Winamp v5.552 Build 2460 Multilanguage

O Winamp é um player multimídia gratuito e muito popular, sendo considerado por muitos como a melhor alternativa ao player padrão do Windows — o Windows Media Player. Ele é capaz de rodar arquivos de áudio e vídeos de diversos formatos, permitindo ao usuário ver filmes, escutar músicas, acessar/criar rádios, ripar e até gravar CDs de áudio
Durante a instalação
É durante a instalação que você deverá escolher a maioria dos adicionais que acompanham o pacote básico do programa. Por isso, não esqueça de observar exatamente quais deles deseja instalar, pois as pequenas opções acabam fazendo uma grande diferença no tamanho final da sua instalação.
Fique atento para adicionar ou remover estes componentes, como Winamp Toolbar e Winamp Remote, os quais proporcionam uma instalação mais personalizada.
Saiba Mais
Repleto de recursos, o Winamp fornece muitas opções para você usufruir dos melhores arquivos de mídia em seu computador. Conta com acesso a estoque digital de músicas (mais de 20 mil canções), suporte a iPods, PlaysForSure e serviços da Creative, sistema de playlist aperfeiçoado e compatibilidade para o SHOUTCast.

Há também a possibilidade de assistir a TVs online através do próprio player. Enfim, ele proporciona uma central de entretenimento que garante satisfação até dos usuários mais exigentes. Além disso, ele é leve e estável, trabalhando com a maioria dos formatos de mídia existentes. Confira uma lista deles a seguir.
Arquivos Suportados
• AAC, AIF, AIFF, AMF, APL, ASF, AU, AVI, CDA, FAR, IT, ITZ, KAR, M2V, M3U.
• M4A, MDZ, MID, MIDI, MIZ, MOD, MP1, MP2, MP3, MP4, MPEG, MPG, MTM, NSA.
• NST, NSV, OGG, OKT, PLS, PTM, RMI, S3M, S3Z, SND, SMT, STZ, ULT, VLB.
• VOC, WAV, WMA, WMV, XM, XMZ e 669.

Diferenciais da nova versão
O Winamp revolucionou o seu visual através de uma nova skin que integra o seu pacote de instalação e que deixa a interface do programa muito mais moderna e agradável, num formato redesenhado para quem já estava cansado daquele visual antigo. Agora você pode ver a capa dos discos das suas playlists sem a necessidade de nenhum plugin.
Você também poderá controlar o player a partir do seu próprio navegador, através da barra de ferramentas exclusiva adicionada ao novo pacote. Assim, com uma conexão à internet, o software também atualiza as informações das suas músicas automaticamente, proporcionando que as etiquetas dos seus arquivos estejam sempre certas.
É possível ter acesso a milhares de rádios online e até a transmissões de TVs, que trazem filmes, séries famosas etc. A novidade não pára por aí: conecte-se ao Winamp Remote diretamente para acessar e compartilhar as músicas armazenadas na sua conta.

Trabalhando com novos dispositivos, você ainda pode conectar o seu iPod ao computador para ouvir a todas as suas músicas com muita praticidade. E, para ajudar nas suas buscas, você conta com buscas inteligentes e ferramentas de monitoramento.

