Identidade - Antiguidades x Modernidades


“ANTIGUIDADES X MODERNIDADES” é o nome do terceiro álbum da banda IDENTIDADE. A banda que tem 10 anos de estrada e já rodou por todo o Brasil, figura entre as novas sensações do rock nacional. O grupo que já se apresentou em grandes Festivais do Brasil - Bananada (Goiás, 2008) Planeta Atlântida ( 2003, 2007, 2008, 2009) , Aniversario de 10 anos da Radio Pop Rock ( 2007 ) Aniversario 25 anos radio Ipanema ( 2008), Coca Cola PARC (2009) – Chega agora com um trabalho pra consolidar a carreia da banda. O álbum, apesar de caracterizar no próprio nome as influências da banda, que segundo Lucas Hanke, guitarrista, vão de Elvis a Kings of Leon, é o primeiro em que os músicos conseguiram fugir um pouco de um som que estampe tanto as influências, explorando vários elementos como naipe de metais, percussões ousadas, pianos e muitos riffs de guitarras. A sua formação atual é Lucas Hanke - guitarra, Eduardo Dolzan - bateria, Fernando Dametto - Baixo e Evandro Bitt vocal.

Depois de pouco mais de dois anos de espera após o lançamento de Jogo Sujo, o terceiro disco da Identidade saiu no primeiro semestre de 2009. Alcançaram algo mais próximo da cara da Identidade, de acordo com a percepção do próprio Lucas. “Gostamos de todos os heróis do rock assim como de bandas contemporâneas. Sempre fomos ligados nisso, um pé no passado outro no futuro. Mas este disco na verdade é Identidade, tipo nossa música, conseguimos chegar neste ponto que não é isto nem aquilo, é simplesmente Identidade”.

As letras em Antiguidades x Modernidades continuam falando de assuntos comuns no Rock n' Roll: amores, diversão, histórias de pessoas, cotidiano. Porém com algumas diferenças em comparação com os CD's anteriores. “No primeiro álbum éramos garotos com os hormônios estourando, compomos o Identidade Zero (2002, Stop Records) quanto tínhamos 16/17 anos, então tinha aquela parte ingênua do rock tanto de letras quanto de arranjos. Já com Jogo Sujo (2006, Good Music) começamos a mostrar mais a nossa “Identidade”, ainda tem algumas canções ingênuas, mas a maioria do disco já tem a nossa cara e o rumo que começamos a tomar”, recorda o guitarrista.Invariavelmente, como acontece com a maioria das bandas, o amadurecimento dos músicos reflete nas novas canções.

É um processo que Lucas considera importante e natural para bandas que pretendem se firmar. Ele mesmo relembra que Beatles e Stones traçaram um começo semelhante e foram amadurecendo aos poucos. Lucas acredita que neste disco a banda está muito mais madura e este é o maior diferencial de Antiguidaes x Modernidades. “Bom, agora o novo trabalho acho que vai ser um divisor de águas. Alguns fãs poderão torcer o nariz, mas sentimos que estamos fazendo nosso melhor disco, onde as pessoas vão sacar e dizer quando escutar as canções 'é Identidade tocando'”, enfatiza o guitarrista.

A banda segue o rumo da maioria dos músicos atualmente. Conquista fãs fidelizados através dos shows e com uma ajudinha da internet - em sites como My Space, por exemplo - sem que para isto precise se destacar na grande mídia.

Antiguidades x Modernidades é composto por dez faixas que foram gravadas no Estúdio Marquise 51, em Porto Alegre – o mesmo onde gravam Cartolas e Locomotores – e foi produzido por Ray-Z. O CD teve o lançamento junto com um documentário sobre sua gravação. Antes disso, saiu um single e um clipe da primeira música de trabalho. Quanto à expectativa da banda para a divulgação do Antiguidades x Modernidades, Lucas estima, confiante: “Esperamos tocar em todos os lugares e confirmar a Identidade como uma das bandas grandes do cenário rock. Não apenas como uma promessa”.

Texto: adaptado por Rr do original de Lisiane de Assis

Produção: Ray – Z
Gravado e mixado nos estúdios Marquise 51 por André Brasil e Davi Pacote
Masterização: Castilhos
Fotos: Roberto Hurtado
Arte: Mari Martinez
Figurino e make : Veludo Azul.
Direção executiva: Marquise51
Selo: Marquise 51

Faixas:

01 - Antiguidades X Modernidades (Eduardo Dolzan/Lucas Hanke)
02 - Não Para de Dançar (Lucas Hanke/Eduardo Dolzan)
03 - Me Leve a Estação (Lucas Hanke)
04 - Heroína de Plástico (Eduardo Dolzan/Lucas Hanke/F. Dametto)
05 - GROOVE (Eduardo Dolzan/Lucas Hanke)
06 - Pequenas Doses (Lucas Hanke/Eduardo Dolzan/F. Dametto)
07 - Só Agora eu Sei (F. Dametto/Evandro Bitt/E. Solano/Lucas Hanke)
08 - Vagabundo de Marca Maior (Lucas Hanke)
09 - Vícios (Lucas Hanke/E. Solano/F. Dametto)
10 - Dias Arrastados (Lucas Hanke)

Bebeco Garcia: O Garoto Cigano da Estrada

... Fiz esse texto que eu conto um pouco mais deste guitarrista maravilhoso que nos deixou que é Bebeco Garcia... Revisado hoje por mim e o Egisto, que corrigiu algumas informações e acrescentou outras, deixando o texto melhor! Tem uma foto alí que estamos na frente da Van que é tirada por Gustavo Alves e abaixo é do fotógrafo André Furtado!...

