gravaram uma versão surf de "Valentina" (Jack Green), música que era desconhecida até então. Com ela, estouraram de vez, e passaram a ficar conhecidos além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Com isso, entra para banda em setembro de 91, o guitarrista Paulo Supekóvia, acrescentando grande estilo na performance de palco.

Em janeiro de 1992, foi lançado pelo selo tinitus, o primeiro disco da OTW: "Hawaiian Dream", em vinil. Com o LP na roda, a banda além dos habituais shows pelo interior e litoral do RGS, começou a participar de grandes eventos e shows coletivos de grande porte. Tocaram no aniversário da Atlantida FM, na usina do gazômetro e da Rádio Cidade, no Petrópole Tênis Club, abertura dos shows dos Titãs e dos australianos do Spy vs. Spy no gigantinho em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e fizeram shows em São Paulo, Curitiba e Florianópolis. A OTW também participou de programas de televisão em rede nacional como o Programa Livre do SBT e Esporte Espetacular da Rede Globo.

Em outubro de 1994 a OTW lança o CD "Freestyle". Ainda hoje, as músicas da Off The Wall são ouvidas nas rádios de Porto Alegre e Florianópolis e fazem parte das cortinas musicais de programas como o VideoShow, Esporte Espetacular e Sport TV. O Off The Wall terminou em 1996. A volta à estrada está fora de cogitação para o grupo, mas não se descarta a possibilidade de shows "revivals" no futuro. Também participaram da Off The Wall, o tecladista Edson Bernd (out/94 a abril/95), O baterista Piquet (de fev 95 a julho de 95), o baterista Rafa Moreira (julho/96) e os guitarristas Marcelo Santos e Vinícius Silveira em paticipações substituindo o guitarrista Paulo Supekóvia.


Vários - Safra Capilé

Tão perto e tão longe. Assim pode ser descrita a cena de rock de São Leopoldo. Tão perto de Porto Alegre e tão longe de outras capitais, desde os anos 70 gerações de roqueiros vêm trabalhando para chamar a atenção do som que vem do Vale dos Sinos.

Pois esta distância começou a ser encurtada com o lançamento da coletânea "Safra Capilé" pela gravadora Plus Records. Projeto executado pelo músico e produtor Cristiano Krause (Histórias do Rock Gaúcho, Julio Reny), "Safra Capilé" apresenta uma cena vibrante, que aponta São Leopoldo como um pólo de rock sulista.

A coletânea começa com Paulo Pink, o decano do CD, músico e poeta outsider da cidade, com "Janela Marginal". A seguir, a nova geração mostra suas armas, emulando novas influências com Gato de Botas, Projeto Stereo e a new-MPB de Fernanda Krüger Trio. Passando a bola para os quase veteranos da cena, com o baixista Cláudio Nilson e Azambujas Blues Band, na excelente "Por um Triz", Los Paranóias, Anna O!! (esta com produção do ícone do rock gaúcho Julio Reny), o instrumental da banda Teia e a legendária Banda Thule, com "Paraíso".

A coletânea conta ainda com as bandas Rocka Rolla, Sniby, Bleff, Altogiros, Dextes e Léo Versátil, com a surpreendente "Anos 70”". Há 21 anos que São Leopoldo não contava com um projeto como este, o último foi na era do vinil, "Diga-Diga de Artes", de 1985.

Plus Records


Duca Leindecker - Duca Leindecker

Duca Leindecker nasceu em 05 de abril de 1970 em Porto Alegre. Músico, começou a tocar aos 11 anos de idade. Desde então, construiu uma sólida carreira como instrumentista, compositor, produtor, cantor, escritor e, mais recentemente, como compositor de trilhas sonoras. No início dos anos 90 chamou atenção do grande Bob Dylan com o qual viajou pelo Brasil. Como guitarrista foi escolhido o melhor guitarrista do ano pela critica especializada por três temporadas consecutivas, ganhou três troféus Açorianos de música e seu primeiro livro alcançou o terceiro lugar no hanking dos livros mais vendidos da 49 feira do livro de Porto Alegre (ficção).Em sua estréia no "vinil", nos brindou com o excelente álbum homônimo "Duca Leindecker" lançado em 1988 pela Gravadora Acit, em que mostrava aos brazucas sua intimidade com a técnica de two-hands, estilo consagrado pelo lendário Stanley Jordan. Ao longo de sua carreira, além de capitanear a Cidadão Quem, já participou como guitarrista da Bandaliera nos anos 80, tocou e produziu os discos de Fughetti Luz, Monica Tomazi, Nei Matogrosso, Nei van Sória, entre outros. Agora se prepara para em breve sair a estrada com Humberto Gessinger na nova banda "Pouca Vogal".


Vários - Porto Alegre Rock

E fechamos a coleção com mais uma coletânea na saga do rock gaúcho, essa histórica e muito rara, lançada em 1985 pela Musi'Sul Records em parceria com a gravadora Pialo "Porto Alegre Rock" continha músicas de Fughetti Luz, o "carimbador maluco" do rock dos pampas, Byzzarro (remanescente dos anos 70), Vôo Livre, Astaroth, Bandaliera, Pupilas Dilatadas, Sodoma, Lionel Gomes e V-2.