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Os Brasas - Os Brasas (1968)
Reavivando Os Brasas
Em ação entre 1965 e 1969, os Brasas foram uma das bandas gaúchas de mais destaque no cenário da Jovem Guarda. Se não tiveram o sucesso de um Roberto Carlos ou um Eduardo Araújo, conseguiram seguir em atividade, mesmo depois do fim do grupo. O guitarrista Luís Vagner, por exemplo, virou ícone do samba rock, e o baixista Franco Scornavacca é empresário da dupla Zezé di Camargo & Luciano e dos filhos Kiko, Leandro e Bruno, do KLB (leia mais no quadro da página 5).
A jornada dos Brasas começa na metade dos anos 1960, quando o rock de Beatles, Rolling Stones e Kinks reina em Porto Alegre. Em quase todas as garagens da cidade, jovens ensaiam covers dos ídolos, em guitarras encomendadas na antiga loja Mil Sons, no bairro Partenon, e usadas ao vivo em bailes em bairros como Lindoia, Teresópolis e Navegantes. Entre grupos como Os Cleans e Os Clevers, Os Brasas adotaram seu nome no final de 1965, inspirados por uma gíria da época.
Nas maratonas de bailes, que podiam incluir apresentações em três ou quatro clubes em um mesmo sábado, o quarteto – com os guitarristas Luís Vagner e Anyres Rodrigues, o baterista Edson da Rosa (Edinho) e o baixista Franco – tocava Beatles e Stones. A grande oportunidade veio em 1966, quando eles abriram um show coletivo no Ginásio da Brigada Militar reunindo a cúpula da Jovem Guarda, com shows de Roberto Carlos, Erasmo, Wanderléa, Jerry Adriani e outros.
– Muitos grupos da época eram instrumentais – relembra Anyres. – Quando perceberam que tocávamos e cantávamos, os empresários dos artistas vieram nos ver.
Em uma quinta-feira de julho daquele ano, os Brasas, então com idades entre 17 e 18 anos, desembarcaram em São Paulo. Logo na primeira noite, visitaram a TV Excelsior, que exibia o programa Juventude e Ternura. Tiveram sorte: foram convidados a voltar na semana seguinte para tocar na atração, apresentada por Wanderley Cardoso e Rosemary. Depois, foram a uma das principais casas de shows de rock da época, o Saloon, na Rua Augusta – e já arranjaram trabalho.
– Demos uma canja e o pessoal do bar gostou. A banda que estava tocando, Os Impossíveis, ia fazer uma turnê, e fomos convidados para substituí-los – conta Anyres.
Daí em diante, os Brasas se espalharam. Além de tocar no Saloon de terça a domingo, assinaram contrato com a Excelsior para se apresentarem no Juventude e Ternura às quintas e no Linha de Frente, da dupla Os Vips, aos domingos. Entre os artistas que conheceram, estava um trio que já fazia barulho sob o nome Os Mutantes.
– O Sérgio (Dias), o Arnaldo (Baptista) e a Rita (Lee) iam lá em casa pedir aparelhos emprestados – lembra Vagner.
Franco lembra de os Brasas, mesmo contratados pela Excelsior, terem aceitado convites eventuais para tocar no programa Jovem Guarda, da concorrente Record – apresentado por Roberto, Erasmo e Wanderléa, era a principal vitrine da música jovem. A convite de Carlos Imperial, os Brasas ainda passaram um tempo tocando às quartas-feiras na TV Tupi carioca. Nas idas ao Rio, dormiam no Solar da Fossa, prédio onde moraram figuras como Tim Maia e Hyldon (cuja história está contada no livro Solar da Fossa, de Toninho Vaz). E não ficavam cansados da rotina agitada.
– A gente queria cigarro, mulher e uma refeição por dia. E guitarra e microfone – diz Anyres.
Mesmo tendo lançado um LP em 1968 (leia na página ao lado), o quarteto não resistiu a um malfadado 1969. Um desgaste foi a perda das gravações do segundo LP, apagadas por engano no estúdio da gravadora Continental. A banda soube do incidente ao voltar de uma desastrada turnê pelo Sul, em que os amplificadores saíram queimados de um show em Curitiba. O grupo decidiu separar-se – hoje, dizem que eram jovens demais.
– A gente não tinha isso de business. Uma vez, perdemos um programa de TV por causa de uma calça que o Franco e Anyres queriam usar. Outra vez, íamos fazer um filme, mas foram dois integrantes para um estúdio e dois para o outro – conta Vagner, de bom humor. Banda gaúcha que fez sucesso nos anos 1960 tem seu único disco relançado em CD
Luís Bissigo
O disco
Além do sucesso na TV, os Brasas também se tornaram uma ativa banda de estúdio em São Paulo nos anos 1960. Foi decisivo para isso o convite para o grupo integrar-se à Banda Jovem do maestro Edmundo Peruzzi – que, entre outros músicos, acompanhava o cantor Eduardo Araújo. Logo os gaúchos estavam gravando com artistas como Sérgio Reis, Demetrius e Wanderley Cardoso – “eu vivia mais no estúdio do que em casa”, conta o baixista Franco. A chance de gravar um compacto veio em 1967. A estreia incluiu as músicas Lutamos para Viver e Vivo a Sofrer (versão do hit italiano Piange com Me). Outros compactos viriam, incluindo uma leitura rock para Mulher Rendeira, mas a maior repercussão veio com a A Distância, versão de Oriental Sadness, dos Hollies.
O sucesso do compacto abriu caminho para a banda gravar seu LP em 1968. Entre as 12 canções, estão versões – como a escrachada Pancho Lopez, gravada por Trini Lopez – e parcerias de Luís Vagner com Tom Gomes, como a balada Sou Triste por te Amar e o rock pesado Não Vá me Deixar. Com influências do rock e do bolero e em sintonia com o romantismo ingênuo então vigente, os Brasas impressionam pelos elaborados arranjos de guitarras e vozes, com Franco e Anyres respondendo pela maior parte dos vocais principais. Não chega a ser um álbum revolucionário, mas se destaca entre outros títulos da época e, injustamente, só agora sai em CD.
– É legal verificar que os Brasas pescaram algumas pérolas e também gravaram coisas próprias. Naqueles tempos, isso era muito raro: tanto as bandas comporem como terem a chance de colocar isso em disco – diz o pesquisador Marcelo Fróes, produtor da série de reedições Ídolos da Jovem Guarda, que inclui o CD dos Brasas.
DEPOIS DA JOVEM GUARDA
Todos nascidos em 1948, os ex-integrantes da banda mantiveram suas trajetórias musicais:
Desde o fim do grupo, o bageense lançou 14 álbuns solo, combinando elementos de ritmos como rock, samba e reggae. Seu estilo na guitarra atraiu a atenção de Jorge Ben Jor, que o conheceu em São Paulo nos anos 60 e dedicou-lhe a canção "Luís Vagner Guitarreiro". O gaúcho chegou a integrar as bandas de Jorge e de Tim Maia, como baixista, e hoje mora em São Paulo, depois de períodos no Rio e na França.
É apontado como um dos pioneiros do reggae no Brasil, ao lado de Gilberto Gil, e é nome fundamental na história do samba rock – além de autor de canções como "Silvia 20 Horas Domingo" (gravada por Ronnie Von e pela Video Hits) e "Saudade do Jackson do Pandeiro" (em parceria com Bedeu). Mas o gosto pela fusão de ritmos vem desde os anos 60.
– A gente queria fazer uma coisa que tivsse o mundo todo, e também o Brasil, para termos alguma chance – resume.
Franco Scornavacca
Nascido na região italiana da Calábria, Franco veio morar em Porto Alegre com sua família aos oito anos e se diz 99,9% brasileiro. Um de seus primeiros amigos na cidade foi Anyres Rodrigues, que depois seria seu colega nos Brasas. Dissolvida a banda, Franco ainda teve carreira como cantor de samba rock, lançando dois LPs e 10 compactos.
Nos anos 80, tornou-se empresário, trabalhando com artistas como Fábio Jr. e Leandro & Leonardo. Hoje, cuida dos negócios de Zezé di Camargo & Luciano e do trio KLB, integrado pelos seus filhos. A experiência com os Brasas, segundo Franco, foi decisiva para função que exerce hoje.
- Eu faço tudo aquilo que deixaram de fazer por mim. O artista quer proteção, precisa ter ao lado alguém que entenda de marketing, que saiba qual é o marketing saudável para aquele artista – explica.
Anyres Rodrigues
Nos anos 70, depois de uma temporada morando no Rio, voltou a São Paulo e fundou o bar Barracão de Zinco, onde liderava uma banda especializada em reler o repertório dos Beatles em ritmo de samba. Desde o final dos anos 70, atua como produtor, compositor e músico de estúdio.
É autor da canção que veio a ser tema da novela mexicana Carrossel, exibida no Brasil no início
dos anos 1990. O porto-alegrense também morou no Japão por cinco anos e hoje é sócio de
um estúdio em São Paulo. A relação de amizade com Vagner e Franco segue forte – o antigo
baixista é padrinho de um dos filhos de Anyres.
– Os Brasas são minha família. Passamos pelo menos três anos dividindo o cotidiano.
Edson da Rosa
O brasa baterista, nascido em Quaraí , seguiu carreira como músico de estúdio, eventualmente colaborando em gravações dos ex-companheiros Luís Vagner e Anyres Rodrigues e acompanhando artistas como Jair Rodrigues e Luís Loy – às vezes assinando com seu outro sobrenome, Aymay.
Em junho de 1999, quando era integrante da banda de apoio da cantora Ivete Souza, passou mal depois de um show e teve de ser internado. Morreu dali a poucos dias, em decorrência de problemas hepáticos, uma semana antes de Ivete lançar o álbum De Onde Vens, que contou com a participação do baterista.
– Ele não teve trabalho autoral, mas cantava muito bem e foi, sem dúvida, o melhor baterista
com quem toquei – elogia Anyres.
01 - A Distância
02 - Beija-me Agora
03 - Um Dia Falaremos de Amor
04 - Quando o Amor Bater na Porta
05 - Meu Eterno Amor
06 - Que Te Faz Sonhar, Linda Garota
07 - Pancho Lopez
08 - Ao Partir, Encontrei Meu Amor
09 - Benzinho, Não Aperte
10 - Theme Without A Name
11 - Não Vá Me Deixar
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Yonlu - A Society In Which No Tear Is Shed Is Inconceivably Mediocre (2009)
Você vai ouvindo o disco e fica difícil acreditar que um garoto de 16 anos, sozinho no quarto, possa ter feito tudo isto. De onde, com essa idade, ele tirou tanta informação e formação para compor, fazer arranjos e tocar assim tantos instrumentos? Como pôde, em tão pouco tempo, apreender a história do rock e de certa forma até da própria Música, para chegar a esta síntese?Que espelho atravessou para buscar uma valsa, encontrar o cangaceiro Lampião, brincar com os Beatles, samplear o discurso irado do jovem Caetano, ouvir a voz dos elefantes, dedilhar um violão folk, crispar uma guitarra pós-punk, tocar um piano clássico, cantar como Tom Waits, fazer um vocal tipo Mutantes, pensar em inglês e entre tantas influências do passado e do presente inventar seu próprio som?
Onde aprendeu que a sofisticação pode estar na simplicidade e a simplicidade na sofisticação? Que o natural e o eletrônico, o silêncio e o ruído são complementares? Como conseguia cantar só para ele diante de uma multidão virtual e ao mesmo tempo mostrar-se a essa multidão com a segurança de quem está absolutamente só? De que lugar Yoñlu trouxe a vontade de ser vários, a surpresa de ser vários, a tristeza, a melancolia, a angústia de ser vários?
Perguntas, perguntas, Yoñlu deixou uma enorme pergunta tatuada numa tela de cristal líquido e na memória de quem o conheceu, dentro ou fora dessa tela. Sua herança, neste disco, é impressionante. Por todos os motivos, um outro mundo que se desvenda para quem o ouve: música de grande qualidade e expressão, e a foto nítida de uma mente genial presa no corpo de um adolescente que, talvez por isso mesmo, reuniu o universo em seu quarto.
"Eu acredito que a cadência e a harmonia certas no momento certo podem despertar qualquer sentimento, inclusive o da felicidade nos momentos mais sombrios."Essa frase é de um adolescente de 16 anos. Um garoto que amava Radiohead, Mutantes e Vitor Ramil. Foi escrita no dia de seu suicídio. Era parte de sua carta de despedida. Ele dizia aos pais que a música era a melhor maneira de enfrentar o desespero que viria. Antes de começar a morrer, colou a carta no lado externo da porta do banheiro. Acima dela, um cartaz: “Não entre. Concentrações letais de monóxido de carbono”. Vinícius ligou o aparelho de som – “porque é bom morrer com música alegre” – e entrou.
A frase escrita na morte se transformou num legado de vida impressa no encarte do CD lançado em fevereiro pela Allegro Discos, com 23 músicas de sua autoria. Parte delas foi entregue aos pais na forma de uma herança às avessas: “Deixei na mesa do computador um envelope vermelho da Faber-Castell que contém um CD com algumas de minhas músicas”. Yoñlu, o título do CD, é o nome com o qual batizou a si mesmo no mundo em que circulava com mais desenvoltura: a internet.
Ambos, Vinícius e Yoñlu, morreram por asfixia por volta das 15h30 de uma quarta-feira de inverno, 26 de julho de 2006. Vinícius foi estimulado ao suicídio e auxiliado por pessoas anônimas na internet. Ele é a primeira vítima conhecida no Brasil de um crime que tem arrancado a vida de jovens de diferentes cantos do mundo – uma atrocidade que poderia ser chamada de Suicídio.com. Yoñlu anunciou na internet que seu suicídio começaria a partir das 11 horas de 26 de julho.Vinícius Gageiro Marques deixou o inventário de seu suicídio. Documentou sua morte na carta de despedida impressa em papel e no registro virtual da internet. Seguindo seus passos, é possível chegar ao impasse de uma época em que adolescentes habitam dois mundos – mas os pais só os alcançam em um.
No mundo real, Vinícius estava havia dois meses em internação domiciliar por determinação de seu psicanalista. Ele era um garoto superdotado, descrito como “extraordinariamente inteligente” e “extremamente sensível”.
Filho único do casamento de um professor universitário que foi secretário de Cultura do Rio Grande do Sul com uma psicanalista, ele teve todo o estímulo para desenvolver inteligência e sensibilidade. Alfabetizou-se em francês quando a mãe fazia doutorado em Paris com a historiadora e psicanalista Elizabeth Roudinesco, biógrafa de Jacques Lacan. Mas o mundo doía em Yoñlu, como mostram as letras de muitas de suas músicas. Sua questão não era morrer, mas fazer a dor parar.
Os fones de ouvido eram o caderno dele. Não levava nada, não ouvia o professor e depois passava por média em tudo. Vinícius criou uma fantasia para enganar os pais: a de um adolescente “normal”. Disse a eles que queria fazer um churrasco para os amigos, que estava interessado numa “guria”, que preferia não ter os pais por perto. Dias antes, pediu ingresso para um show que aconteceria depois de sua morte, iniciou um tratamento de pele, foi ao supermercado comprar a carne. Simulou um futuro onde não pretendia estar.Vinícius parecia “curado” no mundo real. Na internet, porém, Yoñlu pedia instruções sobre o melhor método de suicídio. Em 23 de junho, comentou que adiaria sua morte porque muita gente estava elogiando suas músicas. A faixa “Deskjet Remix”, em parceria com um DJ escocês, tocava em festas eletrônicas de Londres. O mundo virtual de Yoñlu alcançava gente de vários países em sites de suicídio e fóruns de música, com quem conversava num inglês desenvolto.
A gravadora Luaka Bop lançou em 14 de abril nos Estados Unidos, finalmente, o disco póstumo de YOÑLU, apostando no denso trabalho conceitual do jovem gaúcho, o selo de propriedade do músico americano David Byrne bolou o belíssimo e criativo site www.luakabop.com/yonlu, em que dá pra curtir as músicas e os desenhos do próprio Yoñlu, reproduzidos no encarte do CD.Batizado de A Society in which No Tear Is Shed..., o álbum tem 14 faixas – o editado pela Allegro no ano passado reunia 23 músicas. Em compensação, o disco gringo traz canções que ficaram de fora do brasileiro, como uma versão de "Estrela, Estrela", de Vitor Ramil, e o sambinha de protesto "Olhe por Nós", em que Yoñlu detona um político gaúcho da atualidade: “Pra piorar, até governador tu quer virar / Para o Rio Grande governar / E do poder se aproveitar / Mas eu não vou deixar”.
A singular mistura de folk, música eletrônica, samples, MPB e ruídos de Yoñlu já está chamando a atenção da crítica musical lá fora. Sites especializados como o All Music vêm saudando a criatividade do trabalho do garoto, comparando-o a nomes como Nick Drake, Elliott Smith e Radiohead.Yonlu - A Society In Which No Tear Is Shed Is Inconceivably Mediocre (2009)

01 - I Know What It's Like ( 3:03)
02 - Boy And The Tiger ( 5:44)
03 - Humiliation ( 1:57)
04 - Polyalphabetic Cipher ( 3:57)
05 - Q-Tip ( 3:33)
06 - Little Kids ( 1:20)
07 - Katie Don't Be Depressed ( 3:43)
08 - Deskjet (Remix) ( 1:17)
09 - Estrela, Estrela ( 3:21)
10 - Olhe por Nós ( 1:55)
11 - Suicide ( 1:59)
12 - Luona ( 3:34)
13 - Phrygian ( 1:30)
14 - Waterfall ( 3:53)
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Mutuca (Carlos Eduardo Weyrauch)