Frank Franklin


Já não é novidade para quem conhece e aprecia o bom e não tão velho assim rock’n’roll que infelizmente Bebeco Garcia faleceu ás 23 horas do dia dezenove de maio, em uma quarta feira, em um hospital particular de Porto Alegre. Resolvi escrever este texto para homenagear a este amigo que partiu cedo (é minha terceira matéria sobre ele fora a entrevista que fiz para a edição número um do programa de TV Portoblues, que não existe em arquivo), aos 56 anos, mas que mesmo assim deixou uma grande e maravilhosa obra musical.

São doze discos de uma música a qual só ele sabia a fórmula, pois só ele compunha e tocava daquele jeito. Se você prestar bem atenção, vai ver alguns floreios invertidos na guitarra. Vai notar sua pegada consistente (principalmente ao vivo), o som agressivo de suas Fender Telecaster, o som gordo das Gibson Flyng V e Thunderbird (também usou várias Stratocaster), e a técnica apuradíssima de seu lap steel (a popular guitarra havaiana, a qual tinha a rara habilidade de tocar em pé).

Vai degustar as belas letras, sempre em português claro e direto. Notará também a ausência de acordes em certas linhas de guitarra, e vai deparar com um roqueiro de visual classudo, pra lá de stoneano, e tudo mais o que tornou José Francisco Mello Garcia, Bebeco Garcia, o chefe, mais que um ídolo, uma referência para um monte de outros garotos de outras ruas de todo o país.


A FASE GAROTOS DA RUA: APARECE O FRONTMAN

Eu devia ter uns treze ou quatorze anos quando vi pela primeira vez aqueles caras, todos devidamente cabeludos e vestidos desleixadamente por gosto, tocando na SABA, na praia de Atlântida, litoral norte do RS, um verdadeiro acontecimento naquele verão. O show era junto com o Taranatiriça, que fazia um rock maravilhoso também, mas digamos assim, um pouco mais acelerado. Aquela tarde me marcou, foi meu primeiro show, aquela coisa toda de guri...já virei fã direto, era uma época em que quem sabia uma música do tal de rock gaúcho era um E.T. , e eu já me iniciei com rock verdadeiro. Ali estavam artistas de verdade, na minha frente, suando e fazendo rock de pau duro, como diria uma amiga do chefe e de meio mundo do rock gaucho, a nossa produtora artística Cida Pimentel, criadora desta feliz analogia.

Explico. Os Garotos da Rua, a banda da qual Bebeco era líder, foi o fundador e principal compositor, era foda! Uma puta banda de rock. Os Garotos da Rua (reza a lenda que antes de uma apresentação, quando alguém perguntou durante as primeiras reuniões -“que banda é essa ?” alguém respondeu: - “são os garotos da Rua Carlos Drummond de Andrade !”) originais surgidos em 1983 eram Bebeco, Edinho Galhardi (bateria) e Mitch Marini. Meses mais tarde entrou Ricardo Cordeiro, o King Jim (sax) e posteriormente Geraldo Freitas no baixo e um aluno de Bebeco, Justino Vasconcelos (guitarra).Desde o início a banda teve o apoio do letrista Carlos Caramez, parceiro de Bebeco em muitos hits. Era quase um sexto integrante.


Antes da formação da banda, Bebeco chegou várias vezes a fazer um som com Bixo da Seda, participar das Rodas de Som e gravar demos com Carlinhos Hartlieb, entrando na então ainda insípida cena musical portoalegrense. Bebeco gravou também no disco do Saracura. Como nasceu e cresceu sua adolescência na cidade portuária de Rio Grande, a mais antiga cidade do Rio Grande do Sul, provavelmente tenha conseguido bons discos de rock através das indas e vindas dos navios. Provavelmente em Porto Alegre não havia um guitarrista interessado em rock que tivesse os mesmos vinis que ele.

Poucos anos antes do contrato com a gravadora Plug BMG, que lança a coletânea histórica Rock Grande do Sul, na qual os Garotos da Rua participaram juntamente com os Engenheiros do Hawaii, TNT, Replicantes e DeFalla, a banda tocava quase diariamente no bar Rocket 88, no bairro Menino deus, o qual Carlos Weynrausch, o Mutuca, tinha inaugurado no início dos anos oitenta. Nesta coletânea, os Garotos foram lançados com as faixas Sozinho Outra Vez e Tô de Saco Cheio (Lá Em Casa Continuam Os Mesmos Problemas) *ambas parcerias Bebeco / Caramez.