Nessa época em Porto Alegre predominavam as danceterias. Esses lugares tinham a missão de divulgar a já crescente cena local. Era aí onde os guris iam para "agarrar" as gurias e de quebra curtir o rock'n'roll. Nomes como Taj Mahal , B'52, Crocodilos, Kafka Bar, Theatro Mágico, Opinião, Terreira da Tribo, Escaler, entre outros, valorizavam o som feito abaixo do paralelo 30...


É isso então, comenta, baixa e escuta...


Julio Reny - Diários da Chuva (2006)














01 - Chove no Sul
02 - Culpado
03 - Rainha das Ruas
04 - O Espião Frio
05 - Nenhum Lugar Para Esquecer
06 - As Pérolas E O Perdão
07 - Casaco de Lã
08 - Heróis na Chuva
09 - Fortaleza da Solidão
10 – Como Um Alien
11 – Antes Que A Chuva Caia





Os Daltons - Daltons Collection (2008)













01 - Blue Suede Shoes
02 - Honk Tonk Woman
03 - San Francisco
04 - Rock'n Roll Is King
05 - Sleepwalk
06 - Little Less Conversation
07 - On The Road Again
08 - Suspicious Mind
09 - One Silver Dollar / Canción Del Mariachi
10 - Great Balls On Fire
11 - Me And Bobby McGee
12 - Misirlou
13 - Jailbreak
14 - Achy Breaky Heart
15 - Summertime Blues
16 - Mercedes Benz
17 - Honk Tonk Woman (acústico)
18 - Madrecita
19 - Assim Eu Ando ... (bonus track)





Comunidade Nin-Jitsu - Atividade na Laje (2008)













01 - Sem Vacilar
02 - Ela tá Pagando Mico
03 - Chuva nas Calcinha
04 - Atividade na Laje
05 - Mais Pressão
06 - Funkstein
07 - Usa Abusa
08 - Minha Mulher
09 - Funk da Paz
10 - Funk Filosofal
11 - Barraco Armado
12 - Tecla Sap
13 - Tá Demais
14 - Sem Vacilar (The Touch Remix)





Taxi Free - Selvagem (2006)













01 - Mr. Blues
02 - Minha Chance
03 - Mary
04 - Rock Blues Man
05 - Taxi Free
06 - Nos Embalos de Roll
07 - Procure Por Mim
08 - Purple Blues
09 - Pra Lembrar Você
10 - Seja Você
11 - 24 Street





Vários - Circuito Serra Gaúcha (2004)













01 - Venha Dançar
02 - Estrada Norte
03 - Fuca Verde
04 - A Vida É Assim
05 - Telepatia
06 - Vertigens
07 - Busca
08 - Maria Gasolina
09 - Garota Universitária
10 - Para Não Dizer Que Falei Só de Amor
11 - Sabe
12 - Nunca Me Deixe Esperar
13 - Tente Descobrir
14 - Tá Tudo Errado





Vários - Coletânea Rock Bandas Gaúchas (2008)












01 - Dois Corpos - CALIBRE
02 - A Cada Despedida - PENTAGRAMA
03 - Solte-me - ATA
04 - Guia do Acaso - LEE JHONES
05 - Água na Boca - PF2
06 - Garota dos Meus Sonhos - ÁREA RESTRITA
07 - A Senda - MUG
08 - Porque - STAGNA
09 - Ego - DUAHLEN
10 - Cada Vez Mais - IN VERSO
11 - Não Mais Os Mesmos - CULPADOS INOCENTES
12 - Garota Promíscua - TAPETE PERSA
13 - Desafio Ao Mundo - KING SIZE
14 - Respostas - EXQUADRO
15 - Avenidas - CSD





Off The Wall - Freestyle (1994)













01 - Black Trunk
02 - Pizza to Go
03 - You don't have to break it
04 - Pakalolo Hash Buds
05 - Freestyle
06 - Let the Wheels
07 - Hey You
08 - Vibration
09 - Summer, Party, Chicks
10 - Valentina
11 - Thinking Tonight
12 - Hawaiian Dream
13 - Sky to Hell





Vários - Safra Capilé (2006)













01 - Janela Marginal
02 - O Cara do Sul
03 - Tarde
04 - Assim
05 - Por Um Triz
06 - Não Há Gatos no Canil
07 - Lobo Solitário
08 - Na teia da Aranha
09 - Paraíso
10 - Arranha Céu
11 - Meu Vicio
12 - Clássico Paranormal
13 - Anos 70
14 - Minhas Lembranças
15 - Ao Mesmo Tempo





Duca Leindecker - Duca Leindecker (1988)













01 - Da Vida Uma Emoção
02 - Quebradas
03 - Se Ficar Sozinho
04 - Clicket
05 - Estações
06 - 1988
07 - Por Si Mesma
08 - Ventos
09 - Alquimia





Vários - Porto Alegre Rock (1985)














00 - Abertura Fughetti Luz
01 - Dia de Rock - Lionel Gomes
02 - Relâmpagos do Progresso - Byzarro
03 - Tempo Futuro - Vôo Livre
04 - Novas Pulsações - Bandaliera
05 - O Alienado - Astaroth
06 - Buscando A Eternidade - Sodoma
07 - Anarquia - V2
08 - Planeta Estranho - Pupilas Dilatadas





>>>>>> Dedicado a Marcio "Fada Verde" Gerhardt, pelos discos e a parceria....

 
RamonR