Nascido em 1946 é um dos nomes importantes do Rock Gaúcho, com 38 anos de rock nos palcos de Porto Alegre, apresenta um repertório escolhido entre as músicas que marcaram em sua carreira, complementando com algumas de suas composições. Sua banda apresenta os músicos JAIME PIETA (guitarra solo e vocal), ECO ALVARES (teclados e vocal), EZEQUIEL GUARNIERI (baixo), RAULINO SANTOS (bateria) e MUTUCA (vocal principal e guitarra base).
MUTUCA, aos 9 anos de idade (1955), presenciou o lançamento do rock’n’roll em Porto Alegre com a chegada dos discos 78 rotações e do Long Playing de 10 polegadas, de Bill Haley e Seus Cometas e do rei Elvis Presley. Numa festa de aniversário de um vizinho (1956), cantou Tutti-Frutti.
Em 1959, ouviu os Lps da banda americana The Ventures e sentiu-se motivado a participar de um conjunto de rock.Aos 17 anos (1963), viu a chegada dos discos dos Beatles, ganhou um violão de sua avó e começou a fazer aulas com o professor Alan Kardek da Silva.
No ano de 66, entrou para o conjunto OS INCÓGNITOS, na rua da Azenha, como cantor. A banda contava com Antolin Carvajo (baixista), Luís Felipe Oliveira (baterista), Flávio Leite (guitarrista solo) e Carlinhos Falcetta (guitarra base), futuro baixista do Alphagroup... No ano seguinte, reformulou a banda, que passou a se chamar Alphagroup. No dia de seu aniversário de 21 anos (1967), debutou na noite, em Caxias do Sul – Boate Kon-Tiki, como bandleader do ALPHAGROUP. Tocaram músicas dos: Beatles, Rolling Stones, Troggs, Monkees e Animals. Logo estava apresentando uma composição sua, Lisa In Love.Aos 23 anos (1969), formou nova banda, o SUCCO, com Cláudio Vera Cruz (guitarra solo), Moka Lucena (guitarra base), Flávio Chaminé (baixo) e João Manuel Blattner (bateria), com quem participou do histórico II Festival de Música Popular da Faculdade de Arquitetura, com a música Nem Só De Graves Vive O Homem, de autoria de Chaminé e Vera Cruz. Chegaram à noite final, conseguindo sexto lugar.
Apresentou sua composição Yê-Yê Barato, no espetáculo Dia Um (1969), de Wanderley Falkenberg e Luís Santana, onde participou como cantor, ao lado de Wanderley (violão e vocal), Chaminé (baixo e vocal), Moka Lucena (guitarra), Da Graça Magliani (vocal), Giba-Giba (sopapo) e Bacardi (bateria).
Em 1973, participou como cantor, tocando violão de 12 cordas, no espetáculo de Wanderley Falkenberg e Cláudio Levitan: Amelita, Cabeça, Corpo & Membros. Os músicos eram Wanderley (vocal e violão), Levitan (vocal e violino), Chaminé (baixo), Roberto Patota (guitarra) e Lauro Ney (bateria).Em 1975 forma outra banda, A BARRA DO PORTO, onde atuou como cantor e compositor. O grupo era formado por Bebeco Garcia (guitarra solo), Felipe Soares (guitarra base), Bugo Silveira (baixo) e Rogério Collares (bateria), depois Edinho Galhardi.
A partir de 1980 toca com a banda ÓCULOS ESCUROS, ainda com Bebeco e Edinho, mais o baixista João Fondaik, depois Renato Machado.Em 85, formou o grupo performático OS IRMÃOS BROTHERS, onde atuou como cantor e guitarrista, com Léo Ferlauto (piano e vocal), Careca da Silva (bateria e vocal) e Flávio Chaminé (baixo e vocal).
Aos 43 anos, formou a banda de rock-soul BRIC-BROTHERS, onde atuou como cantor, com Chaminé (baixo), Deio Escobar (guitarra), Fernando Pezão (teclados) e KCláudio Mattos (bateria).
Em 1991 cria a banda MUTUCA E OS ANIMAIS, onde atuou como cantor, com Marcelo Truda (guitarra), Chaminé (baixo), Edinho Galhardi (bateria) e Ricardo Cordeiro (saxofone).

Depois de várias mudanças no elenco, gravou o CD Hot Club (Barulhinho – 1999), como cantor, compositor e guitarrista base, com Paulinho Supekovia (guitarra solo), Sérgio Stosch (teclados), Lúcio Vargas (baixo) e Duda Guedes (bateria). O CD foi indicado para o Prêmio Açorianos, incluindo os hits Entrei Numa Fria e Blues da Casa Torta.
Trabalhou, a seguir, com vários músicos de rock da cidade, incluindo Christian Iwers (guitarra), Marcelo Abreu (baixo), Eco Álvares (teclados), Paulo Lata Velha (saxofone), Luís Tavares (percussão), Inácio do Canto (baixo), Mola Ferrão (guitarra), Jorge Buz (bateria), Jaime Pieta Jr (guitarra), Lúcio Vargas (baixo) e João Manuel Blattner (bateria).
Aos 60 anos, Mutuca apresenta sua nova formação de banda:
MUTUCA & ALPHAGROUP
Jaime (guitarra solo, vocal)
Eco (teclados, vocal)
Mutuca (vocal, guitarra base)
Ezequiel (baixo)
Raulino (bateria)
Atualmente, Mutuca conta suas histórias do Rock no blog Hot Club do caderno cultural dos jornais NH e VS do Vale dos Sinos: o BAH!.
Mutuca apresenta na Rádio Ipanema de Porto Alegre, o programa HOT CLUB DO MUTUCA, todos os sábados, das 17h às 19h. E-mail do programa
DISCOGRAFIA:
• Hot Club (1999) Barulhinho Discos

Hot Club (1999)

01 - Blues da Casa Torta
02 - Entrei numa Fria
03 - Faxineira
04 - Heartbreak Hotel
05 - Prisioneiro do Rock
06 - Good Rockin' Tonight
07 - The Millionaire
08 - Declaração
09 - Viagem a Saturno
10 - Prá Viajar no Cosmos não Precisa Gasolina
11 - Crooked House Blues
12 - Hot Club

Lançamento exclusivo Durango-95:
1967 da Capo (2006)

01 - Sgt. Pepper's / With A Little Help From My Friends
02 - Drive My Car
03 - Love Me Two Times
04 - Beast Of Burden
05 - I Am The Walrus
06 - If I Don't Be There By Morning
07 - Slow Down
08 - Don't Believe A Word
09 - Hey Bulldog

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Grandes discos do Rock Gaúcho 19