Em 1984 a banda havia gravado solo pela primeira vez em um compacto as músicas Programa e Sabe o que acontece Comigo, em uma parceria da gravadora ACIT (que surgida em Caxias do Sul, se instalara nos antigos estúdios da ISAEC, em Porto Alegre. Já Rock Garagem, de 1985 que tinha dos Garotos a música Levaram Ele tornou-se um disco igualmente mitológico que hoje faz parte das discotecas básicas do rock brasileiro. Segundo palavras que o próprio Bebeco disse para este que vos escreve, Levaram Ele é sobre um maluco que apareceu para a banda querendo pagar tudo, arranjar shows milionários, emprestar os carros do pai para a banda - coisa não muito incomum no mundo do rock – e que até conseguiu seus objetivos, mas só até a família interná-lo em uma clínica psiquiátrica, para onde ele foi levado...


O primeiro disco, Garotos da Rua, emplacou Sabe o que Acontece Comigo e Você é tudo Que Eu Quero. O segundo LP, Dr.em Rock’n’Roll, trazia entre seus hits Eu Já Sei (É quando você volta / pela mesma porta !), que foi incluída como trilha do casal protagonista da novela Mandala, Jocasta (Vera Fischer) e Édipo (Felipe Camargo). A telenovela foi uma das de maior sucesso que a televisão brasileira já produziu. O disco vendeu muito, rendeu algum dinheiro para os autores das músicas do disco temático e uma projeção nacional para os Garotos da Rua. Foi neste momento que os Garotos da Rua começaram a se apresentar em rede nacional, participando do Programa do Chacrinha, Bolinha, Serginho Groissmann entre tantos outros programas da TV brasileira de grande audiência.

Os vinis Dr. em Rock’n’Roll e Não Basta Dizer Não ( que continha Meu Coração Não Suporta Mais) consolidaram a banda no mercado fonográfico brasileiro e renderam para a banda shows por todo o país. Este disco conta com a presença de Paulo Casarin (teclados). Os Garotos eram então uma das mais importantes bandas gaúchas, e estava colocada no primeiro escalão do rock nacional. Quando o estouro inicial amenizou e a banda mudou (Alemão, baixo e Cristiano Wash e King Jim como convidado), foi lançado o disco Garotos da Rua Ao Vivo, que contém uma versão clássica de Meu Coração Não Suporta Mais, que fez estrondoso sucesso na Rádio Ipanema FM (ouça no CD Ipanema FM – As 15 Mais) e virou um dos maiores clássicos do grupo. O disco ainda teve mais um grande sucesso: Acredita Em Mim.


A CARREIRA SOLO DO GUITARRISTA CIGANO

Quando Bebeco convidou Egisto Dal Santo, um de meus grandes amigos, a quem tenho grande apreço musical e afinidades no trato pessoal, para tocar baixo em sua nova banda, automaticamente tive o prazer em conhecer mais de perto Bebeco. Claro que nas primeiras vezes que eu o vi, evitei queimar o filme com encheção de saco do tipo fã mala mesmo que minha vontade fosse de encher o cara de perguntas tipo “eu fui naquele show da SABA, lembra daquele show na SABA?”. Fiquei na minha, me segurando nas primeiras vezes. Mas não demorei muito a perceber que estava diante de uma pessoa cuja humildade era proporcional ao talento.

Bebeco definitivamente não gostava de se posicionar em um altar como uma estrela intocável. Sabia que era uma referência, uma influência, um músico admirado, mas sempre se fazia acessível. Pude comprovar isto em 2002, quando pedi a ele que gravasse guitarra em uma música de meu disco A Mesma Coisa (sim, eu gravei um disco !), que saiu de modo extraoficial em 2003 sem uma grande tiragem. Para minha surpresa Quisera foi uma das músicas mais fáceis de gravar. Foi lá no estúdio do Vilson, o atual Music Box. E eu ainda cometi a gafe de querer ensinar a música para ele, que riu de mim, pediu para sacar a música em uma fita e me mandou ficar tranqüilo. No fim, a faixa Quisera saiu com a cara do Bebeco, uma guitarrinha ali sempre floreada e cheia de cor embelezando a melodia simplória de três ou quatro acordes que eu criei. Ele transformava acordes, atravessava intencionalmente o tempo, dividia os compassos de muitas maneiras.


Viajamos na van do Gustavo Alves algumas vezes juntos, incluindo uma tour pelo oeste catarinense organizada por Egisto que marcou a volta do guitarrista por aquelas plagas e foi cheia de histórias engraçadas e outras nem tanto...como a do quarto de hotel recusado por Bebeco, em Monte Carlo (não em Mônaco, né?) devido ao quarto “ter um cheiro forte de defunto”.O dono do hotel ficou puto mas trocou o quarto senão iríamos embora dali rapidinho.O chefe era assim. Exigente, minucioso com sua carreira e mandingas.

No oeste catarinense se concentra uma grande legião de fãs e Bebeco tocava em Chapecó, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Concórdia, Montecarlo e Xanxerê e outras, todos os anos, sempre lotando as casas de show. Certa vez em Joaçaba, carregando equipamentos no backstage eu tropecei em um cabo, o que foi suficiente para desligar tudo, e a banda já estava no palco para tocar. Felizmente eu ainda estava em condições de avisar os operadores da casa e o problema foi resolvido!