Em tempos de misturas musicais cada vez mais gratuitas, visando criar sonoridades “originais” e “diferenciadas”, a Nocet foi na contra mão, praticando algo ironicamente esquecido: rock. O retorno ao básico feito com competência, punch, garra e tesão.
A expressão que a princípio era uma gíria para designar o ato sexual – rock n’ roll – está impregnada de lascívia, provocação, metáfora e energia. É este conceito que o grupo de Santa Maria, Rio Grande do Sul, resgata. O paradoxo da referência está logo aí: cidade com nome de santa, estilo “profano” por natureza. O próprio nome, que vêm do latim, têm na expressão “Quod nocet saep docet” / “aquilo que é nocivo, ensina”, sua essência. Tradição e transgressão andando lado a lado.Fundado em 1989, o grupo, prestes a completar duas décadas de estrada, já vem calejado para adentrar nesta nova fase do cenário alternativo brasileiro. Neste tempo, a velha forma de se consumir música, que era ditada por grandes corporações, jabás diversos, grandes estruturas de divulgação, dinheiro, muito dinheiro, permitiu que estes rockers gravassem apenas dois álbums.
“N”, de 1997, que os levaram a conquistar elogios da imprensa estrangeira, como as conceituadas Metal Hammer, da Alemanha, Rock Hard, da Grécia, e Burrn Magazine, do Japão e o segundo, Bullets, de 2006, já com a formação power trio atual: Marcus Molina (baixo e vocal), Fabrício Soriano (bateria) e Ben Borges (guitarra)...
A banda Roadies inaugurou a parceria Vertical/Tridente, com um CD+DVD que ficou na história como o primeiro lançamento do tipo (dois em um) do gênero no rock do sul, lançando em 2005 seu disco homônimo. O grupo chegou a tocar bastante tempo na Pop Rock e Atlântida com "I Love" e "Sonho Bom", os Roadies apareceram em telejornal global e se firmaram como uma das boas bandas do cenário gaúcho sendo "apadrinhados" pelo Papas da Língua. Sua formação conta com Guilherme: Baixo e Voz, Odi: Guitarra, Graxa: Guitarra e Chabaco: Bateria...
O Incrível Caso da Música Que Encolheu e Outras Histórias é o terceiro álbum da Ultramen, e como seu trabalho anterior, o octeto demonstra uma vocação irresistível para variar ritmos e estilos, traz um repertório de músicas mesclando de maneira ímpar o soul, o hip-hop, o rap, o funk e o reggae. Destacam-se faixas como o rap "Erga Suas Mãos", com participação da dupla Manos do Rap, o samba-rock da abertura "Santo Forte", temperada com metais e backing vocal feminino, evolui para explorações mais sutis da black music brazuca - evidentes no soul brasileiríssimo de "Alto e Distante Daqui" e no suingue de "Justiça Divina".A Ultramen também exibe propriedade ao investir no reggae. "Máquina do Tempo", "De Canto e Sossegado" e "Coisa Boa" - com a participação do legendário sambarroqueiro Luís Vagner - são algumas das otímas faixas do disco. Talvez por acaso essas duas últimas soam menos interessantes. Noves fora, A Ultramen contraria o próprio título do disco e apresenta uma música que cresceu, ao invés de encolher...
Reverenciado por várias gerações, como um dos maiores ícones do rock gaúcho, Alemão Ronaldo começou sua carreira ainda na década de 70, foi vocalista da Taranatiriça, passou mais de 20 anos à frente da Bandaliera e iniciou com sucesso sua carreira solo em 2004 com o ótimo cd Onde O Amor se Esconde.O disco tem sucessos como a faixa-título e entre outras, as faixas "Pinhal", "A Sombra do Teu Amor", " Farol", "Mentiras" e "Agora Somos Família"...
O Acústicos & Valvulados, formado em 1991, ano em que Rafael Malenotti (voz/guitarra/violão), Paulo James (bateria), Roberto Abreu (baixo) e Alexandre Móica (guitarra/violão) se conheceram fazendo o que mais curtem: festa.
De tão fissurados na zona promovida pelos mestres do rock’n roll - que ouviam da manhã até a madrugada - começaram a tocar direto, na marra, no hoje lendário estúdio Bafo de Bira, em Porto Alegre. As primeiras composições surgiram e algumas demos rodaram nas rádios. Chamaram a atenção do VJ Thunderbird, da MTV, que logo convidou a banda para aparecer na emissora.Em 94 sai o primeiro registro: quatro músicas na coletânea Chá Das Quatro. A banda recebeu diversos elogios da crítica, e seguiu fazendo shows direto. Em 95, o clipe de "Dynamite" os levou para a finalíssima do primeiro Video Music Brasil MTV. Em dezembro, estavam em estúdio gravando seu primeiro CD individual, God Bless You Ass (Paradoxx), lançado em meados de 96.
O trabalho foi uma espécie de coletânea dos cinco primeiros anos de banda. Além de composições mais antigas, registrou o início da fase atual, com as músicas "100 Por Hora" e "Minha Fama de Mau", de Roberto e Erasmo, que virou clipe e entrou na programação da MTV. Mais uma vez a banda colheu uma série de elogios da mídia especializada. Em 98, "100 Por Hora" foi relançada na coletânea "As 15 Mais da Ipanema FM". Vale lembrar que a banda foi "nascida" no rockabilly e ao longo dos anos desdobrou-se em rocks, folks, canções e baladas...
O espetáculo Tangos e Tragédias estreou em Porto Alegre no ano de 1984. Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, que são também os protagonistas desta comédia musical, encenando respectivamente Kraunus Sang com seu violino delirante e o maestro Plestkaya, com seu acordeom de efeitos fantásticos.
Todos estes anos em cartaz, e ainda tem gente que vai assistir, muitos pela segunda, terceira ou mais vezes. É um cult e a trilha sonora do espetáculo,com arranjos de grande sensibilidade, em seu repertório estão músicas encontradas por Kraunus Sang e pelo Maestro Pletskaia nas lixeiras culturais da Sbørnia, sua pátria natal...Em Porto Alegre, no ano de 2004, vizinhos e amigos formaram a Família Sarará: uma banda cada vez mais presente no cenário musical gaúcho. São Eles: Lucas Ortiz (voz e violão/guitarra), Alemão Cláudio (baixo), Renato Batera (bateria), Antonio Macalão (percussão), Nego Tigas (percussão), Gabriel Uh’Gamba (sopro), Ronald Franco (sopro), Samuel Brentano (sopro).
O nome da banda é a pintura de sua filosofia: “Família” representa a forma de trabalho e sua capacidade, que tem como alicerce a valorização do relacionamento entre os integrantes e é fundamentada na importância do espaço livre para idéias e opiniões. “Sarará” simboliza sua essência e a intenção, através da combinação de culturas, da releitura de gêneros musicais e da interpretação do que o público aprecia com um pouco de vanguarda.No dia 21 de dezembro de 2007, a Família Sarará gravou seu Ao Vivo, em um show inédito de dezoito músicas próprias. Amigos, familiares, músicos e fãs que acompanham o trabalho da banda lotaram o Teatro de Câmara Túlio Piva, onde ocorreu o evento...
A Graforréia Xilarmônica foi fundada em 1986 nesta época faziam parte da banda Carlo Pianta (ex-DeFalla, Colarinhos Caóticos e Ceres, guitarra e vocal), Frank Jorge (ex-Prisão de Ventre, Cascavelletes e Obsolethos, baixo e vocal), Marcelo Birck (ex-Prisão de Ventre, guitarra e vocal) e Alexandre Ograndi (ex-Prisão de Ventre, bateria).
Desde o inicio das suas atividades a Graforréia se mostrou ser uma banda de vanguarda apresentando sempre um diferencial para o seu público ela. O som meio nonsense era (é) um crossover de regionalismo gaúcho, rock dos anos sessenta (The Beatles, Kinks, Zombies, Beach Boys), Frank Zappa, jovem guarda, punk rock e mais uma certa dodecafônia, um atonalismo tudo com uma leve tendência Pop no melhor sentido que essa denominação poderia ter.Chapinhas de Ouro, o segundo CD da Graforréia, surgiu em 1998, foi gravado independentemente, e lançado pelo selo ZOOM Records, trazendo no repertório "Iluminados Monstros do Amor", "Beethoven", "Eu Gostaria de Matar os Dois", entre outras...
Nascidos em Pelotas e recém-chegados a Porto Alegre para estudar engenharia, os irmãos Kleiton e Kledir Ramil, mais três amigos da região Sul do estado, criaram o grupo Almôndegas. Formada por Kleiton (violão, violino, percussão e vocal), Kledir (violão, flauta, pente e vocal), Gilnei Silveira (bateria e percussão), João Batista (baixo) e Zé Flávio (violão e guitarra).O ponto de encontro da turma era a Rádio Continental, que passou a gravar os novos músicos gaúchos em seu estúdio de dois canais e colocá-los na programação. Em pouco tempo, a Continental tornou-se a preferida dos jovens porto-alegrenses. Do sucesso no rádio vieram os shows, mobilizando multidões de duas, três, quatro mil pessoas e despertando o interesse das gravadoras.
Leia abaixo uma resenha da época feita por Juarez Fonseca (clique na imagem para ampliar)

O Almôndegas lançou seu primeiro LP em 1975, Almôndegas, tornando-se o mais popular grupo sulista. Na base de violões e belas harmonizações vocais, misturando MPB, rock e folclore gaúcho, o grupo marcou época. Tanto, que várias de suas músicas continuam a ser tocadas e gravadas. Depois do segundo disco, em 1976, sucesso nacional com "Canção da Meia-Noite" (incluída na trilha da novela Saramandaia), o Almôndegas mudou-se para o Rio. Foi o começo do fim...
Em 1998 quatro amigos começaram a tocar juntos pra passar o tempo e se divertir. Nada de novo nisso. O som que eles tocavam (ou que eles conseguiam tocar) era tosco e rápido. Naquele momento do século passado, acreditem, isso até parecia novo. O rádio tocava atrocidades como Spice Girls, É O Tchan e boy bands em geral. Rock não estava na moda, a internet engatinhava e as bandas, de modo geral, aparentavam ter esquecido os princípios básicos de simplicidade e diversão.
Bel (guitarra), André (guitarra), Mauro (voz) e Raul (bateria), todos com o sobrenome artístico Rocha, formam os Irmãos Rocha!, que, como todo mundo sabe, não são irmãos. Surgido em 1998 apenas para divertir seus integrantes, o grupo faz um autodenominado rock regressivo, apostando na simplicidade e na concisão, influenciados por Troggs, Sonics, Ramones e Cramps.A banda cresceu inesperadamente, fazendo shows esporádicos para um público incerto, até lançar seu primeiro disco cheio. Ascensão e Queda dos Irmãos Rocha! saiu em 2004, pela gravadora goiana Monstro Discos. Irmãos Rocha! é, na própria definição do grupo, mais vontade que talento.
O CD tem os velhos hinos "Meteoro37" e "Ugabugababy", que eram do EP "Mais Vontade do Que Talento". E as inéditas "Uma Coisa Medonha", "Amadeu Tatu" e "Pechada". O disco tem 20 músicas e uma duração de 34 minutos e 40 segundos. Na verdade 21, porque tem uma música escondida. É todo o material que a banda conseguiu gravar desde 2000, quando os Irmãos Rocha! foram formados.
Mais de dez anos depois, o rock é inevitável. A Ivete Sangalo usa uma camiseta dos Ramones na capa da Capricho. O filho de um ano da Angélica também. As bandas de rock, apesar das suas tatuagens e piercings, são de um bom-mocismo constrangedor. Rock, hoje, é tão ameaçador quanto um pote de margarina. Rock é tão visceral quanto uma reunião de marketing. Rock? Salva ninguém!Nesse contexto, os Irmãos Rocha! derão o seu adeus. Que novas bandas sigam lembrando o mundo do rock como era no início e apostem na simplicidade, na emoção de tentar acertar alguma música. Tomara que consigam, mas isso é problema das outras bandas. Agora é hora de beber o morto! Dia primeiro de abril, deste ano, não por acaso dia dos bobos, receberam os enlutados para seu derradeiro show. E não houve novidades! A idéia foi a mesma: rapidez, simplicidade e diversão. Pela última vez.

DOWNLOADS:
Nocet - Bullets (2006)

01 - Golen Frankenstein
02 - Color Dream
03 - Maragato Robot
04 - Rock Around The 'Clockwork'
05 - Dé Jà Vu
06 - Used To Be The Number One
07 - Neighbourhood's Song
08 - Brainstorm
09 - Sunset in Blue
10 - Glass People
11 - Sex With Tequila
12 - Carnivalier

Roadies - Roadies (2005)

01 - Menina Desvairada
02 - Sei o Que Você Faz
03 - Ana Carolina
04 - Essa Menina
05 - Tudo Liberado
06 - Garota Nota 100
07 - Tarde Demais
08 - O Que Acontece
09 - Pra Sempre
10 – Afunda
11 - Sonho Bom
12 - I Love
13 - Pedrinha de Gelo
14 – TPM
15 - A Coloninha

Ultramen - O Incrível Caso da Música Que Encolheu e Outras Histórias (2002)

01 - Santo Forte
02 - Alto e Distante Daqui
03 - "3"
04 - Máquina do Tempo
05 - De Canto e Sossegado
06 - Confessionário
07 - Erga Suas Mãos
08 - Coisa Boa
09 - Fantasmas
10 - Justiça Divina
11 - Grama Verde
12 - Oigalê
13 - Máquina do Tempo (Dub Mekka Victor Rice Remix #4)

Alemão Ronaldo - Onde O Amor Se Esconde (2004)

01 - Vem Sem Medo
02 - A Noite Toda
03 - Pinhal
04 - Onde O Amor Se Esconde
05 - A Sombra do Teu Amor
06 - Mentiras
07 - Se Ela
08 - Sinais Tribais
09 - Farol
10 - Pra Que
11 - A Hora Errada
12 - Agora Somos Família