COMO AMIGO UM BRINCALHÃO, COMO MÚSICO EXIGENTE E MINUCIOSO

Pai de quatro filhos, brincalhão, mas nunca debochado, simples mas refinado, classudo, Bebeco vivia sua música e era apaixonado pelos seus instrumentos. Gostava também de um bom “peixinho e um vinhozinho”, como ele mesmo pedia para comer e beber em noites de show. Metódico e minucioso na arte de compor, poderia demorar meses para escrever e reescrever uma canção. E nunca tocava as músicas do mesmo modo no palco. Adepto do improviso, próprio do mais puro rock and roll, admirava e bebia na fonte caudalosa do blues e suas vertentes. Era amante do blues, de boas leituras sobre música (conheci sua coleção de Rolling Stone Edição Brasileira e da Revista POP, bíblia dos jovens brasileiros dos anos 70) e das boas guitarras. Dominava o lap steel como ninguém.

Conheci o profissional Bebeco, o cara que não deixava encostar em nenhum de seus instrumentos (a lá Jeff Beck, que ameaçou agredir um repórter mais avançadinho que em uma entrevista fez menção de tocar uma de suas strato), o guitarrista que, em viagem, não admitia ficar um minuto longe de sua sacola azul de pedais: - “Baleia, cadê a sacola azul?”. No caso, eu era o Baleia (ah, Bebeco era um grande criador de apelidos, mas aí a coisa fica cabeluda e em outra oportunidae eu conto esta parte) e a sacola azul era aquelas mochilas antigas, de colégio, de carregar nas mãos, de um nylon bagaceiro, marca Tiger, sacam? Lotada de pedais vintage e outros nem tanto...


Egisto Dal Santo, de baixista escolhido para tocar virou seu melhor amigo na música e durante onze anos, de 1998 a 2009 foi uma espécie de manager, produtor artístico e musical, arranjador e empresário de Bebeco. Bem ao seu estilo, entrou de cabeça na carreira do guitarrista e, ao seu modo, virou um superbaixista que ainda por cima fazia de tudo para que a idéia do Bando dos Ciganos fosse adiante e vingasse. Em 1997 Bebeco tinha lançado Aleluia, Aleluia, seu primeiro disco solo, um CD independente, sob a alcunha de BB & Co, um disco que apesar de trazer a mesma qualidade de sempre, não marcou muito pela fraca exposição na mídia de um artista que estava se adaptando á carreira solo, independente. Mesmo assim nas rádios malditas (leia-se Ipanema FM, em Porto Alegre, e Fluminense, no Rio de Janeiro, Aleluia, Aleluia se tornou hit.

Bebeco sempre morou em vários lugares, era um cigano (ahá, viram?), gostava da estrada ao qual se acostumou, tinha casa no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, a casa dos familiares em Rio Grande e uma espécie de QG na Rua Silveiro, no Menino Deus, Porto Alegre. E conquistou ao longo da estrada amigos que o hospedavam por todos os lugares. Atualmente morava em um apartamento na Ladeira da Conceição, em São Paulo, bem no centro da segunda maior megalópole do mundo.


A Coleção Hot 20, lançada em 1999, foi um sucesso em que a gravadora não apostava. Na verdade vendeu relativamente bem (cerca de 30 mil CDs cada banda, um bom número para a novidade deste material em CD) acabou por empurrar de volta para a cena as bandas que nela entraram, TNT, Replicantes, Engenheiros do Hawaii e De Falla, que voltaram para a estrada com o impulso. Com Bebeco não foi diferente pois as vendas da coletânea das melhores músicas dos três melhores discos dos Garotos da Rua colaboraram para que a carreira solo que se iniciava fosse melhor divulgada.

Quem nunca pôde comprar um LP dos Garotos agora tinha as melhores canções da fase band leader de Bebeco em um só CD. Foi neste momento que Bebeco, pela primeira vez produzido por Egisto Dal Santo, lançou quase que ao mesmo tempo Me Chamam Curto Circuíto, um disco pulsante e nervoso, que trazia um Bebeco renovado, a fim de assunto (como diria o grande baterista e impagável frasista Fabio Ly, que adotou acertadamente este nome descartando o Musklinho dos velhos tempos por sugestão do chefe Bebeco e influência de Egisto).

Me Chamam Curto Circuíto era um lançamento cheio de músicas contagiantes com sacadas bacanas e letras reveladoras da personalidade de Bebeco. O som do disco traz evidente a mão do produtor Egisto e a projeção sonora dos tempos dos primeiros álbuns dos Garotos da Rua, além da participação pela primeira vez do seu filho Pedro Garcia na bateria. Timbres maravilhosos e hits como A Vida é Dura Rapaz e Um Dia No Futuro e a avassaladora Me Chamam Curto Circuíto. O disco saiu pelo selo Top Cat, administrado pelo seu amigo e bluseiro Big Gilson, guitarrista da Big Allanbik, banda que marcou época no blues brasileiro.


A partir daí fazendo alguns shows mais seguidamente pela região sul do país (inclua Buenos Aires com o Teatro San Martín lotado aplaudindo de pé em um Domingo) e divulgando suas novas músicas e nova banda, agora como Bebeco Garcia & o Bando dos Ciganos, grava um disco ao vivo que certamente tem um dos melhores áudios dentre os discos de rock gravados assim no Brasil. O clima de comoção que impregnou o Teatro Bruno Kiefer naquela noite da gravação do CD Série Palco – Ao Vivo, em 2001, ficou evidenciado no registro da gravação, assim com o a brilhante performance da banda toda, que emocionou ainda mais o público resultando em um disco antológico, obrigatório, apesar da capa muito pouco criativa (disco de série) e nada a ver com a beleza do som do disco nela contido. O responsável pela operação da mesa naquela noite foi Mário Dal Santo, irmão de Egisto, igualmente fã de Bebeco e competente engenheiro de som, sempre ensinado pelo irmão mais velho.