Acústicos e Valvulados - God Bless Your Ass (1996)

01 - God Bless Your Ass
02 - Bone And Skin Girl
03 - Minha Fama De Mau
04 - In The Streets Again
05 - Kickin’ It All
06 - 100 Por Hora
07 - Route 66
08 - Dynamite
09 - I Got You Babe
10 - Out Of Time, Out Of Place
11 - Something Else
12 - Back To ‘55
13 - Wop Bop Boogie

Tangos & Tragédias - Ao Vivo (1988)
01 - Desgrazzia Ma Non Troppo
02 - A Trágica Paixão de Marcelo por Roberta
03 - O Romance de uma Caveira
04 - Noite Cheia de Estrelas
05 - Coração Materno
06 - Ana Cristina
07 - Tango da Mãe
08 - O Ébrio
09 - A Verdadeira Maionese
10 - O Drama de Angélica
11 - Berlim-Bom Fim
12 - Roxane
13 - Meu Erro
14 - Eleven's Train
15 - Aquarela da Sbórnia
16 - Copérnico
17 - I Shot The Sheriff
18 - O Trenzinho Caipira

Família Sarará - Ao Vivo (2008)

01 - Tumá
02 - Olhos de menina
03 - Rasta de bombacha
04 - Veja não com os olhos
05 - Uirapuru
06 - Majestoso
07 - Não me condene
08 - Poetisa (part Jow do EMEPE-4)
09 - Nego do batuque
10 - Espírito guerreiro
11 - Vícios de solidão
12 - Flecha
13 - Achou
14 - Salsa
15 - Munidos de amor
16 - Black music
17 - Semente d’eu e eu
18 - Abajur

Graforréia Xilarmônica - Chapinhas de Ouro (1998)

01 - Eu Gostaria de Matar Os Dois
02 - Meus Dois Amigos
03 - Pensando Nela
04 - Beethoven
05 - Eu
06 - Mixto Quente
07 - Iluminados Monstros do Amor
08 - Benga na America Central
09 - Baby
10 - Colégio Interno
11 - Benga Minueto
12 - Fulvio Sillas

Almôndegas - Almôndegas (1975)

01- Sombra Fresca E Rock No Quintal
02- Até Não Mais
03- Teia De Aranha
04- Olavo E Doroteia (Uma Louca Historia De Amor)
05- Quadro Negro
06- Go
07- Daisy, My Love
08- Almôndegas
09- Vento Negro
10- Clô
11- Amargo

Irmãos Rocha! - Ascensão E Queda dos Irmãos Rocha! (2004)

01 - Anestesia
02 - Uma Coisa Medonha
03 - Bumbababum
04 - Amadeu Tatu
05 - Pechada
06 - Eu & Vc
07 - DVQÈQN
08 - A Capela
09 - Zen
10 - Beibeam
11 - Música 1
12 - Suicídio na Calçada
13 - Vem Delícia
14 - Oh Yeah! Allright! Let's Go!
15 - Eu Não Tô Sentindo Nada
16 - Rock
17 - Meteoro 37
18 - Ugabugababy
19 - First Time
20 - Dadada
21 - NQÉQVD (hidden track)
The Very Best Of Billy Idol: Idolize Yourself

Lançada em 2008, a coletânea The Very Best Of Billy Idol: Idolize Yourself varre a carreira do artista britânico Billy Idol. Duas novas faixas, 'John Wayne' e 'New Future Weapon' também estão no lançamento e provam, sem sombra de dúvida, que Idol está de volta e em ótima forma. Dentre as 18 faixas do CD, estão incluídos os três hits que definiram uma era e figuraram no Top 10 da Inglaterra por semanas - 'White Wedding', 'Rebel Yell' e 'Mony, Mony', além da música mais conhecida do público brasileiro: 'Dancing With Myself'.As novas faixas mostram Idol ainda no auge de sua criatividade, trabalhando com seu parceiro de longa data, o guitarrista Steve Stevens, e os outros membros de sua atual banda: o baterista e colaborador nas composições Brian Tichy e o tecladista Derek Sherinian. A produção é de Josh Abraham, cuja carreira inclui trabalhos com o Velvet Revolver, 30 Seconds To Mars, dentre muitos outros.
Longe do sucesso que consagrou o cantor no início dos anos 80, Idol continua sua carreira lançando álbuns periodicamente. O último trabalho de estúdio do cantor foi “Happy Holidays”, um disco com canções natalinas que contou com a participação do tecladista Derek Sherinian (Dream Theater, Malmsteen).O último álbum com canções inéditas de Idol foi “Devil’s Playground”, de 2005. Abaixo a coletânea na versão em CD:
Billy Idol - The Very Best Of Billy Idol: Idolize Yourself (2008)

01 - Dancing With Myself (EP Version) (2001 Digital Remaster) – 4:51
02 - Hot In The City (2001 Digital Remaster) - 3:33
03 - White Wedding - Part 1 (2001 Digital Remaster) - 4:13
04 - Rebel Yell (1999 Digital Remaster) - 4:47
05 - Eyes Without a Face (1999 Digital Remaster) - 4:58
06 - Flesh For Fantasy (1999 Digital Remaster) - 4:38
07 - Catch My Fall (Edit) - 3:42
08 - To Be a Lover (2001 Digital Remaster) - 3:53
09 - Don't Need a Gun (2001 Digital Remaster) - 5:24
10 - Sweet Sixteen (2001 Digital Remaster) - 4:15
11 - Mony Mony (2001 Digital Remaster) - 5:00
12 - Cradle of Love (2001 Digital Remaster) - 4:39
13 - L.A. Woman (Single Edit, 2001 Digital Remaster) - 4:04
14 - Shock To The System (2001 Digital Remaster) - 3:37
15 - Speed (Album Version) - 4:17
16 - World Comin' Down - 3:34
17 - John Wayne - 4:15 (New Song)
18 - New Future Weapon - 3:56 (New Song)
19 - Fractured - 4:27 (New Song - iTunes exclusive Durango-95 bonus track)

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Porto Alegre Canta Tangos


O sul do Brasil é diferente. O sul tem seu próprio “calor”, climatológicamente e afetivamente falando; esta mais perto do Pampa, do índio, da milonga e do tango. Não por acaso, o povo do Rio Grande do Sul se chama “gaúcho” e sua música e suas expressões artísticas se assemelham a de nossos “hermanos”.
A estética imprimida, o que da origem aos trabalhos dos artistas gaúchos é a estética da melancolia, do recolhimento, da reflexão, da leveza e também a da sofisticação. O folclore, de bomboleguero e acordeom (que se chama gaita), viabilizou a mistura que produz desde o rock, canções melódicas, tradicionalistas, até o pop. Dando a música estas características próprias de uma cultura que se formou a base do cruzamento das fronteiras entre Brasil, Uruguai e Argentina. Uma palavra em comum tem reunido artistas diferentes daqui e de lá: O Tango.
Mas isso não é novo, conta à história que o primeiro disco de tango fabricado na América Latina, foi gravado e prensado em 1914 em Porto Alegre. Era "El Chamuyo" de Francisco Canaro, que ganhou como prêmio em um festival do Teatro Nacional de Buenos Aires. Como o mundo estava em tempos de guerra e as matrizes gravadas na Argentina não podiam ser levadas até a Europa para ser prensadas, se decidiu fazê-lo na fábrica “A Elétrica” de Porto Alegre. Talvez essa tenha sido a primeira semente dos projetos que viriam a acontecer nos anos 2000.

Quem sabe o tango é a chave, o segredo que permiterá nos conhecermos mutuamente e que vem ativando varias edições dos festivais de música Buenos Aires em Porto Alegre e Porto Alegre em Buenos Aires, mediante os quais, os públicos daqui e de lá tem a oportunidade de ver outros artistas mostrando outras formas de refletir um mesmo sentimento.
Durante o mês de março de 2003, foram realizados uma série de recitais gratuitos de artistas do Brasil na Argentina. Na caravana estavam: Jorginho do Trompete, Renato Borghetti, Vitor Ramil, Lourdes Rodrigues, Rubens Santos, Arthur de Faria, Muni, Nenhum De Nós, Bandaliera, Bebeto Alves e Totonho Villeroy. Estiveram acompanhados pelos músicos argentinos Chango Spasiuk, Brián Chambouleyron, Pedro Aznar, Esteban Morgado, Liliana Herrero, Raúl Carnota y La Chicana entre outros. Tudo organizado pela Secretaria de Cultura da Cidade de Buenos Aires, e de quebra, ainda tornou possível a reedição do disco "Porto Alegre canta Tangos" de onde participam vários desses artistas.
O CD é algo assim como a primeira coletânea fonográfica (pais e mães, protagonistas deste romance, são os muitos discos editados desde os anos 30 até hoje, dos muitos artistas que foram tecendo esta trama cultural) deste romance que começou a ser cultivado entre as duas cidades: Porto Alegre e Buenos Aires.
"Porto Alegre Canta Tangos" foi produzido pelo guitarrista argentino Esteban Morgado, que se encarregou de interpretar os sentimentos dos oito artistas brasileiros que cantam no disco e de, em alguns casos, aproximar as canções ao estilo dos interpretes. O que ao final é demonstrado pela satisfação com o trabalho final.
Dão vida aos 14 temas que integram o disco, oito vozes do Brasil, acompanhadas por outros músicos argentinos: Marcelo Torres no baixo, no piano Marcelo Macri, Walter Castro no bandoneón, Bernardo Baraj nos sopros e Esteban Morgado no violão. E também há outros músicos convidados como Lidia Borda, Damián Bolotin, Walter Castro, Horacio Mono Hurtado e os conjuntos de violões Pinta Bacán Con Burucuá, Margulis e Morgado.
O disco abre com uma versão de "Vuelvo al Sur", de Pino Solanas e Astor Piazzola, cantada por Bebeto Alves e Leonardo Ribeiro. Esta, como todas as versões do disco, é uma famosa canção, reformulada pelas particulares vozes de seus interpretes. E representa parte da filosofia deste trabalho.

Bebeto Alves, com sua voz lançada e furiosa, se converteu, ao longo de 25 anos de carreira, em um garimpeiro de novas sonoridades, sempre inovando na música do sul, se utilizando do folclore regional, da música popular de outras regiões do país e do pop/rock planetário (tal e como ele se descreve).

O segundo tema é “Melodía de Arrabal”, em uma versão de Vitor Ramil, cantada com o tom suave e doce que imprimiu o músico milongueiro. Nas apresentações ao vivo este era um dos temas mais aplaudidos pelo público argentino. Vitor Ramil, um jovem de 35 anos com 20 de música, se declara completamente enamorado pelos tangos do principio de século e a milonga é a matriz musical de sua obra atual. No disco canta também “Yira Yira”.
Lourdes Rodrigues é uma dama com uma voz implacável e genial. Tem 47 anos de carreira nas noites de Porto Alegre e escutá-la cantar segue sendo renovador. Ela encarna "El Último Café" e "Sin Palabras", com precisão e beleza.
A "Malena" deste CD é sem dúvidas a mesma de que falava Homero Manzi em 1941, porém vestida de farrapos, com um espírito roqueiro. Bebeto Alves realiza uma das versões mais incríveis deste trabalho. Também canta "Naranjo en Flor".
Leonardo Ribeiro se criou escutando rádios argentinas e tango, hoje em dia faz muito sucesso na Europa, em especial na França. Nascido em Quaraí (RS), cidade que faz fronteira com a uruguaia Artigas, Leonardo é um grande conhecedor da música latino-americana. Foi esse o repertório que ele apresentou aos europeus, adicionando, mais tarde, o jazz e ritmos caribenhos no seu currículo.Embora fizesse sucesso desde os anos 70 fora do Brasil, só se tornou conhecido na sua terra no início dos anos 90. Leonardo teve a oportunidade de trabalhar com Teca & Ricardo, com o saxofonista americano, Barney Willen, com Nana Caymmi, Wagner Tiso, Robertinho Silva e Egberto Gismonti. Compôs várias músicas com Gonzaguinha, além de autores como Hélvius Villela, Ricardo Vilas e Juarez Fonseca. Também canta no disco as faixas "Uno" e "Volver", dois tangos que interpreta com a doçura de uma voz sentimental.

Após esta "Cafetín de Buenos Aires", na voz de Totonho Villeroy, compositor e cantor influenciado especialmente pelo samba, bossa nova, milonga e pelo pop. Sua descrição cantada de “Cafetín” é belíssima.
Agora a jóia deste CD, Rubens Santos, que com sua juvenil presença (90 anos), é uma verdadeira glória da música brasileira. Ele canta em português, mas transmite sua mensagem em um idioma universal. Quando subiu ao palco na apresentação do disco deu mostras de uma qualidade vocal imbatível, de um amor pela arte emocionante e da vigência sem idade da música. Canta no disco dois temas, "Venganza", de seu camarada gaúcho Lupicínio Rodrigues e "Uno", traduzida e adaptada por ele.
Na faixa 12 do disco aparece o sax inconfundível de Bernardo Baraj, que serve de base para a não menos inconfundível voz de Luciana Pestano. Sua interpretação do tango com mais versões da história, "El Día Que Me Quieras", é apaixonante e por momentos se entende que esta música poderia ter sido também parte do repertorio de uma Janis Joplin (Luciana Pestano é sua “alter ego” sul americana), que o sentimento do tango não tem fronteiras.

Hique Gomez realiza uma bonita e divertida versão de "Por una cabeza". E o Esteban Morgado Cuarteto realiza uma fusão de dois temas emblemáticos daqui e de lá. Tocam em versão instrumental "Felicidade" de Lupicínio Rodrigues e "Milonga de Mis Amores" de Contursi e Laurenz. Dão mostras de toda sua qualidade musical e do espírito do disco.
"Porto Alegre Canta Tangos" é um disco belo para quem quer que o escute, seja na Argentina, no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Os músicos que se atreveram a esta empreitada capturaram as canções com a entrega e o amor que o tango exige, e que o tango devolve. Os argentinos muitas vezes as tratam com respeito, mas também distância, mas neste disco recebem universalidade, versatilidade, presteza, vitalidade e atrevimento. Voltam a adquirir, em definitivo, esse espírito de rebeldia apaixonada que engendraram por estas águas, a mágica irreverência de umas almas querendo torcer seu destino com a ternura feroz da música. O tango neste disco encontra seu curso, se deixa levar pelas águas que o acalentaram num princípio e que aqui revivem sem solenidade, mas com arte.
"Vuelvo al sur como se vuelve siempre al amor.
Vuelvo a vos, con mi deseo, con mi temor.
Llego al sur, como un destino del corazón.
Soy del sur como los aires del bandoneón.
Sueño al sur, inmensa luna cielo al revés.
Busco el sur, el tiempo abierto y su después.
Quiero al sur, su buena gente, su dignidad.
Siento al sur, como a tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al sur, llegó al sur ...."
("Vuelvo al Sur", Solanas-Piazzolla)

01 - Vuelvo al Amor - Bebeto Alves y Leonardo Ribeiro
02 - Melodia de Arrabal - Vitor Ramil
03 - El Ultimo Café - Lourdes Rodrigues
04 - Malena - Bebeto Alves
05 - Felicidade - Milonga de Mis Amores - Esteban Morgado Cuarteto
06 - Uno - Leonardo Ribeiro
07 - Cafetín de Buenos Aires - Totonho Villeroy
08 - Sin Palabras - Lourdes Rodrigues
09 - Venganza - Rubens Santos y Lidia Borda
10 - Volver - Leonardo Ribeiro
11 - Yira Yira - Vitor Ramil
12 - El Día Que Me Quieras - Luciana Pestano
13 - por una cabeza - Hique Gomes
14 - Naranjo en Flor - Bebeto Alves
15 - Uno - Rubens Santos
16 - Vuelvo al Sur - Bebeto Alves, Leonardo Ribeiro y Luciana Pestano

Traduzido e adaptado do jornal "El Clarin" por RR.
Fábula em vermelho e branco
Nunca imaginei que naquele dia os deuses do futebol estavam escrevendo o enredo de uma fábula da qual eu seria personagem.
Dois anos depois, o destino e meu irmão Pedro me levaram para um teste na escolinha do Inter. Era uma “peneira” de mais de 300 garotos. Ao final, o técnico Jofre Funchal se dirigiu ao meu irmão e disse uma frase que marcaria para sempre a minha carreira profissional: “O alemão tá plenamente aprovado”. Mais 10 anos se passaram e o ciclo se fechou: lá estava eu dando a volta olímpica no Beira-Rio para celebrar o primeiro título brasileiro do Inter com meus companheiros. Entre eles, por uma dessas coincidências inexplicáveis da existência, Manga e Flávio Bicudo.
Meu sonho de menino estava realizado.
Claro que não foi simples assim. Ralei muito para chegar àquela decisão. Para pagar a passagem de ônibus entre Niterói, onde eu morava, e o antigo Estádio do Nacional, onde os meninos do seu Jofre treinavam, eu vendia garrafas vazias. Meu pai era motorista de caminhão, não ganhava o suficiente para pagar aquela minha despesa extra. Mas gostava tanto de futebol e do Internacional que um dia encheu o caminhão de tijolos e me levou junto até o aterro em frente ao Asilo Padre Cacique. Com muito orgulho, participamos da campanha de doação de tijolos para o novo estádio que lá estava sendo construído exatamente para que o Inter não precisasse mais pedir emprestada a casa do rival nos grandes confrontos nacionais, como naquele jogo da Taça Brasil. Anos depois, já com o Beira-Rio pronto e na condição de atleta do clube, repeti simbolicamente o gesto da doação, carregando um carrinho de areia na rampa do estádio.
Foi muito gratificante jogar e conquistar títulos no estádio que ajudei a construir.
Cada vez que recordo a minha passagem pelo Internacional, bendigo a minha sorte. Lembro dos milhares de garotos que também sonharam o mesmo sonho, sem a possibilidade de realizá-lo plenamente – para usar a palavra mágica do seu Jofre. Nestes cem anos do Inter, é justo que se homenageie aqueles que contribuíram de alguma maneira para a grandeza desde clube multicampeão e detentor de um título mundial. Mas também é importante que se reverencie os sonhos de todos aqueles que não tiveram a oportunidade de doar tijolos nem de suar a camisa vermelha, e ainda assim carregam o clube em seus corações.
Há tempo de paixão e tempo de profissionalismo.
Em 15 anos de Internacional, aprendi a transformar aquele deslumbramento infantil em meta de vida. Tive grandes mestres – Ernesto Guedes, Dino Sani, Ênio Andrade, Rubens Minelli – e tantos companheiros extraordinários que nem me atrevo a citá-los para não cometer injustiças. Com eles, tornei-me um profissional cioso de meus deveres, concentrado na minha atividade, preparado para novos desafios. Foi graças ao Internacional que pude dar a volta ao mundo atrás de uma bola, realizando-me – mais uma vez, plenamente – nesta carreira de glórias e fracassos. O Inter, três vezes campeão brasileiro, foi a minha plataforma para saltos mais ousados – a Seleção, o título italiano com a Roma e a participação inesquecível em duas Copas do Mundo.
Minha atividade atual, de comentarista esportivo, exige o distanciamento das paixões da juventude. Tenho consciência disso e procuro cumprir minhas obrigações profissionais com dignidade. Mas jamais vou negar minha história. Neste centenário que a torcida colorada celebra hoje estão incluídos os melhores anos de minha vida. Este testemunho é a minha homenagem singela ao clube que me proporcionou a oportunidade de viver esta aventura maravilhosa. Posso dizer que realmente vivi uma fábula em vermelho e branco.
Plenamente.
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*Opynião
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INTERNACIONAL - 100 anos de glória
...O teu presente diz tudoTrazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul...