Algum tempo depois houve uma mudança. O baterista oficial passou a ser o elegante Edinho Galhardi, o mesmo amigo e batera dos tempos dos Garotos, o Mounsier, como Bebeco fazia com que todos o chamassem. Edinho foi uma peça muito importante depois da saída de Fábio Ly do Bando dos Ciganos, mantendo o peso e a precisão de Fábio e acrescentando em entrosamento, por ter sido o baterista original dos Garotos da Rua. Fábio não teve desavenças maiores mas resolveu sair e foi tocar com Charles Master naquele momento.


Confidencial, lançado em 2003, é um disco cultuado pelos fãs, uma obra confessional e apaixonada onde Bebeco revela muito mais de si mesmo, tanto na música, como multinstrumentista, arranjador e produtor, quanto nas letras, cada vez mais francas, apaixonadas e diretas. O disco tem uma conotação diferente de todos os outros por ser totalmente caseiro, artesanal, gravado e mixado no aconchego do lar e da família. Quem tem este disco sabe do que estou falando, assim escrevendo é difícil transferir a coisa, entenderam? É neste disco que surge a parceria autoral com Egisto. Há mais de dez anos, então, que Bebeco só compunha sozinho.Além disso, Eu Sei que Você Sabe, só de Egisto, foi uma das poucas músicas de outros autores que Bebeco registrou.

Bebeco lançou pela última vez um disco em 2005, desta vez escancarando abertamente seu amor pelo blues (aqui cabe lembrar, ele não tinha nenhum preconceito musical, poderia gostar de Roy Buchanan tanto quanto de B. Negão ou música eletrônica. Era comum vê-lo usar camisetas de Bob Marley ou Ramones). Um disco de bluseiro, com solos maliciosos, uma capa condizente com a beleza do som gravado e de várias músicas que ainda vão tocar muito, como Paris Hotel, Beijo Guardado e Prefiro Não Acreditar (aliás, é o que estou sentindo desde o telefonema do Egisto e do velório, meu primeiro e último, pois prefiro lembrar do meu amigo sorrindo, fazendo piada e tocando. Bebeco foi enterrado com suas botas mais bonitas, bem vestido, elegante como ele, vaidoso, gostava de estar sempre). Just a rocker.


ÚLTIMO SHOW EM PORTO ALEGRE

Espero ter passado aquilo que sei a fim de complementar um pouco as informações que rolam pela mídia, incluindo este terreno inóspito ainda da internet, da blogosfera. Bebeco foi meu primeiro ídolo musical e nunca esperava um dia ser seu amigo, mas felizmente as coisas aconteceram mais ou menos assim como eu contei. Muitas vezes nos encontramos na casa do Egisto, nos estúdios, na minha casa, em viagens para shows onde eu auxiliava a troupe em troca de uns trocados, alguma comida e bebida e muita, muita diversão.

Certa vez falei para ele o que muitos gostariam de falar: - “Cara, se os Rolling Stones precisassem de um guitarrista para substituir Ron Wood ou Keith Richards, na minha opinião tu seria um grande substituto”. No Morrostock 2009 Bebeco foi destaque e fez a gurizada enlouquecer na lama, mas eu lamentavelmente não pude ir a Sapiranga.

Para seus filhos e familiares e amigos do peito deixo minhas condolências. O último dia que eu pude curtir a minha fanzice e o meu amigo foi em 15 de novembro de 2009. Era dia de show no bar Ocidente, com a formação paulista com Tuba, dos Feicheclaires, na Bateria, e com o baixista Joe Klenner, dono do Inferno, um pub do rock que fica na Rua Augusta, em São Paulo. De tarde o cara passou aqui em casa e me levou estava cheio de luzes daquelas porradas para a gravação de um DVD.


No final do show eu abracei e belisquei a bochecha do Bebeco, pela primeira e última vez, e lhe dei um abraço forte de parabéns. Naquele momento eu e as mais ou menos 120 pessoas que ali estavam tínhamos a certeza de ter presenciado algo mais, uma sublime apresentação de um verdadeiro frontman, um autêntico músico, um raro artista, em um legítimo show de rock.

Texto: Frank Franklin & Egisto Dal Santo
Fotos: Giovani Paim

TNT Ao Vivo (DVD FULL)


O Show deste DVD foi gravado em uma única noite de setembro de 2003. O repertório faz parte também do cd "TNT Ao Vivo", onde Charles Máster, Tchê Gomes, Marcio Petracco e Fabio Ly mostram porque dispensam apresentações, criadores de um profusão de hits que nunca saíram da programação das rádios.

No DVD, a apresentação dos grandes sucessos, os novos arranjos, as músicas inéditas e o reencontro pra comemorar o gosto de tocar rock and roll.