O DURANGO com orgulho presta sua homenagem ao maior clube do país e 8º do mundo, que completa 100 anos de glórias, compartilhando o CD As Melhores do Ataque Colorado I & II, que é uma exclusividade para os sócios do clube. É indispensável e um presente do DURANGO-95 para os colorados no dia de nosso centenário!
A banda Ataque Colorado é formada pelos músicos colorados da banda Maria do Relento, Kako Kanidia, Peppe Joe e Guilherme Barros, e já é tradicional em grandes eventos do Internacional país afora. Nas celebrações promovidas pelos consulados colorados, a banda leva à festa o clima dos jogos no estádio Beira-Rio.
As Melhores do Ataque Colorado (2008)

01 - Hino do Colorado (versão Pop)
02 - Renteria (Tipo Colômbia)
03 - Olê Olê Internacional
04 - Pula Que É Gol do Sóbis
05 - Vamo Vamo Inter
06 - Black Colorado
07 - O Time do Meu Coração
08 - Guiñazu
09 - Hey Ho Inter
10 - Fernandão É Matador
11 - Rasta Colorado
12 - Hino do RS
13 - Bolivar General
14 - Guerreiros Colorados na Terra do Sol Nascente
15 - Hino Oficial do Sport Club Internacional

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Supekovia agora está solo!
Em 30 anos de palcos e estúdios, Paulinho Supekovia se tornou um dos mais conhecidos e requisitados instrumentistas gaúchos. Agora o guitarrista vai para a linha de frente como artista solo, nos shows que apresenta este final de semana no Teatro Renascença – hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 19h. Veja mais detalhes no Guia hagah.Supekovia, 49 anos, ficou conhecido como um dos integrantes do Cheiro de Vida, grupo instrumental formado por virtuoses que marcou o cenário musical da Capital nos anos 1980. Violonista de formação erudita, compositor, arranjador e produtor musical, Supekovia integrou grupos como Dedé e Os Ajudantes e Mutuca e Os Animais, acompanhou nomes como Vitor Ramil, Kleiton e Kledir, Diana Pequeno e se tornou parceiro de Nei Lisboa.
– Quando eu trabalhava com o Nei na pré-produção do disco Relógios de Sol, em 2003, comecei a brincar com a composição no computador. Quando me dei conta, tinha umas 20 músicas prontas e comecei amadurecer a ideia de colocá-las na roda – diz Supekovia. – É uma mistura de todas as coisas que fiz e ouvi desde a adolescência, do heavy metal ao jazz rock, do blues ao funk.
O CD de estreia do guitarrista será lançado em breve, pelo selo Ímã Records. No show ele será acompanhado por Edu Saffi (baixo), Luke Faro (bateria) e Luiz Mauro Filho (teclado).
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Paulinho Supekovia
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Tequila Baby

A Tequila Baby surgiu em Porto Alegre no início dos anos 1990. Depois de passar por diversas formações e experiências musicais, em setembro de 94 a banda reúne a maturidade dos seus integrantes para realizar um show no extinto programa de auditório Bop Pop Show. Na época um quinteto, a Tequila Baby tinha James Andrew na guitarra, Fabian Gloor na bateria, Duda Calvin no vocal, Paulo Stenzel fazia segunda voz e Tiago Hoock no baixo. O show zero foi no dia 29 de setembro de 1994, numa quita-feira no Bar Opinião. O público selecionado da histórica noite ficou espantado com o vigor da banda ao vivo.
O sucesso deste show deixou a banda mais unida do que nunca. Ensaiavam vários dias por semana e estavam compondo muito. O mais importante é que estavam decididos a tocar em frente. No entanto precisavam de dinheiro para isso. Não tinham instrumentos e muito menos amplificadores para fazer shows com mais freqüência. Todo o equipamento era alugado ou emprestado. Pensaram muito e chegaram a conclusão que para sair da crise precisavam tocar num show para o maior público possível. Neste período eles haviam conhecido os Raimundos na sua primeira tour pelo Rio Grande do Sul e ficaram sabendo que eles voltariam para repetir a dose.
Passados os shows com os Raimundos, eles já tinham um bom público em Porto Alegre, foi aí que perceberam a falta de uma fita demo para tentar tocar no rádio, já que ficaram sabendo por amigos que suas músicas eram muito pedidas nas rádios. Então decidiram gravar sua primeira fita demo contendo apenas duas músicas "Sexo, Algemas E Cinta-liga" e "Malandro do Bonfim". Nessa época a Tequila Baby enfrenta uma crise muito grande, crise que todas as bandas que estão começando enfrentam. A falta de dinheiro para a produção de uma boa fita demo, a falta de bons instrumentos , além da falta de experiência dos próprios músicos, sendo que esta era a primeira vez que a banda estava em um estúdio de gravação. O estúdio era o mais barato e conseqüentemente era o mais simples.
Terminadas as gravações eles mandaram o material para as rádios, que começam a rodar diariamente suas músicas. Até que foram convidados a participar de uma coletânea com a música "Malandro do Bonfim", a coletânea se chama Segunda Sem Ley e foi lançada pelo extinto selo Banguela Records.
A banda decide fazer uma tour pelas principais casas alternativas da cidade. Tocam na Garagem Hermética, Kansas Country Rock, Fim de Século entre outros. Após o lançamento da coletânea a situação da banda piora. Além de todos estarem sem dinheiro, pois o dinheiro que tinham foi gasto na gravação da fita demo e a coletânea não ter trazido nenhum retorno financeiro, para piorar ainda mais acontecia a saída do baixista Tiago devido a problemas pessoais. Passaram-se três meses do Programa Bop Pop Show e agora a banda tinha que resolver o seu problema maior, arrumar um baixista pois no pique que a banda estava não poderia adiar os poucos shows que tinha. Pensaram em vários nomes, mas todos já tinham outras bandas.
A banda tinha, como todas as bandas tem, vários amigos que iam aos ensaios, aos shows e saíam à noite para se divertir. Foi aí que surgiu a idéia de convidar o Rodrigo Gonçalves, um amigo de infância de Fabian e com quem ele já havia tocado, para fazer parte da banda. Então marcaram um encontro com Rodrigo na casa do James. Ficaram enrolando a conversa e escutando alguns discos entre eles Ramones, NOFX e Nirvana.Em poucos ensaios Rodrigo pegou as músicas, pois ele já as conhecia devido ao fato de ter sido roadie da banda por algum tempo. Agora era a hora de voltar a cena. Já era verão de 95 e a banda fez uma série de shows no litoral. Juntaram o dinheiro dos cachês que eram aproximadamente de R$50,00 à R$100,00. Muitas vezes não havia cachê.
Começava a era Fiesta Sombrero y Rock'n'Roll. Após o verão, onde houve um maior entrosamento da banda, o clima estava propício para compor novas músicas. Escreveram "Tira O Sutiã, Tira A Calcinha", "Prefiro Sua Mãe" e uma versão de "Escrito Nas Estrelas", apesar de não terem nenhuma influência de Tetê Espíndola, nada mais punk rock do que uma versão para uma música como esta.A banda já tinha um bom repertório e precisava registrar este material. E foi na noite de 17 de março de 1995 que a Tequila Baby gravou ao vivo e em apenas quatro horas nos estúdios da Isaec o que se tornou um marco na história da banda, a fita demo Fiesta Sombrero e Rock'n'Roll. A gravação rendeu muitas coisas boas, foi a demo mais vendida em um período de dez meses em Porto Alegre, conforme fanzines e revistas especializadas. Também receberam um troféu Garagem Hermética de melhor fita demo do ano. Na mesma semana da gravação da fita a banda fez um show que viria a ser o seu primeiro passo rumo a confirmação de seu sucesso local. O Elétrika Live especial para MTV no Bar Opinião.
Com a venda da bateria enferrujada de Fabian, fizeram trinta cópias da fita demo. Após o show foram ao encontro dos grandes nomes da imprensa nacional presentes no evento e distribuíram vinte fitas. As dez que sobraram foram vendidas para gravar mais vinte, venderam as vinte e gravaram quarenta.... e assim eles venderam 3 mil cópias da sua fita demo. Muitas pessoas viram o show da banda e ficaram espantadas com o vigor do som. Inexplicável a energia transmitida por aqueles garotos em quinze minutos de músicas rápidas, cruas e sem solos.A banda passou todo ano de 1995 divulgando músicas da fita demo. Em um ano, fizeram mais de 36 shows pelo Rio Grande do Sul, graças ao sucesso da fita demo colocadas nas rádios no final de 94. Resultado: em 96, a banda assinou contrato com o selo Antídoto da gravadora ACIT.
Em de janeiro de 1996, a Tequila Baby começou a gravar o seu primeiro disco, que leva o nome da banda. Bastante inspirado nos 3 primeiros álbuns dos Ramones, é um álbum simples e com letras irreverentes, como a de "Sexo, Algemas e Cinta-Liga". O lançamento desse disco é seguido de uma turnê sem precedentes pelo interior do Rio Grande do Sul, provocando uma renovação nos conceitos do rock local, que encontrava-se bastante estagnado. Isso deve-se também às memoráveis performances ao vivo da banda.Em 97, o Antídoto assina contrato de distribuição com a multinacional Polygram e no mesmo ano a Tequila é considerada pela revista Showbizz uma das maiores revelações de 98. Para completar, a música "Minha Menina" foi incluida na trilha sonora de uma novela.
Em 1999 lançam o álbum Sangue, Ouro E Pólvora, que além de manter vivo o espírito punk dos Ramones, dá uma guinada para o Hardcore. É um álbum rápido, que começa a despertar a atenção da banda em amantes de Punk Rock pelo resto do país, sobretudo com a canção "Velhas Fotos", talvez a mais marcante de toda a carreira.Diferentemente do álbum anterior, neste a banda começa a mostrar uma certa personalidade, um estilo próprio. Isso acaba despertando a atenção de ídolos do Punk Rock a nível mundial, como Marky Ramone (baterista dos Ramones), que acaba fazendo um show com eles e Greg Graffin (vocalista do Bad Religion), que faz um show em Porto Alegre usando uma camiseta da banda, show este que teve a Tequila Baby como banda de abertura.
Fizeram shows também em Novo Hamburgo, junto com Os Replicantes e Wander Wildner e foi a noite mais inesquecível do Adams Street Bowling Bar. Fizeram shows pelo RS e no verão pelo litoral. No Ano 2000 a Tequila Baby participou da turne brasileira de Marky Ramone and The Intruders, tocando em Porto Alegre, Pelotas, Curitiba, Florianópolis e São Paulo.
A banda acaba usando de alguns experimentalismos no álbum seguinte, Punk Rock Até Os Ossos (2002), é um álbum um pouco mais lento e trabalhado, produzido por Daniel Rey (produtor dos Ramones) e que teve Marky Ramone participando de uma faixa. As letras são bastante introspectivas, mostrando um lado mais poético na banda. As principais músicas são "Histórias de Amor", "Seja Com O Sol, Seja Com A Lua", "Melhor do Que Você Pensa", "Negue" e "Menina Linda".Em 2004, Daniel Rey retorna ao Brasil para produzir A Ameaça Continua, álbum que consolida de vez a identidade da banda. Rápido, como o Sangue, Ouro e Pólvora, porém, bem produzido e maduro como o Punk Rock Até Os Ossos. A fusão de 10 anos de estrada e o reconhecimento por amantes do estilo em todo o país fazem a banda ampliar fronteiras.
Em novembro do mesmo ano, ocorre o que fã nenhum esperava. O baterista Didi e o baixista Rodrigo DelToro anunciam sua saída da banda depois de quase 10 anos com a formação inalterada, que conquistou milhares de fãs, são substituídos por Otto Branco no baixo e Rafael Heck que assume a bateria. Duda Calvin continua nos vocais e James Andrew segue na guitarra, numa incessante rotina de shows.Sem grandes alterações na agenda e com um futuro incerto, a Tequila seguiu excursionando pelo país, gerando expectativa nos fãs novos e conservadores sobre o que viria pela frente.
Em 2006, a Tequila Baby chega ao sexto álbum, Tequila Baby E Marky Ramone Ao Vivo, seguindo sempre com a conhecida pegada punk destes doze anos de história que carrega na bagagem. Centenas de shows realizados e com canções que se tornam parte da vida dos fãs, a banda lançou seu segundo CD ao vivo, uma verdadeira coletânea de um rico acervo de punk rock, histórias e parcerias.Este disco é o melhor registro de preciosidades para quem curte a Tequila e os Ramones, tanto no vídeo como no áudio. Gravado no dia onze de maio deste ano, em Porto Alegre, o DVD é um fenômeno, provocante e cheio de "melhores momentos".
Com um pouco mais de uma hora de duração, o disco é recheado por vinte músicas, divido entre dez clássicos da Tequila e a metralhada dos sons mais cantados dos Ramones. Para começar, o álbum traz "Balada Sangrenta", um dos primeiros hits da banda, grande responsável pela engrenada de sucessos da TB. A segunda faixa, a recente "51", é só mais uma da leva de singles que viriam depois.Com um detalhe que não poderia faltar, Duda Calvin parte pra um dos hinos punks mais adorados pelos fãs dizendo: "Nós somos da Tequila Baby, e a vida cheira sangue, ouro e pólvora". Depois de "Sangue Ouro e Pólvora", o áudio é dominado pelos gritos do público acompanhando as seguintes "Chovendo Corações Pela Cidade" e "Tira O Sutiã, Tira A Calcinha", "Sexo HC", "Melhor do Que Você Pensa", "Sexo, Algemas E Cinta Liga" e "Velhas Fotos". Hora de Rafael ceder seu lugar para Marky Ramone.
"Nós da Tequila Baby, temos a honra de chamar a lenda viva do Punk Rock, Mr. Marky Ramone", Calvin anuncia, e o disco é tomado pelo detalhe mais importante, o delírio dos fãs. A partir daí, são dez clássicos dos Ramones com uma bateria para ninguém botar defeito. Na décima faixa do álbum, "Rockaway Beach/Teenage Lobotomy" o pontapé de Ramones ao som de Tequila, começa a transportar os ouvintes para o mundo dos três acordes, jaqueta de couro e All Star.
Na seqüência, "I Don’t Care", "Sheena Is A Punk Rocker", "Pet Semetary", "The KKK Took My Baby Away" E nesse ritmo, o track list de sons ramoníacos é seguido depois do "One, Two, Three, Four" feito pelo baixista Otto Branco. No final de "I Don’t Want You", a voz de Marky entra de fundo com seus gritos começando "Beat On The Breat".Quase no fim do CD, a combinação perfeita dos integrantes, a guitarra rápida de James e a bateria do mestre recebem um grande convidado. O vocal rouco e único de Duda é substituído por Sebastian Expulsado, da banda argentina Expulsados, fazendo o cover perfeito de "Poison Heart". Entre esse ciclo de amizade e muita música, a canção "Seja Com O Sol, Seja Com A Lua", onde Marky participou no disco Punk Rock Até Os Ossos, dá uma nova respirada Tequila Baby no álbum.
Depois dessa viagem entre os sons mais simples aos mais trabalhados da TB, Marky, Duda, James e Otto vão encerrando o ao vivo com "I Believe In Miracles", antes da despedida de ritmo mais rápido com "Blitzkrieg Bop". Um disco para ser arquivado entre os grandes do rock mundial.