Faixas
1. Nunca Mais Voltar
2. Não Sei
3. Baby
4. A Irmã do Doctor Robert
5. Estou na Mão
6. Oh! Deby
7. Identidade Zero
8. Você me Deixa Insano
9. O Mundo É Maior que o teu Quarto
10. Tudo no Ar
11. Desse Jeito
12. FEBEM
13. A Cigana
14. Saiba Escolher os seus Amigos
15. Quem Procura Acha
16. Não Tenho Medo da Vida
17. Ana Banana
18. Entra Nessa
19. Cachorro Louco

Tempo: 75 minutos
Cor: Colorido
Released-Lançamento: 2004
Recomendação: Livre
Região do DVD: Multi-Região
Legenda-Subtitles: Português
Idiomas / Sistema de Som:
Português - Dolby Digital 5.1
Português - Dolby Digital 2.0
Pais de Origem: Brasil

Informações Especiais:
Seleção de Músicas
Making Of
Road Movie
Legendas Cifradas
Discografia
Ensaios

Gravadora: Orbeat Music

Os arquivos estão compactados e divididos no Megaupload, para facilitar sua vida baixe o FreeRapid Downloader 0.83 build 522, um ótimo gerenciador de downloads.

O DVD:





A CAPA:





Dedicado ao amigo "seguidor" do Durango ISRAEL

Garotos da Rua e Bebeco Garcia

Infelizmente o DURANGO-95 volta a ativa com um péssima notícia, mas voltamos...


Morre o músico Bebeco Garcia

Bebeco Garcia morreu nesta madrugada (20 de maio), em Porto Alegre, no hospital da PUC-RS, segundo informações da Rádio Atlântida Porto Alegre.

O ex-vocalista e guitarrista dos Garotos da Rua, que nos últimos anos seguia em carreira solo residindo em São Paulo, foi operado de um tumor no cérebro, mas não resistiu às complicações pós-operatórias.

O velório já está sendo realizado no cemitério Jardim da Paz, onde o corpo será sepultado às 17h.

Bebeco era pai do músico Pedro Garcia, baterista da última formação do Planet Hemp, e tinha extensa e importante carreira na cena do Rock Gaúcho.

O DURANGO presta sua homenagem reeditando o post de Bebeco e os Garotos da Rua, publicado originalmente em novembro de 2006.

Adeus Herói da Guitarra...


A banda Garotos da Rua surgiu em julho de 1983, em Porto Alegre, formada por Bebeco Garcia (guitarra e voz), Ricardo "King Jim" Cordeiro (sax e vocais), Edinho Galhardi (bateria), Sérgio Mello, Mitch Marini e posteriormente Geraldo Freitas se revezando no baixo e o compositor Carlos Caramez. Tocam como banda da casa no bar Rocket 88, reduto do rock'n'roll na cidade. O nome foi inspirado em uma música de Carlos Caramez e Sérgio Mello, mas reza a lenda, que o nome surgiu antes de uma apresentação, quando alguém perguntou: "que banda é essa?" e a resposta: "são os garotos da rua Carlos Drummond de Andrade"....

Seis meses mais tarde, com a permanência definitiva de Geraldo Freitas e com a entrada do guitarrista Justino Vasconcelos, o grupo faz sua primeira demo, "Sabe O Que Acontece Comigo?" e inicia uma série de shows em Porto Alegre e em mais de 50 cidades do Rio Grande do Sul, proporcionando uma abertura no mercado para todas as bandas do Estado.


Em 1985, participam da coletânea Rock Garagem, lançada pelo selo gaúcho Acit, com a faixa "Levaram Ele". Ainda no mesmo ano e pela mesma gravadora lançam o primeiro compacto com as músicas "Programa" e "Sabe O que Aconteceu Comigo?" em uma segunda versão. Apresentam-se no festival MPG (Música Popular Gaúcha), que reúne 40.000 pessoas no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre.


Em 1986 são contratados pela gravadora RCA Victor, que lança a coletânea Rock Grande do Sul, juntamente com os Engenheiros do Hawaii, TNT, Replicantes e DeFalla, todos em começo de carreira. Participam com as faixas "Me Leva Embora" e "Tô de Saco Cheio (Lá Em Casa Continuam Os Mesmos Problemas)".


No decorrer do ano tornam-se nacionalmente conhecidos através do hit "Tô de Saco Cheio (Lá Em Casa Continuam Os Mesmos Problemas)", lançado também em compacto simples, cujo sucesso os convence a se transferir para o Rio de Janeiro. O single trazia as faixas "Tô De Saco Cheio (Remix)", "Me Leva Embora" e "Tô De Saco Cheio". DOWNLOAD




Animada com o sucesso, a gravadora lança o álbum de estréia: Garotos da Rua, produzido e gravado por Marcelo Sussekind nos estudios RCA de Rio e São Paulo. O disco conta com a participação de grandes nomes do rock nacional, como: Celso Blues Boy, Ezequiel Neves, Paulo Henrique (piano) e Carlinhos Moura (sax alto e tenor). Contém as músicas "Juventude Um Passo A Frente", "Que Piada!", "Não É Você", "Você É Tudo Que Eu Quero", "Depois da Festa", "Babilina", "Gurizada Medonha", "Sabe O Que Acontece Comigo?", "Meia Colher", "Longe de Você" e "Tô de Saco Cheio". DOWNLOAD


Em 87, gravam o disco Dr. Em Rock'n'Roll, produzido por Reinaldo Barriga e novamente gravado no eixo Rio-SP, trás como convidados Sandra de Sá, Humberto Gessinger, Paulo Casarin (piano e órgão), Manito entre outros. As faixas são: "Dr. Em Rock'n' Roll", "Eu Já Sei", "Sexta-Feira", "Até O Cachorro Lamber A Cara", "Tarde Azul", "Escravos Modernos", "Abuso de Paciência", "Jogo Perigoso", "Fim de Século" e "Eu Toco Rock". A música Eu Já Sei vira hit em todo o país, incluida na trilha sonora da novela Mandala.