Em meio às mudanças do mercado fonográfico, a Tequila Baby apostou na idéia de que, é o fã quem deve decidir em qual formato deseja ter o material da banda. Para os que preferem conhecer as músicas imediatamente, a banda disponibiliza o disco na íntegra na internet para download gratuito.
A versão em CD será uma "edição especial", para aqueles que não abrem mão de ter o disco no formato físico, com encarte, letras e fotos. Esta edição foi colocada no mercado na primeira quinzena de novembro de 2008 e também está a venda no merchandise oficial da banda em seus shows.
O disco "Lobos Não Usam Coleira" é um lançamento independente e foi produzido pela própria banda, junto ao produtor musical Gilberto "Beat" Barea. "Aleluia" é o primeiro clipe e tem direção de Rodrigo Vidal e Vicente Teixeira, da Eureka Produtora, e foi realizado em parceria com Teatro Cia das Artes e o Grupo Anima Sonho, sob coordenação de Ubiratan Carlos Gomes.E a banda segue viajando pelo país, levando para os quatro cantos, o mais puro e agradável Punk Rock....GABBA GABBA HEY!!!!!!!!
DISCOGRAFIA:
• Tequila Baby (Antídoto, 1996)
• Sangue, Ouro E Pólvora (Antídoto, 1999)
• Bem Vindo À Roda Punk (Ao Vivo Dia Mundial do Rock) (Antídoto, 2001)
• Punk Rock Até Os Ossos (Orbeat Music, 2002)
• A Ameaça Continua (Orbeat Music, 2004)
• Marky Ramone & Tequila Baby Ao Vivo (Orbeat Music, 2006)
• Lobos Não Usam Coleira (independente, 2008)
Abaixo os discos da Tequila para download:
Tequila Baby (1996)

01 - Balada Sangrenta (O Teu Amor Me Corrói)
02 - Minha Menina
03 - Nada Pra Fazer
04 - Véstidinho Lindo Que Vai Embora
05 - Modess Punk Rock
06 - 2 x 2
07 - Tudo O Que Eu Sinto Por Você
08 - Modelo E Manequim
09 - Prefiro Sua Mãe
10 - Tira O Sutiã, Tira A Calcinha
11 - Propaganda do O.B.
12 - Sexo, Algemas E Cinta-Liga
13 - Brigadiana
14 - Malandro do Bom Fim (Hiddem Track)

Sangue, Ouro E Pólvora (1999)

01 - Esta Não É Uma Canção de Amor
02 - Voltas Na Sua Cama
03 - Caindo
04 - Naturalmente Artificial
05 - Eu E Ela
06 - Chovendo Corações Pela Cidade
07 - Sangue, Ouro e Pólvora
08 - Velhas Fotos
09 - Nós 3
10 - Quando Eu Entrar na Sua Vida
11 - Walkman
12 - Não Pra Mim Também
13 - Sexo H.C.
14 - Bem-Vindo À Sua Geração
15 - Ela Sabe O Que Faz (Bonus Track)

Bem Vindo À Roda Punk (2001)

01 - Esta Não É Uma Canção de Amor
02 - Voltas Na Sua Cama
03 - Minha Menina
04 - Sangue, Ouro E Pólvora
05 - Chovendo Corações Pela Cidade
06 - Sexo H.C.
07 - Bem-Vindo À Sua Geração
08 - Tira O Sutiã, Tira A Calcinha
09 - Naturalmente Artificial
10 - Propaganda do O.B.
11 - Nós 3
12 - Velhas Fotos
13 - Véstidinho Lindo Que Vai Embora
14 - Prefiro Sua Mãe
15 - Balada Sangrenta
16 - Caindo
17 - Sexo, Algemas E Cinta-Liga
18 - Quando Eu Entrar Na Sua Vida
19 - 2 x 2
20 - Malandro do Bom Fim

Punk Rock Até Os Ossos (2002)

01 - Planos Perfeitos
02 - Seja Com O Sol, Seja Com A Lua
03 - Melhor do Que Você Pensa
04 - Ninguém Pra Confiar
05 - Menina Linda
06 - Lírios
07 - A Cada Ano...
08 - De Quem É A Culpa?
09 - Negue
10 - Sonhos Feitos de Papel
11 - Histórias de Amor
12 - Ontem Ou Agora
13 - Coma
14 - Coisas da Vida

A Ameaça Continua (2004)

01 - Vivendo Em Loucura
02 - Ela Adora Punk Rock
03 - A Festa
04 - Playboy
05 - Sexo, Pássaros E Rock´N`Roll
06 - No Relax
07 - Ralph
08 - Baby
09 - Luanomalia
10 - 51
11 - Tá Decidido
12 - Você Prometeu Voltar
13 - Superficial
14 - Isso Eu Não Quero
15 - Atitude

Tequila Baby & Marky Ramone Ao Vivo (2006)

01 - Balada Sangrenta
02 - 51
03 - Sangue, Ouro E Polvora
04 - Chovendo Corações Pela Cidade
05 - Tira O Sutia, Tira A Calcinha
06 - Sexo HC
07 - Melhor Do Que Você Pensa
08 - Sexo, Algemas E Cinta Liga
09 - Velhas Fotos
10 - Rockaway Beach/Teenage Lobotomy
11 - I Don't Care
12 - Sheena Is A Punk Rocker
13 - Pet Sematary
14 - The KKK Took My Baby Away
15 - I Don't Want You
16 - Beat On The Brat
17 - Poison Heart
18 - Seja Com O Sol, Seja Com A Lua
19 - I Believe In Miracles
20 - Blitzkrieg Bop

Lobos Não Usam Coleira (2008)

01 - Aleluia
02 - Hey Girl (Preciso da Tua Ajuda Esta Noite)
03 - Foi Capricho Meu
04 - Amor Que Fica
05 - Tão Fodão
06 - Oh Meu Deus
07 - Fala Demais
08 - Se Você Quer Gritar
09 - Três Motivos
10 - Canção Que Fala de Um Amor Perfeito
11 - Balão na Boca
12 - Bienvenido a Roda Punk
13 - Você Cresceu


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