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Em 88, com um repertório mesclando o rhythm'n'blues e pitadas de ritmos africanos com rock'n'roll, os Garotos gravam o LP Não Basta Dizer Não, com produção novamente de Marcelo Sussekind, consolidando-se ainda mais no mercado brasileiro. Tornam-se presença constante na TV. As faixas do disco são "Não Basta Dizer Não (Se Você Prefere Viver)", "Meu Coração Não Suporta Mais", "Satélite do Amor", "H.D. Blues", "Você Não Pode Negar", "À Noite", "Só Pra Te Dar Prazer", "Tudo Pode Mudar", "Volte A Ser Selvagem" e "Baby Gata". DOWNLOAD

Apesar de todo o sucesso alcançado, em 1989 devido a velha "incompatibilidade artística", os integrantes dissolvem a banda e decidem partir para projetos individuais.



Bebeco resolve tocar a banda, e grava em 1990 o single "Bagdá 40º / Sossego" de forma independente, conseguindo boa execução nas rádios do sul do país. Em 92 lança o sensacional disco ao vivo Blues Climax 900 (Overseas/BMG) gravado em Lajes, Santa Catarina. Com as músicas "Bagdá 40°", "Eu Já Sei", "Você É Tudo Que Eu Quero", "Você Não Pode Negar", "Babilina", "Tô de Saco Cheio", "Acredita Em Mim", "Meu Coração Não Suporta Mais", "Só Pra Te Dar Prazer", "Sabe O Que Acontece Comigo" e "Sossego" de Tim Maia. DOWNLOAD


Em 1994, Bebeco resolve encerrar as suas atividades com os Garotos da Rua e dá início a uma brilhante, criativa e prolífera carreira solo.

Em 1996, Justino Vasconcelos, que estava morando em Los Angeles, retorna ao Brasil. Juntamente com King Jim, que assume definitivamente os vocais, Edinho Galhardi na bateria e mais o guitarrista Cristiano Crochemore, os Garotos resolvem reorganizar-se e seguir em frente. Tocam no show de comemoração dos 13 anos da Rádio Ipanema, obtendo excelente aceitação. O sucesso da apresentação e a receptividade de um público novo, que não havia acompanhado o sucesso passado da banda, entusiasmou a todos para que houvesse a volta definitiva dos Garotos da Rua.

A partir de então, o grupo inicia uma excursão por todo a região sul, sendo calorosamente recebido nos lugares pelos quais tem passado.

A banda passa por algumas formações, que incluíram o guitarrista Gabriel Guedes, presente até hoje, o baterista Alexandre "Papel" Loureiro, que permanece até 99, cedendo o posto para Diego Silveira e também o baixista Marcelo Granja. No ano seguinte, entram Bibo Schmidt (baixo) e KCláudio Mattos (bateria) completando definitivamente a formação atual do Garotos.


Em 1997, Bebeco Garcia, conhecido no meio musical como "o guitarrista cigano" lança seu primeiro álbum solo, caracterizado pela forte influência do blues, característica essa, que irá marcar toda sua obra. Intitulado Aleluia, Aleluia (independente), vem com as faixas "Bagdá 40º", "Eu Já Sei", "Aleluia, Aleluia", "Sempre Indo Embora", "Ando Tão Só", "Quando Se Fecha O Bar", "Diz Aquilo", " Tudo Por Amor", "Tarde Demais", "Fale de Você" e "Coração Satânico". DOWNLOAD



Em 1999, Bebeco Garcia grava novo disco: Me Chamam Curto Circuito (Top Cat Records), produzido por Egisto Dal Santo e com participação de seu filho Pedro Garcia (Planet Hemp, Bnegão) na bateria. As oito faixas deste disco são: "Um Dia No Futuro", "Sala De Espelhos", "Eu Sou Um Astronauta", "Não Chore Por Mim", "Me Chamam Curto Circuito", "A Vida É Dura Rapaz", "Me Mostre O Seu Sorriso", "O Maluco Sou Eu". DOWNLOAD




No mesmo ano, é lançado pela gravadora BMG, a coletânea de sucessos Hot 20 que vende, apenas no sul do país, mais de 35.000 cópias. Nela estão todos os hits da banda ainda com a primeira formação. DOWNLOAD




Em 2000 Bebeco monta o Bebeco Garcia & O Bando dos Ciganos. Bebeco nas guitarras, Egisto Dal Santo no baixo (ícone do rock gaúcho, que, entre tantas outras, participou das bandas Colarinhos Caóticos, Acretinice Me Atray, Histórias do Rock Gaúcho) e Edinho Galhardi, bateria.



2001 é o ano de Bebeco Garcia & O Bando de Ciganos - Série Palco, com Bebeco (voz, guitarras e Lap stell), Egisto Dal Santo (guitarra, voz e backing vocals) e Fabio Ly (bateria). Gravado ao vivo na casa de cultura Mário Quintana, na noite de 25/07/2000, em Porto Alegre. O set: "Me Chamam Curto Circuito", "Sabe O Que Acontece Comigo", "Você É Tudo O Que Eu Quero", "Um Dia No Futuro", "Eu Já Sei", "Tô De Saco Cheio", "Garotos Da Rua", "Cinco Bombas Atômicas", "Meu Coração Não Suporta Mais", "Sala De Espelhos", "Eu Sou Um Astronauta", "O Maluco Sou Eu" e "A Vida É Dura Rapaz". DOWNLOAD


2003, ano de Confidencial, um disco em que Bebeco fornece novamente o que sabe fazer de melhor: blues e rock'n roll. São dez faixas gravadas em casa quase que exclusivamente pelo próprio Bebeco. Ele só contou com a ajuda do filho Pedro e duas participações especiais: a do percussionista Foguete e do DJ Babão. DOWNLOAD



"Pai e filho tocando podia parecer esquisito. Tem uns erros, lá, que eu deixei porque fica parecendo banda. Banda sempre erra", diverte-se Bebeco, afirmando em seguida que Confidencial existe porque, hoje, tudo pode ser feito em casa com computador e paciência. Alguma coisa também pode ser feita pelo telefone, como o contato com o amigo Egisto Dal Santos. Com Egisto, Bebeco divide três composições: "Sorte no Amor", que abre o CD e tem os ‘scratches’ decisivos do DJ Babão; "Pouco Importa", uma comovente crônica/declaração para lá de romântica e "Mexe Rebola", o momento malicioso da empreitada. Uma faixa foi feita só por Egisto, a suingada "Eu Sei Que Você Sabe". As outras seis são só de Bebeco. Quase todo material é novo. Antiga, só "Acredita Em Mim".



Em 2004 os Garotos da Rua lançam o CD Caminho da Estrada, fiel ao estilo que consagrou o grupo, mas com espírito de renovação. O álbum é composto de 11 faixas inéditas, mais a versão de "Canos Silenciosos" de Lobão. Destacam-se "Não Posso Mais" (com boa execução nas principais rádios do sul do país), "Boneco de Mola", "A Portas Fechadas" e "Não Dá Mais Pra Ficar" (com participação de Rafael Malenotti, dos Acústicos e Valvulados). DOWNLOAD


Atualmente Bebeco está trabalhando o álbum Rio Grande Rio Blues (Cultpar/Universal Music), disco lançado em 2005. Como o nome já sugere, o cd é recheado de rhythm'n'blues e rock'n'roll. Bebeco está com sua guitarra mais afiada que nunca. Confira as faixas: "Hotel", "Amor Difícil", "Eu Sou Culpado", "Depois Daquele Dia", "Prefiro Não Acreditar", "Só Resta Um Blues", "Só Uma Chance", "Beijo Guardado", "Você!", "Quando A Tempestade Passar (Atrás do Vidro)" e "Quero Você Pra Mim". DOWNLOAD





Amostra Grátis




Nei Van Soria faz um pocket show na Livraria Cultura no dia 28 de Abril, quarta-feira.

Nei tocará os clássicos que estão no DVD- Nei Van Soria - 40 Anos, em versões para violão e piano, acompanhado pela gaita de Diogo Dias.

Livraria Cultura Bourbon Country
Dias 28 de abril , às 19h30.
O ingresso para o show é 1 kg de alimento não perecível

Porto Alegre -  Bourbon Shopping Country - 51 3028 4033


http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc33/index2.asp?page=agenda

O Durango-95 se despede novamente...




Infelizmente a cultura não é bem vista e bem tratada no país...







Quem sabe o DURANGO retornará no futuro...





Abraço a todos que acompanharam nossa jornada...




VIVA O ROCK!!!!!!!!



E para os saudosos amigos do DURANGO, uma novidade quente do Rock RS, o "single" com duas canções inéditas da grande TeNenTe Cascavel e seus lendários músicos:



FICHA TÉCNICA:

01 - O QUE EU PRECISO (Luciano Albo)

Luis Henrique “Tchê” Gomes – Voz solo, guitarras e backing vocal
Frank Jorge – Violões
Marcio Petracco – Guitarra
Luciano Albo – Baixo e backing vocal
Alexandre Barea – Bateria

02 - A NOTÍCIA (Frank Jorge)

Frank Jorge – Voz solo, baixo e guitarra
Luis Henrique “Tchê” Gomes – Guitarra e backing vocal
Marcio Petracco – Guitarra
Alexandre Barea – bateria
Luciano Albo – Percussão e backing vocal

Participação especial - Paulo Arcari – percussão

Produzido por Tenente Cascavel
Gravado e masterizado por Paulo Arcari
Mixado por Arcari, Albo e L.H. Gomes
Studio Rock – POA – Julho de 2009

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